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Ministério da Saúde lidera articulação em saúde durante reunião de altos oficiais do BRICS

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O Ministério da Saúde liderou os trabalhos da reunião de Altos Oficiais do Grupo de Trabalho em Saúde do BRICS (Senior Officials Meeting), realizada nesta segunda-feira (16), em Brasília. O encontro, sediado no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), reuniu representantes dos países-membros com o objetivo de consolidar as propostas da presidência brasileira na área da saúde. O encerramento das atividades está previsto para esta terça-feira (17).

A reunião marca o encerramento das atividades técnicas conduzidas ao longo do primeiro semestre da presidência brasileira do BRICS em 2025. Nesse período, foram realizadas mais de 20 reuniões técnicas, nas quais foram debatidos sete temas prioritários definidos pelo Brasil para esta gestão. Esses temas agora se refletem em um único documento estratégico: a Declaração da 15ª Reunião de Ministros da Saúde do BRICS.

Durante o encontro, os países-membros revisaram e debateram o texto da declaração de Ministros e Ministras da Saúde do BRICS, previamente compartilhado entre as delegações. O dia foi dedicado à análise detalhada do documento, com contribuições de todas as partes sobre os temas discutidos nas sessões preparatórias. A versão final consolida os consensos alcançados entre os integrantes do bloco em torno dos sete eixos prioritários definidos pela presidência brasileira.

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A reunião representa um avanço na articulação política e técnica do BRICS na área da saúde, reforçando o compromisso do Brasil com ações coordenadas, como o enfrentamento dos determinantes sociais da saúde e com a cooperação internacional. O Ministério da Saúde reafirma seu papel estratégico na promoção da saúde global e na construção conjunta de soluções para os desafios sanitários comuns aos países do bloco.

Atividades da presidência brasileira no BRICS

Durante o primeiro semestre de 2025, a presidência pro tempore brasileira do BRICS conduziu uma agenda intensa na área de saúde, com mais de 20 reuniões técnicas voltadas ao enfrentamento de desafios globais. Foram trabalhadas oito prioridades, com destaque para a proposta de criação de uma parceria entre os países do bloco para eliminar doenças socialmente determinadas, fortalecer os sistemas de saúde e promover a inovação tecnológica voltada às populações vulneráveis.

O encerramento desse processo será a 15ª Reunião de Ministros da Saúde do BRICS, prevista para esta terça-feira (17), no Palácio do Itamaraty. O evento reunirá representantes dos países-membros e parceiros, encerrando formalmente o ciclo de atividades do semestre com a apresentação da declaração conjunta elaborada a partir dos temas discutidos. 

O que é o BRICS?

O BRICS é um agrupamento formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Criado inicialmente em 2001 para destacar o crescimento econômico dos quatro países fundadores (Brasil, Rússia, Índia e China), o grupo evoluiu para um importante fórum político-diplomático que articula interesses do Sul Global e promove cooperação em diversas áreas.

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Com a adesão da África do Sul em 2011, o grupo passou a ser chamado BRICS e, em 2023, na Cúpula de Joanesburgo, houve uma nova expansão com a inclusão de seis novos membros, totalizando os atuais onze países.

O BRICS atua em três pilares principais: política e segurança; economia e finanças; e interação entre sociedade civil (“people-to-people”). Além dos membros, o bloco criou, em 2024, a categoria de países parceiros, que inclui Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e, recentemente, o Vietnã.

A presidência do BRICS é rotativa e segue a ordem do acrônimo original, com o Brasil assumindo o comando em 2025. A gestão brasileira foca na reforma da governança internacional e na cooperação entre os países do Sul Global, buscando ampliar a influência do grupo em organismos multilaterais e promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. 

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Parteiras indígenas mantêm saberes ancestrais e fortalecem o cuidado à saúde de mulheres e crianças

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Parteira há mais de quatro décadas, Maria Francisca Maciel, mais conhecida como Penha, iniciou no partejar aos 25 anos de idade, com uma trajetória marcada pelo cuidado e tradição. Prestes a completar 70 anos, já acompanhou mais de 730 nascimentos em sua comunidade, localizada no município Baía da Traição, no litoral norte da Paraíba. É para seguir contando histórias como a de Penha, indígena do povo Potiguara, que o Ministério da Saúde celebra o Dia Internacional da Parteira, nesta terça-feira, 5 de maio. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1991, para reconhecer a importância e a valorização dessa profissão.

