SAÚDE
Ministério da Saúde realiza encontro online sobre fortalecimento das políticas de proteção social no enfrentamento da tuberculose
SAÚDE
O Ministério da Saúde realizou, na tarde de terça-feira (25), o encontro online “Fortalecimento das Políticas de Proteção Social no Enfrentamento da Tuberculose”, que marcou o lançamento do Boletim Epidemiológico “Proteção social e tuberculose no Brasil: levantamento nacional em unidades federativas e capitais” e a divulgação do edital de experiências exitosas sobre a temática. O webinário reuniu cerca de 350 participantes, incluindo profissionais das secretarias de saúde e de assistência social, coordenações estaduais e municipais de tuberculose, equipes de vigilância em saúde, pesquisadores, estudantes e demais interessados.
A iniciativa teve como foco apresentar os principais resultados do boletim e promover a troca de experiências sobre as estratégias de proteção social no enfrentamento da tuberculose, destacando práticas intersetoriais já implementadas nos territórios e a participação da sociedade civil no debate. A equipe organizadora é de componentes da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Microbactérias Não Tuberculosas, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (CGTM/SVSA/MS).
A abertura do evento foi conduzida pela coordenadora-geral, Fernanda Dockhorn, e pela consultora técnica do “Programa Brasil Saudável: Unir para Cuidar”, Patrícia Werlang. Com moderação da servidora Tiemi Arakawa, as representantes do MS enfatizaram a relevância da integração entre diferentes setores para a redução das vulnerabilidades sociais associadas à doença e o papel das evidências na qualificação das políticas públicas.
Para Fernanda Dockhorn, é indispensável executar ações conjuntas que abordem a complexidade da resposta à tuberculose. “Estamos comprometidos com a eliminação da tuberculose como problema de saúde pública no País e, para isso, precisamos pensar nas intersetorialidades para além do setor saúde e, nesse sentido, a ampliação da oferta e do acesso às políticas de proteção social é essencial. Quando pensamos em tuberculose, não só no Brasil, mas no mundo, sabemos que a saúde, sozinha, não consegue eliminar a doença. É necessário refletir: quem fica mais doente são as pessoas com maiores vulnerabilidades sociais. A meta de eliminação só poderá ser alcançada se trabalharmos, juntos, de forma articulada com os diferentes setores”, enfatizou.
Patrícia Werlang, por sua vez, agradeceu às equipes envolvidas e destacou a atuação dedicada que envolve pesquisa, elaboração de materiais orientadores e ações contínuas. “Estamos avançando na trajetória da construção de evidências e dados para a estruturação do que pode ser uma proposta de trabalho que amplie a oferta de ações de proteção social para pessoas com tuberculose, para continuar avançando nos estados e municípios”, afirmou.
A consultora técnica Melisane Ferreira explanou sobre a construção do Boletim Epidemiológico e o papel das evidências na formulação de políticas e na visibilização de boas práticas de proteção social no país. As representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Maira Guazzi; e da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do mesmo estado, e Stephanie de Azevedo Barreto, compartilharam a experiência fluminense, salientando a integração entre saúde e assistência social, bem como iniciativas voltadas ao cuidado ampliado das pessoas com tuberculose. A programação contou, ainda, com a participação do representante do Comitê Estadual de Controle da Tuberculose do Pará, Cledson Fonseca Sampaio, que abordou a importância da proteção e da inclusão social para as pessoas afetadas pela doença.
O lançamento do boletim e a apresentação do edital nacional de experiências exitosas, reforçam o compromisso do Ministério da Saúde em fortalecer políticas de proteção social baseadas em evidências, ampliar o engajamento intersetorial e incentivar que estados e municípios compartilhem práticas que contribuam para a redução das desigualdades e da carga da tuberculose no Brasil.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Dia D intensifica vacinação contra chikungunya em território indígena de Dourados (MS)
O Ministério da Saúde acompanhou, nesta terça-feira (5), o Dia D de vacinação contra a chikungunya em Dourados (MS), com mobilização concentrada na reserva indígena. A ação integra o conjunto de medidas do Governo do Brasil para reduzir a transmissão da doença no município, que enfrenta aumento de casos, especialmente entre a população indígena. A vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi aprovada Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição à doença.
Na reserva indígena, que conta com cerca de 22,5 mil pessoas, aproximadamente 10 mil estão na faixa etária indicada para vacinação. Para intensificar a cobertura, o Dia D concentra esforços em áreas prioritárias, como as aldeias Jaguapiru II e Bororó II, com apoio de vacimóvel para ampliar o acesso da população.
Para apoiar a estratégia local, foram enviadas 46,5 mil doses da vacina contra a chikungunya. Do total, 43,5 mil doses foram enviadas a Dourados e 3 mil a Itaporã, conforme critérios epidemiológicos e capacidade operacional da rede de frio.
A campanha de vacinação teve início no dia 27 de abril e segue orientações técnicas do Ministério da Saúde, que incluem a realização de microplanejamento para priorizar áreas de maior risco e otimizar o uso das doses disponíveis. A estratégia prevê ações extramuros, com equipes atuando diretamente nos territórios, e a realização do Dia D como forma de ampliar o acesso e acelerar a cobertura vacinal.
A ação em Dourados integra a estratégia nacional de enfrentamento às arboviroses, com foco na ampliação da cobertura vacinal, fortalecimento da vigilância e qualificação da assistência. A vacinação contra a chikungunya já foi iniciada em outros municípios priorizados em diferentes estados, como Sergipe, Minas Gerais e São Paulo, conforme o cenário epidemiológico local.
A vacina contra chikungunya é um projeto do Instituto Butantan e é a primeira do mundo aprovada para prevenir a doença. O imunizante utiliza tecnologia de vírus atenuado e, por isso, não deve ser aplicado em gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas ou com múltiplas comorbidades não controladas, além de indivíduos com alergia aos componentes da vacina.
Saiba mais sobre a chikungunya no Saúde de A a Z
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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