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Ministério da Saúde se reúne com integrantes dos movimentos sociais para fortalecer políticas públicas de resposta às ISTs

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A capital federal sediou, na sexta-feira (5), a 7ª Reunião da Comissão de Articulação com os Movimentos Sociais em HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – a CAMS. O encontro, promovido pelo Ministério da Saúde reuniu autoridades governamentais, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil, para dialogar sobre propostas de fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e resposta a essas infecções no País.

A mesa de abertura foi conduzida pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão; pelo diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e outras ISTs (Dathi/SVSA/MS), Draurio Barreira; e pela coordenadora da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Cristiane Pereira dos Santos, além de representantes do Conselho Nacional de Saúde e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids no Brasil (UNAIDS).

Para Mariângela Simão é fundamental resgatar agendas que há muito precisam de atenção e fortalecimento dentro e fora do Executivo. “É importante não só a manutenção, mas a continuidade da participação. Obrigada àqueles que estão há muitos anos no movimento de AIDS. Chegamos aos 35 anos do SUS e estamos num momento de defesa do sistema de saúde. Precisamos, cada vez mais, tomar boas decisões e defender a pauta dos direitos humanos. Parabéns a vocês pela resistência, resiliência e força que dão às políticas governamentais mais justas e isonômicas”, declarou.

Os titulares e suplentes da comissão foram apresentados e tiveram um momento de troca de experiências. Na sequência, foram divulgados informes institucionais, com destaque para a Campanha do 1º de Dezembro – Dia Mundial da Luta contra a Aids – ações de prevenção para o Carnaval 2026 e o lançamento dos editais de projetos destinados à sociedade civil.

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Draurio Barreira apresentou, também, o relatório de gestão do Dathi referente a 2025 e as projeções orçamentárias para 2026, com participação das coordenações e áreas transversais. No segundo bloco da reunião, os participantes retomaram as discussões abordando as perspectivas para o Programa Brasil Saudável. Em seguida, a comissão tratou da Gestão 2026/2028 da CAMS, com contribuições de integrantes da diretoria, da assessoria jurídica e da assessoria de articulação com os movimentos sociais do departamento.

Participaram lideranças dos movimentos sociais de entidades dos segmentos de HIV e aids, tuberculose, hepatites virais, HTLV e LGBTQIAPN+, como o Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans), o Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas (Inamur), a Articulação Nacional de Saúde e Direitos Humanos (ANSDH), o Instituto Brasil (Ibra), o Movimento Brasileiro de Luta Contra as Hepatites Virais (MBHV), entre outras. O evento marca a conclusão de um dia de debates e de construção coletiva, no qual destacou-se a importância do diálogo permanente entre governo e sociedade civil para o fortalecimento das ações de prevenção, assistência e vigilância relacionadas.

Impressões

“Estamos aqui com o objetivo de ouvir, trocar e aprender uns com os outros. Temos trabalhado nessa pedagogia e nessa troca de saberes, na experiência de educação popular, de aprendermos e crescermos juntos. Trabalhamos para avançar nas políticas públicas de atenção ao HIV e à aids com respeito e cuidado”. – Cristiane Pereira, coordenadora da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Saúde.

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“Se não fosse a luta da sociedade civil não haveria acolhimento. Essa participação é necessária para que as políticas cheguem às pessoas que estão em maior situação de vulnerabilidade. Vocês não sabem o quanto essa atuação é importante e, infelizmente, ela não é vista com tanta presença em outros países. A UNAIDS está junto com os movimentos sociais para essa atitude de resistência”. – Andreia Bocardi Vidarte, representante da UNAIDS.

“A força dos movimentos sociais, a força da nossa atuação, pode resultar na melhora das políticas públicas de HIV e aids. Essa é uma luta da qual não podemos abrir mão”. – Moisés Toniolo, representante do CNS.

“Reconhecemos que o Ministério da Saúde busca dialogar com a sociedade civil e criar políticas públicas eficientes que atendam às necessidades do movimento. No entanto, também alertamos que ainda temos muito a conversar, melhorar e avançar. Não somos inimigos, somos aliados e devemos nos aproximar cada vez mais. Defendemos que a política da cura chegue a todos que dela precisam”. – Bruna Ravena Braga, representante do Fonatrans.

“Queremos reforçar que a posição do Ministério é de diálogo. Estamos abertos a ouvir tanto o que temos de progresso quando o que precisamos mudar e melhorar”. Jair Brandão – assessor para Articulação com os Movimentos Sociais do Ministério da Saúde.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Seminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde

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O Ministério da Saúde realizou entre os dias 8 e 10 de junho, em Brasília, o 3º Seminário Anual de Avaliação de Projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O evento apresentou os desafios e avanços do programa, além das diretrizes de atuação para os próximos três anos alinhadas à agenda estratégica do Governo Federal.

