SAÚDE
Ministério da Saúde reforça ações de melhoria da saúde mental
SAÚDE
O Ministério da Saúde apresentou, nesta segunda-feira (29), em evento híbrido em Brasília (DF), ações institucionais voltadas à melhoria da saúde mental da população, reunindo profissionais do SUS, representantes de conselhos, organizações parceiras, pesquisadores, estudantes e membros da sociedade civil. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) no âmbito do “Setembro Amarelo”, contou com a participação de secretarias e coordenações técnicas da pasta, reforçando o compromisso do Ministério em fortalecer a saúde mental e ampliar estratégias integradas de prevenção.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que cerca de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo. No Brasil, foram mais de 17 mil mortes em 2023 e cerca de 170 mil tentativas ou autoagressões, sendo a terceira principal causa de óbito entre jovens e adultos de 15 a 39 anos. Homens apresentam risco quase quatro vezes maior, enquanto mulheres registram mais tentativas não letais.
Durante o evento, Mariângela Simão, secretária da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVSA/MS), destacou a importância de dados confiáveis para fundamentar políticas públicas. “Medir aquilo que valorizamos é essencial. Quando conseguimos apresentar dados confiáveis sobre suicídio, podemos criar ações integradas no sistema de saúde, trabalhar com organizações internacionais e fortalecer mecanismos de alerta e serviços de atendimento. É assim que o Ministério da Saúde atua, com responsabilidade e dedicação, para enfrentar esse problema complexo”.
Ações de prevenção e cuidado
A diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Letícia Cardoso, detalhou ações voltadas à prevenção, vigilância e cuidado integral, destacando políticas como a Política Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violências e a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e Suicídio (2019). Desde 2019, a violência autoprovocada é de notificação obrigatória, fortalecendo a coleta de dados e permitindo intervenções mais precisas.
O Ministério da Saúde também realiza pesquisas nacionais de saúde, como o Viva Inquérito, para identificar a frequência de atendimentos por violências e acidentes por sexo, idade e outras características da população. Além disso, profissionais de saúde são qualificados para identificar sinais de risco, oferecer acolhimento e atuar em redes de atenção psicossocial, hospitais e atenção primária. E nesse momento, está em preparação o estudo piloto da I Pesquisa Nacional de Saúde Mental.
A comunicação responsável é outro eixo fundamental. O evento lançou a versão traduzida do manual da OMS “Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da mídia”, com orientações éticas para evitar sensacionalismo e conduzir entrevistas de forma sensível. Paralelamente, o Ministério da Saúde elaborou um folder com orientações para apoiar pessoas em sofrimento, ressaltando ouvir sem julgamentos, oferecer segurança, ampliar a rede de apoio e incentivar a busca por ajuda profissional, além de identificar sinais de alerta, como falas sobre morte, isolamento ou mudanças de comportamento.
Além disso, Letícia Cardoso reforçou a importância da comunicação responsável. “Com iniciativas como a tradução deste manual e a atuação integrada das equipes do Ministério da Saúde, estamos fortalecendo a prevenção do suicídio e promovendo a saúde mental de forma ampla e responsável”, afirmou.
Cardoso lembrou ainda, que por meio do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN), os profissionais de saúde podem realizar notificação por meio da Ficha de Notificação de Violência, que inclui a violência autoprovocada. “A vigilância é o primeiro passo para acionar uma rede de cuidado qualificado para as pessoas que precisam”, afirmou.
O encontro também destacou o papel de um comitê gestor interministerial, que desenvolve uma agenda estratégica para 2026-2030, alinhando ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde mental, com foco em grupos mais vulneráveis.
Suellen Siqueira e João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas contra doenças pneumocócicas
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.
A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.
A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.
Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.
Como fica o esquema vacinal
Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.
A vacinação será realizada da seguinte forma:
- Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
- Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
- Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.
Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Deborah Novais
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