Foto: Fábio Miranda / MS
Foto: Fábio Miranda / MS

“Usando os saberes tradicionais que aprendi com minhas ancestrais, já fiz mais de 730 partos e nunca perdi nenhuma mãe e nenhuma criança. Acompanho desde o começo da gravidez e ajudo com amor e dedicação, porque ser parteira é um dom”, afirma Penha.

O cuidado realizado pelas parteiras vai além do momento do parto. Elas acompanham todo o ciclo da gestação, orientam as famílias e atuam como referência nas comunidades, respeitando os modos de vida e as concepções de saúde dos povos indígenas, com uma cultura de cuidado que atravessa gerações.

No contexto da saúde indígena, nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), estima-se a atuação de mais de duas mil parteiras e parteiros, sendo cerca de 50 parteiros indígenas. Esses profissionais exercem papel fundamental no cuidado integral que vai da gestação ao pós-parto, sendo guardiões de sistemas de conhecimentos e tecnologias de cuidado próprios de cada povo.

Aparecida dos Santos, indígena Potiguara, iniciou sua vivência com o partejar aos 14 anos, aprendendo o ofício com mulheres de sua comunidade. Hoje, além de parteira, atua como enfermeira no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Potiguara, conciliando os dois universos de conhecimento.

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Para ela, o fortalecimento do diálogo entre saberes é essencial para garantir um cuidado mais completo às mulheres indígenas, sendo fundamental o fortalecimento de políticas públicas e dos espaços de formação para a valorização dessas práticas.

“Eu vivencio o mundo da enfermagem e o das parteiras. São duas realidades que, para mim, devem caminhar juntas; o conhecimento científico e o tradicional. O pré-natal, por exemplo, é importante para avaliar se a mulher pode ter o bebê em casa ou se precisa de atendimento especializado, alinhando sempre as duas tecnologias. Minha tia me passou esse saber, e eu carrego essa tradição com muito orgulho. As práticas do partejar sempre vão existir. É gratificante, é uma missão de Deus. Queremos manter essa tradição viva e eu repasso esse conhecimento milenar com amor e muita honra, cuidando da saúde do meu povo”, destaca Aparecida.

Foto: Fábio Miranda / MS
Foto: Fábio Miranda / MS

O cuidado das parteiras representa acolhimento, confiança e respeito às escolhas e, principalmente, às tradições.

Leidi Daiana também é indígena Potiguara, mãe de seis filhos e vivenciou tanto o parto hospitalar quanto o domiciliar, sendo dois deles realizados em casa, com apoio de parteiras da aldeia. “A minha experiência com o nascimento em casa foi muito boa, pois teve acolhimento. Minha mãe participou e uma parteira da aldeia, Aparecida, ajudou e cortou o cordão”, relata. Temos que dar valor às parteiras da nossa aldeia e não deixar essa tradição morrer. Queremos que o nosso querer seja respeitado”, defende.

Valorização da tradição

Desde os anos 2000, o Ministério da Saúde tem adotado iniciativas para fortalecer a atenção à gestação, ao parto, ao nascimento e ao puerpério. Entre elas, o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais, que inseriu o parto domiciliar assistido por parteiras na agenda das políticas públicas de saúde.

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Em 2025, Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde também elaborou um Plano de Parto adaptado ao contexto da saúde indígena, com o objetivo de qualificar a atenção ao pré-natal, parto e puerpério nos territórios, respeitando as especificidades culturais e os sistemas de conhecimentos dos povos originários.

Além de promover diversas qualificações para ampliar o diálogo e valorizar esses conhecimentos, a Sesai realizará, em junho, o Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. A iniciativa busca fortalecer o protagonismo dessas especialistas das medicinas indígenas e ampliar sua participação na construção de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.

De acordo com a secretária-adjunta da Sesai, Putira Sacuena, as parteiras desempenham papel essencial na integração entre os conhecimentos indígenas e a medicina ocidental. Segundo ela, o trabalho desenvolvido no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) busca promover um cuidado integral, intercultural, humanizado, e com respeito às especificidades de cada povo.

“Temos fortalecido parcerias com organizações indígenas para qualificar e ampliar as ações de cuidado das parteiras e parteiros, além de atuar no reconhecimento e valorização das tecnologias de cuidado, na promoção, prevenção e tratamento à saúde dos povos indígenas. Queremos assegurar uma atenção integral e diferenciada, baseada no diálogo intercultural e no respeito à autonomia e autodeterminação dos povos. Com a valorização dos conhecimentos indígenas, nosso objetivo é oferecer um cuidado integral à saúde da mulher, da criança e contribuir para a redução da morbimortalidade materna e neonatal”, concluiu.

Acesse o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais

Entenda o Plano de Parto adaptado à realidade indígena

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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