Para o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o evento acontece em um momento muito importante de mobilização nacional para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias à população com o Programa Agora Tem Especialistas. “O Proadi-SUS tem sido muito relevante nesse esforço, melhorando a qualidade do atendimento e os processos hospitalares, dando mais eficiência aos pronto-atendimentos, criando soluções para reduzir filas e aprimorando a gestão do SUS”, destacou Padilha.

Atualmente, o programa se encontra no último ano do 6º triênio (2024-2026) e conta com 145 projetos que estão sendo realizados de forma estruturada e integrada para atender às prioridades do SUS. Os investimentos em torno de R$3,6 bilhões de reais em isenções fiscais, trazem resultados que impactaram diretamente a saúde da população.

O seminário apresentou as diretrizes que irão guiar o desenvolvimento dos projetos para o próximo triênio (2027-2029). De acordo com o secretário-executivo Adriano Massuda, as diretrizes buscam orientar a ampliação e qualificação do acesso à saúde, desde a atenção primária à atenção especializada, fortalecendo programas e políticas de saúde como o Programa Agora Tem Especialistas, com transformação digital e inovação em saúde. “Além de preparar o país para as emergências climáticas, com formação profissional adequada e base estruturada para tornar o SUS mais resiliente”, explicou. 

 O 7º triênio do programa terá como premissas para o desenvolvimento dos projetos o alinhamento às prioridades e objetivos estratégicos do Ministério da Saúde; a revisão de projetos de continuidade; a equidade e o enfrentamento às desigualdades regionais; e a promoção da inovação. 

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Resultados para a saúde da população

Entre os avanços apresentados, teve destaque o apoio dado pelo Proadi-SUS para o enfrentamento do câncer no país. Por meio do Projeto DNA-HPV, em parceria com a BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, foram adquiridos scanners de patologia e insumos para testes moleculares de HPV-DNA. O projeto contribui com o rastreamento do câncer de colo de útero, fundamental para o cuidado à saúde das mulheres brasileiras.

Outro projeto na área de oncologia é o Super Centro Brasil de Diagnóstico ao Câncer, em parceria com o Hospital ACCamargo, que garantiu a realização de 31 mil laudos diagnósticos de outubro de 2025 a maio de 2026. O projeto prevê a realização de até 400 mil laudos por ano, contribuindo para o tratamento oportuno do câncer e possibilitando melhores resultados de saúde para pacientes com a doença. “Estamos criando a maior rede pública do mundo de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. E o Proadi-SUS cumpre papel primordial nesse trabalho”, afirmou o ministro Padilha.

Na área de saúde indígena, teve destaque o Projeto tecnologias e estratégias remotas para o avanço da saúde especializada em territórios indígenas, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, que reduziu em 85% a remoção de indígenas para tratamento fora da aldeia. Assim como foi alcançado em 94% a resolução de atendimentos evitando o agravamento do quadro clínico dos pacientes nas aldeias. 

 “O que vemos é chegar tecnologias inovadoras em territórios indígenas que nunca foram vistos, e que faz a gente avançar no acesso à saúde para essa população que muitas vezes vive em áreas de difícil acesso”, parabenizou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

 Na saúde digital, o telessaúde e a capacitação profissional estão contribuindo para expandir e qualificar o acesso à saúde especializada. Um exemplo é o Projeto  ATEM: Formando Especialistas para o SUS, em parceria com o Einstein Hospital Israelita, que oferece formação a médicos especialistas do SUS na área de oncologia, cardiologia e gastroenterologia, especialidades com alta demanda na saúde pública.

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A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, lembrou que os ganhos trazidos pelos projetos é resultado de uma troca de experiências e aprendizados.  “A excelência desses hospitais que nos apoiam, traz muito aporte para o SUS. Mas é certo que isso é via de mão dupla. Acontece que o aprendizado dessa interação é mútuo. O SUS tem uma série de aspectos que traz aprendizados para dentro dos hospitais”, reiterou Ana Estela.

O programa conta com a parceria de sete hospitais de excelência: A.C. Camargo Câncer Center, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein Hospital Israelista, HCOR, Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os hospitais atuam com ampla diversidade temática, além de grande alcance e capilaridade em todos os estados do país.

“Os projetos que nós desenvolvemos como grupo de hospitais são de enorme vínculo com as políticas nacionais e diretrizes do ministério da saúde, além de forte pactuação nacional o tempo todo, porque é isso que faz os resultados serem de verdade e diferenciados”, reafirmou Maria Alice Rocha, representante dos hospitais de excelência.

Proadi-SUS – É uma iniciativa que busca fortalecer o Sistema Único de Saúde

(SUS) por meio de uma parceria estratégica entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos de reconhecida excelência no país. Ao incentivar a troca de conhecimento e o investimento em projetos de pesquisa, inovação, educação e gestão, essa colaboração permite que o SUS ofereça serviços de saúde cada vez mais qualificados e acessíveis à população.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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