SAÚDE
Ministério da Saúde leva pautas prioritárias ao principal congresso de saúde coletiva do Brasil
SAÚDE
O Ministério da Saúde marca presença no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2025, que acontece de 28 de novembro a 3 de dezembro, em Brasília. Nesta edição, a pasta organiza mais de 40 mesas, oficinas e debates, além de participar como convidada em outras 40 atividades. A amplitude da agenda reflete o empenho do MS na produção de conhecimento, na qualificação das políticas públicas e no diálogo com estudantes, pesquisadores, profissionais de saúde e movimentos sociais.
Reconhecido como o maior encontro da saúde coletiva no Brasil, o Abrascão reunirá milhares de participantes para debater o tema central “Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI”. O evento propõe reflexões sobre os impactos das emergências climáticas, as desigualdades estruturais que atravessam o país e a defesa da democracia como fundamento para garantir o direito universal à saúde.
Nas mesas organizadas pelo Ministério da Saúde, serão discutidos temas estratégicos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles vigilância em saúde, atenção primária, saúde indígena, mudanças climáticas, alimentação, gestão do trabalho, políticas intersetoriais, tecnologias da informação, formação de profissionais, saúde mental, doenças crônicas e a confiança pública na vacinação. Oficinas e debates também abordarão o enfrentamento às violências, o monitoramento de dados essenciais, a prevenção de agravos, a proteção de populações vulnerabilizadas e a construção de respostas integradas entre setores do governo.
Realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o Abrascão 2025 traz para o centro das discussões a integração entre conhecimento científico, participação social e construção coletiva de políticas públicas. Brasília, com sua diversidade cultural e histórica, torna-se palco para debates que dialogam com as múltiplas realidades do país e reforçam a centralidade do SUS como política de Estado.
Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, o congresso reforça o papel estratégico da saúde coletiva no enfrentamento dos desafios do presente e do futuro. “O Abrascão é um espaço fundamental para fortalecer a democracia sanitária, ampliar o diálogo com a sociedade e consolidar respostas baseadas em evidências e em justiça social. Estar aqui, organizando e participando de tantas mesas, reafirma o nosso compromisso com um SUS mais forte, equânime e preparado para os desafios do século XXI”, destacou.
Atividades do dia
Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde marcou presença nas atividades pré-congresso. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) realizou a oficina “A Regulação Assistencial no Contexto da PNAES”, que abordou a importância da regulação assistencial para garantir acesso oportuno à Atenção Especializada em Saúde (AES). A atividade apresentou as mudanças trazidas pela PNAES, pelo Programa Agora Tem Especialistas e pela Portaria nº 6656/2025, que tornou obrigatório o envio das listas de espera pelos municípios. Também discutiu desafios históricos da regulação, como a falta de informações qualificadas e a baixa integração entre sistemas, além de apresentar estratégias para qualificação da gestão de filas e introduzir o uso do e-SUS Regulação, contribuindo para maior transparência, eficiência e organização do acesso a especialistas, exames e cirurgias no SUS.
A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), por sua vez, integrou a programação proposta pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade vinculada ao Ministério da Saúde. No Fórum de Saneamento Indígena, com o tema “Nos caminhos das Águas, da Saúde e do Programa Nacional de Saneamento Indígena”, a Sesai debateu o saneamento indígena como determinante da saúde. A mesa ampliou o debate sobre a importância do saneamento e da gestão adequada dos resíduos como medidas de mitigação e adaptação climática, essenciais à saúde e à preservação ambiental nos territórios indígenas. Ao longo do evento, a Sesai irá coordenar duas mesas da política pública federal de saúde no evento: “Resiliência Climática e Saúde Indígena” e “Monitoramento e Avaliação em Saúde Indígena”.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Meu SUS Digital oferecerá até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a disponibilizar, a partir desta terça-feira (4), até 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas. O serviço disponibiliza atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, com orientação e acompanhamento profissional, além de suporte aos familiares. A iniciativa amplia o acesso ao cuidado em saúde mental e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Durante agenda na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou o passo a passo para acessar a plataforma e destacou a importância do teleatendimento. “Muitas vezes, as pessoas não procuram ajuda por vergonha ou estigma. Com o autoteste e o teleatendimento, elas podem identificar sinais de risco e se sentir mais à vontade fazendo esse atendimento em casa, pelo celular”, ressaltou.
O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa. A equipe é formada por profissionais de psicologia, enfermeiros e outros profissionais de saúde capacitados para oferecer escuta qualificada, com uma abordagem acolhedora, sem julgamentos e centrada nas necessidades de cada pessoa.
Quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação sobre a nova oferta do teleatendimento, com a mensagem: “O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento”. O recado é importante para que mais pessoas conheçam o serviço e tenham acesso oportuno ao atendimento.
O serviço de teleatendimento voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas iniciou em março, com oferta inicial de 600 atendimentos mensais, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Diante da alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital, a capacidade de atendimento foi ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais.
Como acessar
Para acessar o serviço, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital com a conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em “Miniapps” e selecionar a opção “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”. Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS.
Na plataforma, é preciso aceitar o Termo de Uso para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário sobre sua situação. Em seguida, o usuário preenche seus dados cadastrais, informa se o atendimento é destinado ao próprio apostador ou a um familiar, escolhe a forma de contato e finaliza a solicitação.
Ao concluir essa etapa, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento do pedido. Após o agendamento da consulta, o usuário recebe automaticamente a confirmação do atendimento, o link para a videochamada, orientações para a preparação da consulta e lembretes sobre o horário e os equipamentos necessários.
As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana. O profissional de psicologia poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial.
Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), as pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas podem contar com serviços como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Atualmente, o Brasil conta com 3.120 CAPS em funcionamento, distribuídos por todo o território nacional.
Sinais de alerta
Entre os sinais que podem indicar uma relação problemática com jogos e apostas estão alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando, dificuldade para reduzir ou interromper as apostas e sentimentos de culpa ou vergonha. Também merecem atenção comportamentos como esconder ou mentir sobre as apostas, comprometer o orçamento ou as relações pessoais e profissionais e recorrer aos jogos como forma de lidar com situações de estresse, ansiedade ou frustração.
Plataforma de autoexclusão
O Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda mantêm, em parceria, o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, iniciativa voltada ao monitoramento dos impactos das apostas na saúde e ao desenvolvimento de ações de prevenção e cuidado. Entre as ferramentas disponibilizadas pelo observatório está a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao cidadão solicitar o bloqueio voluntário do CPF para impedir o acesso às plataformas de apostas autorizadas.
Mais de 1 milhão de pessoas já solicitaram a autoexclusão do CPF por meio da ferramenta. Entre os usuários, 35% indicaram a perda de controle sobre o jogo como motivo para a solicitação. Outros motivos informados foram a decisão voluntária de interromper as apostas (15,26%), dificuldades financeiras (11,82%) e recomendação de profissional da área da saúde (1,32%).
Só no período da Copa do Mundo, de 11 de junho a 19 de julho, 387.645 cidadãos solicitaram o bloqueio do CPF. O número representa 38% do total de autoexclusões registradas pela plataforma.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde


