SAÚDE
IEC e demais representantes da comunidade acadêmica e científica da Amazônia se encontram com o Presidente da COP 30
SAÚDE
O Instituto Evandro Chagas (IEC/SVSA/MS) em parceria com as universidades, instituições de ciência e tecnologia (ICTs), institutos federais da Amazônia Legal, com o apoio do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) da Presidência da República, promovem, nos dias 19 e 20 de agosto, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, o “Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30“.
O Encontro, que contará com a presença do presidente da COP 30 no Brasil, o embaixador André Côrrea do Lago, tem como objetivo apresentar um documento elaborado por 40 instituições com soluções para a Agenda de Ação do Mutirão Global contra a Mudança do Clima para o período de 2025 a 2035, bem como para a COP30, que acontece em Belém, em novembro.
O IEC e a Fiocruz-AM conduzem as conversas sobre a promoção de sistemas de saúde resilientes em meio à emergência climática. As soluções também vão fazer parte do Plano de Ação de Saúde de Belém organizado Brasil por meio do Ministério da Saúde. Ancorado em princípios de justiça climática e equidade em saúde, o plano é uma proposta para ajudar os países a adaptarem seus sistemas de saúde aos efeitos das mudanças climáticas.
O Encontro é coordenado ainda pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará (UFPA), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes (Norte), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF (Norte), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e pela Rede de Universidades Estaduais da Amazônia Legal (ABRUEM).
Os eixos que serão discutidos no encontro são: Transição nos Setores de Energia, Indústria e Transporte; Gestão Sustentável de Florestas, Oceanos e Biodiversidade; Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares; Resiliência em Cidades, Infraestrutura e Água; Desenvolvimento Humano e Social; Objetivos Transversais – Financiamento, Inovação e Governança, entre outros.
SERVIÇO
Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30
Dia 1
Data: 19 de agosto de 2025, a partir de 9h
Local: Auditório Vitória Régia, Centro de Ciências do Ambiente (CCA) – Campus Universitário Sen. Arthur Virgílio Filho – Setor Sul
Dia 2
Data: 20 de agosto de 2025, a partir de 9h
Local: Auditório Eulálio Chaves, Centro de Ciências do Ambiente (CCA) – Campus Universitário Sen. Arthur Virgílio Filho – Setor Sul
Fonte: Instituto Evandro Chagas – IEC
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde


