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Brasil Sorridente devolveu o sorriso e a dignidade ao povo brasileiro

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O Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos transformando vidas. E entre tantas conquistas, desde 1990, uma delas se tornou símbolo de dignidade e cuidado: o Brasil Sorridente, programa de saúde bucal que devolveu não apenas dentes, mas oportunidades de trabalho, autoestima, confiança e a possibilidade de sorrir sem medo.

A iniciativa foi criada pelo presidente Lula em 2004 para garantir acesso gratuito a serviços odontológicos para toda a população. O Brasil Sorridente inclui ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal, como tratamento de canal e próteses, ofertados em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPDs).

Desde então, o programa passou de 1 mil para mais de 33 mil equipes de saúde bucal espalhadas pelo país. O investimento também triplicou entre 2022 e 2024, saltando de R$ 1,5 bilhão para R$ 4,3 bilhões. Somente neste ano, serão entregues 800 novas Unidades Odontológicas Móveis (UOM), que vão beneficiar mais de 2,8 milhões de pessoas. A entrega vai aumentar de 107 veículos para 900, em uma frota que não recebia investimentos há mais de dez anos.

Cláudia Adriana (53) é formada em odontologia há 29 anos e iniciou seu trajeto no SUS há mais de 20, na UBS 11 de Ceilândia, no Distrito Federal. Ela conta que a prioridade sempre foi atender o paciente e não apenas a boca dele, o que gerou uma alegria mútua ao longo de anos de atendimentos. 

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“Me lembro de um bebê que precisava de cirurgia de frenectomia (língua presa) porque não conseguia mamar. Ver que depois do procedimento ele finalmente pode se alimentar e o alívio da mãe, foi marcante. Também atendi muitas crianças autistas, que precisam de um trabalho específico e de muita paciência, e pude vê-las crescer com a dentição saudável. De atender não apenas a criança, mas, também, atender os pais, ouvir e promover a empatia, é uma coisa que a gente aprende no SUS”, destaca Cláudia.

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Cuidado para todas as idades

O Brasil está passando por um processo rápido e intenso de envelhecimento da sua população, o SUS está, ano a ano, evoluindo a atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Um dos avanços foi o lançamento do Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa, que aborda as mudanças naturais do processo de envelhecimento, os cuidados para viver a longevidade da melhor forma, informações que ajudam a identificar situações de maus-tratos e violência e orientações para cuidadores.

“Certa vez, atendi uma senhora que apareceu triste, relatando que não sorria há anos porque tinha vergonha dos dentes. Ela foi tratada, e assim como tantos outros pacientes recuperou a vontade de sorrir. Me sinto realizada, satisfeita e alegre por servir à população.”, se emociona Cláudia.

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Rosa Gonçalves Lima (98), moradora de Caxias, no Maranhão, é atendida pela Unidade Básica de Saúde do Bairro Trezidela. Diagnosticada com demência senil, ela vive acamada e uma equipe multidisciplinar a atende em casa. A filha de Rosa, Jacirene Lima é assistente social e profissional de saúde com 31 anos de experiência no SUS. Ela conta que a mãe recebe todo o acompanhamento contínuo e integral dos profissionais de saúde. “Este é o nosso SUS, único, universal, gratuito e gigante, presente em todos os cantos do país, garantindo direito à saúde para todos. E é por isso que, como cidadã e filha, sou grata e sabedora que esse sistema transforma vidas todos os dias”, relata.

Luciano Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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