SAÚDE
Ministro visita paciente do mutirão da mulher e alas reabertas com a chegada de mais de 570 profissionais
SAÚDE
O Ministério da Saúde avança na reestruturação dos institutos federais no Rio de Janeiro (RJ). No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), por exemplo, 98 leitos de enfermaria e seis salas cirúrgicas, anteriormente fechadas por falta de equipes, já estão funcionando por conta da recomposição da força de trabalho. Reativados em vista da contratação de 577 novos profissionais, esses espaços receberam a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, nesta sexta-feira (27), conferiu de perto os atendimentos restabelecidos.
A ampliação do atendimento no INTO ocorre também pela recente inauguração do novo Centro de Tecnologia e Reabilitação 3D, que garante para o SUS a produção de próteses personalizadas, biomodelos e guias cirúrgicos – estruturas que auxiliam no planejamento e na realização de cirurgias com mais precisão. O novo espaço fortalece os cuidados especializados e a reabilitação ofertados aos pacientes da rede pública.
Neste ano, 1.566 novos profissionais de saúde já foram incorporados aos institutos federais — sendo 577 no INTO, 611 no Instituto Nacional de Câncer (INCA) e 378 no Instituto Nacional de Cardiologia (INC) —, o que corresponde a cerca de 75% das 2.058 contratações previstas.
“Vamos completar, até o final do primeiro semestre, nesses três institutos nacionais, a contratação de mais de dois mil profissionais ao todo. E isso vai significar mais cirurgias e mais exames. Os hospitais federais vão dar uma grande contribuição para a redução desse tempo de espera”, afirmou o ministro da Saúde.
A medida integra o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas. Com a recomposição da força de trabalho, a pasta busca assegurar o pleno funcionamento da capacidade instalada dessas unidades, ampliando a oferta de atendimentos especializados no SUS.
O maior mutirão de saúde da mulher do SUS colhe resultados
Ainda no INTO, o ministro visitou uma das pacientes atendidas no maior mutirão de saúde do SUS, que ofertou exclusivamente para as mulheres mais de 230 mil procedimentos no último final de semana. Internada na unidade, Luana Souza, 39 anos, foi submetida a uma biópsia e, em seguida, a uma cirurgia oncológica para retirada de um tumor na perna.
Essa é a segunda vez que a paciente é diagnosticada com câncer. Há quatro anos, ela começou a sentir fortes dores e percorreu diferentes unidades até ser encaminhada ao INTO, onde fez cirurgias de alta complexidade para retirada do primeiro tumor. “Eu passei por vários lugares tentando tratamento e não conseguia, mas, desta vez, foi tudo muito rápido. Eu fiz o exame em um dia e no outro eu estava operando. Quando eu cheguei aqui, realmente o meu caso andou. Foi inacreditável conseguir. Sou muito grata a esse hospital”, contou Luana.
Na conversa com ela, Alexandre Padilha desejou uma boa recuperação, reforçando a importância do cuidado contínuo. “O importante é que a dor esteja controlada e que você siga sendo acompanhada. Você pode ter certeza de que está no melhor lugar para o seu tratamento”, destacou.
Sobre o mutirão do qual Luana participou, Padilha destacou: “a gente mobilizou quase mil hospitais em todo o Brasil, organizando equipes, salas cirúrgicas e profissionais para ampliar o atendimento, inclusive aos sábados, e reduzir o tempo de espera. Agora a gente está conseguindo acelerar esse atendimento, com mais profissionais e mais estrutura, para que casos como o seu andem mais rápido”, disse.
Com a participação de 900 hospitais públicos, universitários, filantrópicos e privados, o mutirão é uma das iniciativas do programa Agora Tem Especialistas, que está aumentando a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
Fortalecimento do SUS com mais recursos para a cidade de Mesquita
Na ocasião, o ministro da Saúde também anunciou a ampliação de recursos federais para o custeio de serviços de média e alta complexidade na cidade de Mesquita (RJ). A medida prevê investimento de R$ 70 milhões de Teto MAC para fortalecer o SUS, beneficiando a população do município e região.
As ações fazem parte de um conjunto de iniciativas do Governo do Brasil para o fortalecimento da atenção especializada no SUS, com foco na ampliação da capacidade instalada, na qualificação da força de trabalho e na melhoria da resolutividade dos serviços de saúde.
Nicole Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país
O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.
O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.
“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.
A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
Priorização de Análise na Anvisa
Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.
Reestruturação da assistência oncológica no SUS
O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.
Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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