SAÚDE
Encontro Científico do Ministério da Saúde destaca integração entre pesquisa e gestão na vigilância em saúde
SAÚDE
A produção de evidências científicas se apresenta como uma ferramenta de aprimoramento das ações de saúde pública e para o suporte à tomada de decisões no Sistema Único de Saúde (SUS). Para fortalecer a integração entre produção científica e vigilância, o Ministério da Saúde (MS) realiza, desde 2014, o Encontro Científico de Pesquisas Aplicadas à Vigilância em Saúde (ECPAVS). A edição de 2025 acontece em Brasília (DF), nesta quinta e sexta-feira (16 e 17), e reúne cerca de 150 pessoas, entre gestores, técnicos, pesquisadores, palestrantes e convidados de várias partes do País.
O encontro é promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), por meio da Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços, do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Nesta edição, serão apresentadas, ao todo, 49 pesquisas desenvolvidas por diferentes departamentos da SVSA, distribuídas em três salas simultâneas, com espaço para debate e interação entre gestores e pesquisadores. Desde 2007, a Secretaria já investiu mais de R$ 695 milhões em 873 estudos, além de oferecer apoio técnico e insumos para execução das pesquisas.
O diretor de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, Guilherme Werneck, desejou boas-vindas aos participantes, parabenizou os pesquisadores pelo trabalho realizado e o envolvimento massivo dos demais departamentos no evento. “Fazemos esse evento anualmente e buscamos estabelecer a relação do que é produzido com o resultado efetivo na vida e na saúde das pessoas. Nossa parcela de ação é apoiar os pesquisadores ao máximo para que seus trabalhos sejam traduzidos, compreendidos e colocados em prática”, explicou Werneck.
O secretário adjunto da SVSA, Fabiano Pimenta, ressaltou a atuação essencial dos pesquisadores e do corpo técnico da Secretaria na consolidação de uma vigilância mais robusta e baseada em ciência. Segundo ele, o encontro reforça os princípios da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), que prevê o incentivo à pesquisa como eixo estratégico para aprimorar as ações e políticas de saúde pública no Brasil. “Firmamos o compromisso de manter as estratégias fundamentais ao SUS para respondermos às necessidades de saúde da população. Trabalhamos para encontrar os métodos mais adequadas para que possamos cumprir nosso papel na construção de diretrizes universais e equânimes. A pesquisa aplicada é discutida com quem tem a responsabilidade de transportá-la para as nossas políticas públicas cotidianas. Estamos, portanto, atuando numa política de Estado”, enfatizou.
A abertura do evento contemplou, ainda, a presença de representantes dos 9 departamentos que compõem a SVSA, além de integrantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O destaque da programação inicial foi a aula magna do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasília), Jorge Barreto, sobre a importância das políticas informadas por evidências na tomada de decisão em saúde pública.
Mesas e salas temáticas
A primeira mesa de exposições foi conduzida pela coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, Vivian Gonçalves. A pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz, Rafaella Fortini, apresentou o estudo “Monitoramento Fiocruz Vita”, que acompanhou, durante 18 meses, pacientes diagnosticados com Covid-19 que desenvolveram sequelas após a infecção. Em seguida, o gerente de pesquisas especiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marco Antônio Ratzsch, apresentou a pesquisa nacional de saúde do escolar, que analisou os indicadores comparáveis de estudantes do 9º ano do ensino fundamental de municípios das capitais brasileiras entre os anos de 2009 a 2019.
Durante os dois dias, estão sendo expostos e discutidos, nas salas temáticas, assuntos como monitoramento ambiental e resistência antimicrobiana, doenças transmissíveis e imunização, saúde do trabalhador e vigilância de fatores de risco, saúde e direitos humanos, pesquisas com primatas não humanos, doenças negligenciadas, arboviroses, tuberculose, HIV/Aids e doenças crônicas não transmissíveis. Os interessados podem acessar o Sumário Executivo do ECPAVS 2025, disponível na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde.
O Encontro
O ECPAVS é um espaço de integração entre a produção científica e a gestão da vigilância em saúde no SUS. Criado em 2014, o encontro tem como objetivo apresentar os resultados das pesquisas fomentadas pela SVSA, fortalecendo o uso de evidências científicas na formulação de políticas e na qualificação das práticas em saúde pública.
As iniciativas apresentadas têm contribuído para o avanço da produção científica e a tecnológica na saúde pública brasileira, auxiliando o país a enfrentar emergências sanitárias e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. As evidências geradas qualificam as estratégias de vigilância e ampliam a capacidade de resposta do SUS.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministro da Saúde participa de cerimônia da Funasa para instalação de mais de 20,8 mil cisternas em 498 municípios do Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (17), da cerimônia promovida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios brasileiros. Com investimento superior a R$ 250 milhões, a iniciativa beneficiará mais de 20 mil famílias e representa uma das maiores ações recentes de promoção da segurança hídrica no Semiárido brasileiro. Durante o evento, também tomou posse o novo presidente da Funasa, Lenildo Morais.
Ao destacar a importância da iniciativa, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que o acesso à água de qualidade é fundamental para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. “Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, exigindo novos desafios para o saneamento. A Funasa tem um papel histórico no combate às doenças relacionadas à falta de saneamento e, agora, contribui para garantir água de qualidade e mais segurança às populações vulneráveis. Essa é mais uma ação do Ministério da Saúde para adaptar o SUS ao enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou Padilha.
As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia social permite captar e armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e contribuindo para melhores condições de saúde e qualidade de vida.
A autorização das ordens de serviço marca o início da fase de implantação de uma das maiores ações de acesso à água conduzidas pelo Governo do Brasil na região. Para milhares de famílias, a chegada das cisternas representará mais segurança no abastecimento, redução da dependência de fontes precárias de água e maior proteção diante dos períodos de estiagem prolongada.
Prioridade às famílias em situação de vulnerabilidade
A nova etapa é resultado de um processo iniciado pela Funasa em 2025, com a seleção pública dos municípios aptos a receber as cisternas. Ao final da etapa de habilitação, foram contemplados 498 municípios distribuídos pelos oito estados participantes da ação.
A definição dos beneficiários priorizou famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e comunidades quilombolas.
Antes da autorização das obras, equipes técnicas da Funasa realizaram análises e vistorias para validar as propostas e os locais previstos para implantação das estruturas, garantindo o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos.
Além de ampliar o acesso à água para consumo humano, a iniciativa contribui para a prevenção de doenças relacionadas à escassez hídrica e à falta de abastecimento adequado, fortalecendo as ações de saúde ambiental desenvolvidas pelo Governo do Brasil. A ampliação da segurança hídrica é considerada estratégica para proteger a saúde da população e aumentar a resiliência das comunidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Com a implantação das 20.976 cisternas, o Brasil avança na promoção da saúde, da qualidade de vida e da dignidade de milhares de famílias do Semiárido, reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde com a prevenção, a equidade e a adaptação às mudanças climáticas.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde

