SAÚDE
Ministério da Saúde debate clima e saúde em evento da OMS na Austrália
SAÚDE
O Ministério da Saúde (MS) participou, na segunda (24) e terça-feira (25), da Mesa Redonda de Alto Nível sobre Ação Sustentável em Clima e Saúde, no Parlamento Australiano, em Camberra, na capital do país. O encontro reforçou o protagonismo do setor saúde na resposta às mudanças climáticas e consolidou o compromisso de levar os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), realizada no Brasil, para a agenda da COP31, prevista para o próximo ano, na Turquia. Para a próxima edição, a Austrália exercerá a presidência das negociações.
Promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com apoio da Fundação Rockefeller e da Fundação Gates, a atividade foi coordenada pelo diretor e chefe do Centro Ásia-Pacífico para Meio Ambiente e Saúde da OMS, Sandro Demaio. Autoridades de diferentes nações participaram, como a ministra assistente da Saúde e Cuidados aos Idosos, Rebecca White; a enviada especial para Adaptação e Resiliência às Mudanças Climáticas, Kate Thwaites; o secretário de Saúde das Ilhas Cook, Bob Williams; a diretora-geral de Saúde de Vanuatu, Shirley Tokon; e a diretora-adjunta da iniciativa “Melbourne Climate Futures” e autora líder do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, Kathryn Bowen.
Representando o Ministério da Saúde do Brasil, a assessora internacional do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Nanny Santana Figueiredo, destacou a relevância da COP30, realizada em Belém do Pará, e definida pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, como a “COP da Verdade” e a “COP da Ação”, e o chamado global à cooperação. Segundo ela, “a conferência ampliou a visibilidade das realidades vividas por povos indígenas e comunidades amazônicas, evidenciando que a crise climática está diretamente ligada à crise de saúde”.
Durante a COP30, o Brasil foi anfitrião do evento “3º Dia da Saúde” e lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém, considerado o primeiro marco internacional dedicado exclusivamente à adaptação climática na área da saúde. Nanny enfatizou, também, que a resiliência climática precisa ser centrada nas pessoas. “Políticas públicas, negociações internacionais e investimentos devem incorporar a equidade em saúde como princípio orientador, traduzindo esse compromisso em ação climática justa – essa é a diretriz fundamental do Plano Belém”, disse.
Na mesa redonda, participantes reconheceram que a Austrália, além de endossar formalmente o Plano de Ação em Saúde de Belém, também assumiu
um compromisso político com sua implementação. Durante o debate, foi enfatizado, ainda, que sistemas de saúde resilientes dependem do acesso a produtos essenciais e da manutenção dos serviços, sobretudo em áreas remotas e vulneráveis diante do aumento de eventos climáticos extremos.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.
Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.
“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.
A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.
A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.
Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.
Tratamento no SUS
O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.
“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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