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Ministério da Saúde atualiza normas para organização da infraestrutura da saúde indígena

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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 6 de julho, a Portaria GM/MS nº 11.925, que atualiza as normas de organização física dos estabelecimentos de saúde do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). A medida estabelece parâmetros mínimos assistenciais, funcionais e arquitetônicos para implantação, ampliação e adequação das unidades de saúde indígena.

As mudanças indicam a padronização da rede física do SasiSUS, considerando as especificidades culturais, geográficas e sanitárias dos povos indígenas. De acordo com a Secretária Adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, a atualização amplia as tipologias de edificações reconhecidas oficialmente. “Além de manter os estabelecimentos já consolidados, como as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), as sedes de Polo Base, as Casas de Saúde Indígena (Casai) e os alojamentos, a nova regulamentação incorpora equipamentos que respondem de forma mais adequada à diversidade territorial, cultural e assistencial dos nossos povos indígenas”.

As tipologias dos estabelecimentos passam a contar com definições mais claras sobre atribuições e parâmetros de funcionamento. Entre as mudanças, está a regulamentação do Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI), unidade destinada à oferta de serviços especializados, atendimento em situações de urgência e emergência, vigilância em saúde e resposta a emergências sanitárias. A estrutura oferecerá cuidados especializados, especialmente em regiões remotas.

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A portaria também institui o Ponto de Atendimento em Saúde Indígena (Pasi), destinado a comunidades de pequeno porte ou localizadas em áreas de difícil acesso. Essa estrutura permitirá a oferta de ações de atenção primária, prevenção e promoção da saúde por meio de atendimentos programados realizados pelas Equipes Multiprofissionais de Saúde Indígena (EMSI).

A portaria ainda prevê a criação da Casa de Passagem de Saúde Indígena (Capasi), espaço destinado ao acolhimento temporário de usuários indígenas e seus acompanhantes durante deslocamentos para atendimento especializado ou tratamentos de curta duração.

A norma também atualiza a gestão da assistência farmacêutica ao instituir a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) como unidade específica para armazenamento, controle e distribuição de medicamentos e insumos estratégicos.

Outro ponto é a atualização da classificação das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), que passam a ser dimensionadas conforme o porte populacional das aldeias, permitindo adequação da infraestrutura às necessidades de cada território. As Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai) também passam a ser classificadas em níveis de referência local, regional e nacional.

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A portaria cita as medicinas indígenas e o diálogo intercultural, indicando as Casas de Medicinas Indígenas como espaços destinados à preservação dos conhecimentos tradicionais, ao cuidado integral e à promoção da interação entre os saberes ancestrais e a medicina convencional.

A regulamentação estabelece ainda, que os projetos deverão considerar aspectos como perfil epidemiológico, características socioculturais, condições geográficas, logística de acesso, população assistida e planejamento distrital.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Exposição sobre memória da Covid-19 é aberta ao público no Centro Cultural São Paulo

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A exposição “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros” será aberta ao público nesta terça-feira (7), às 17h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), onde permanecerá em cartaz até 9 de agosto. Com entrada gratuita, a mostra reúne dez estações imersivas que transformam registros digitais em uma experiência sensorial e coletiva.

“A memória é muito importante porque ela é pedagógica. Ela permite recuperar os aprendizados, entender o que poderia ter sido feito e nos preparar para as próximas pandemias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mostra foi desenvolvida a partir do acervo do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, iniciativa construída de forma colaborativa, que reúne registros sobre as experiências vividas pela população durante a pandemia.

A exposição adota uma abordagem multimídia e interativa, reunindo relatos, fotografias, vídeos, cartazes, diários, mensagens e testemunhos de pessoas de diferentes regiões, culturas e realidades do país. O percurso aborda temas como isolamento social, luto, ciência, desinformação, solidariedade e memória coletiva.

A programação inclui atividades educativas e mediação cultural voltadas a grupos escolares e ao público em geral. No período da tarde, das 15h30 às 20h, a mediação também será realizada em Libras, ampliando a acessibilidade para pessoas surdas.

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Concebida em formato modular e itinerante, a exposição seguirá, após a temporada em São Paulo, para Fortaleza, Manaus e Porto Alegre, antes de integrar o acervo permanente do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro.

SERVIÇO
Exposição: “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros”
Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) — Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo/SP, 01504-000 – @ccspoficial
Acesso: Metrô Estação Vergueiro, Linha Azul (Norte-Sul)
Abertura: 7 de julho, às 17h
Em cartaz até: 9 de agosto
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h
Mediação em Libras: das 15h30 às 20h
Entrada: gratuita

Agendamento para grupos: [email protected]

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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