SAÚDE
Ministério da Saúde envia kits emergenciais com medicamentos e insumos para atender 12 mil pessoas na Zona da Mata mineira
SAÚDE
O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (27) o envio de kits emergenciais para reforçar a resposta do Governo do Brasil às fortes chuvas que atingem a Zona da Mata Mineira. Ao todo, oito kits serão entregues entre hoje e sábado (28) aos municípios mais afetados: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Cada kit é composto por 16 itens estratégicos e 32 medicamentos e tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por um mês. Isso significa assistência para 12 mil pessoas no período, ou seja, a pasta garante itens de saúde mais que suficientes para a demanda atual.
Entre os insumos, estão medicamentos como antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis. O material inclui ainda itens estratégicos, como ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras, garantindo suporte adequado às ações de cuidado, prevenção e tratamento.
Para reforçar a assistência, a pasta também anunciou o envio de carretas de saúde do Agora Tem Especialistas, que devem chegar à região a partir deste final de semana. As unidades móveis do programa do Governo do Brasil vão reforçar o atendimento nas fases de recuperação e reconstrução dos serviços de saúde afetados pelas fortes chuvas.
Equipes especializadas em ações emergenciais estão na região
Enviadas pelo Ministério da Saúde, as equipes da Força Nacional do SUS e do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP) já estão na região para fortalecer as ações de suporte. Nesta quinta-feira (26), 18 profissionais – entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística – visitaram os municípios de Ubá e Matias Barbosa para realizar um diagnóstico situacional e levantar informações sobre as necessidades locais.
No local, realizam ações de acolhimento com atendimento psicossocial e cuidados em saúde mental e atuam na reorganização da rede de assistência local para a oferta, por exemplo, de vacinação preventiva contra o tétano, já que a bactéria causadora dessa doença pode estar presente nas águas das enchentes.
A equipe da Força Nacional do SUS em campo será reforçada de acordo com a evolução do cenário.
Orientações sobre cuidados em saúde mental
Nesta quarta-feira (25), o Ministério da Saúde realizou uma palestra online com orientações sobre cuidados em saúde mental durante e após desastres em Minas Gerais. Mais de 1,4 mil profissionais de saúde acompanharam a transmissão.
Além da capacitação, a pasta atualizou a série de cartilhas “Saúde Mental e Atenção Psicossocial em Desastres”, que reúne recomendações voltadas a pessoas idosas, prevenção do suicídio, manejo do luto, crianças em abrigos provisórios, saúde mental de adolescentes e orientações específicas para trabalhadores e gestores envolvidos na resposta aos eventos extremos.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



