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Ministro da Saúde apresenta avanços do Agora Tem Especialistas em audiência pública no Senado

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (6/8), de uma audiência pública no Senado Federal na qual apresentou avanços do Agora Tem Especialistas.  Aos parlamentares que integram comissão mista instalada para analisar a Medida Provisória (MP) 1.301/2025 que criou o programa, Padilha destacou as medidas que visam reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) por consultas, exames e cirurgias eletivas. Os parlamentares têm até o dia 26 de setembro para apreciarem a MP que poderá ser convertida em lei. 

Para aumentar a capacidade de o SUS atender a população brasileira pelo Agora Tem Especialistas, Padilha citou, por exemplo, a mobilização de hospitais do setor privado, que já estão em processo de adesão ao programa; o reforço de turnos estendidos de atendimento; a realização de mais mutirões em unidades de saúde da rede pública, como nos finais de semana; o lançamento de um edital inédito para provimento e formação de médicos que já são especialistas; o fortalecimento do tratamento câncer no tempo certo, com a criação do Super Centro Brasil para Diagnóstico do Câncer; e a oferta de soluções do SUS Digital, como agendamentos e avaliação pelo WhatsApp e aplicativo Meu SUS Digital.

“Depois da pandemia, o programa é a maior mobilização da história, que une a saúde pública e privada para resolver um problema específico: o acesso ao serviço especializado. A medida provisória permite que possamos realizar o atendimento combinado, que cuida de toda a jornada do paciente, desde a consulta ao tratamento, podendo pagar até três vezes mais que a tabela SUS para o procedimento”, explicou o ministro da Saúde.

Integração de dados em um único lugar

Na audiência, Padilha também discorreu sobre a integração inédita dos dados de atendimentos realizados pela rede pública e pela rede de saúde suplementar na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Isso significa que essa plataforma disponibilizará exames, prescrições médicas, diagnósticos e tratamentos realizados no SUS e nos hospitais, clínicas e laboratórios conveniados aos planos de saúde.  

“Atualmente não temos todas as informações da regulação em um único lugar. Por isso, a MP permite a integração dos dados da saúde suplementar, de estados e municípios com a Rede Nacional de Dados da Saúde. Essa é uma estratégia importante para que tenhamos um real panorama dos dados de atendimento e, com isso, propor políticas públicas mais efetivas para reduzir o tempo de espera”, reforçou o ministro.

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Com a integração de dados, ganham também os cidadãos brasileiros que, a partir de outubro, terão mais autonomia e facilidade para acessar o seu histórico clínico no aplicativo Meu SUS Digital.

Troca de dívidas por mais atendimento

Outra iniciativa que envolve o setor privado é a possibilidade de os estabelecimentos de saúde trocarem dívidas por mais atendimento para a rede pública. Os planos de saúde poderão converter as dívidas de ressarcimento que têm com o SUS na prestação de serviço especializado. Já os hospitais privados e filantrópicos poderão abater dívidas com a União com o uso dos créditos financeiros gerados a partir dos atendimentos prestados.

Além disso, o programa está com inscrições abertas para que os estabelecimentos de saúde privados solicitem adesão ao programa. São três modalidades: credenciamento universal, em que os hospitais poderão atender pacientes do SUS de acordo com as necessidades dos estados e municípios; empresas volantes para prestação de serviço especializado em unidades públicas ou contratualizadas em horários ociosos ou em mutirões; e carretas para levar atendimento a locais de difícil acesso. 

Ampliação do uso da estrutura da rede pública

Padilha também falou sobre o reforço da oferta de mutirões. Neste mês, o Agora Tem Especialistas realiza, pela primeira vez, mutirões em territórios indígenas da Amazônia. A ação, que começou nesta semana na Aldeia Belém dos Solimões (AM), prevê mais de 1,1 mil atendimentos para indígenas dos povos Tikuna, Kokama, Kambeba e Kanamari. Outros quatro mutirões vão acontecer no Médio Rio Solimões, Afluentes e Vale do Javari (AM).

No mês passado, os 45 hospitais universitários da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) realizaram pelo programa mais de 12 mil atendimentos em um único dia. Esse mutirão aconteceu de forma simultânea em todas as regiões do Brasil. Outros estão previstos para setembro e dezembro.

Com a implementação do terceiro turno cirúrgico e o reforço do programa, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), maior complexo hospitalar 100% SUS da região Sul do país, registrou um aumento de 202,5% na realização de cirurgias em dois meses,
passando de 197 procedimentos, em maio, para 596 em junho.  

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Consolidação do cuidado oncológico no SUS

Padilha apresentou, ainda, as iniciativas do programa para fortalecer o cuidado oncológico no SUS. Com o Super Centro Brasil de Diagnóstico de Câncer lançado em julho, a rede pública conta com tecnologia de ponta para reduzir de 25 para cinco dias o resultado do parecer médico. Com foco em telemedicina, o novo centro tem capacidade para realizar até 1 mil laudos por dia e 400 mil por ano. Isso representa um salto na eficiência do diagnóstico na rede pública.

“Estou convencido que temos tudo para consolidar a maior rede pública de prevenção, tratamento e diagnóstico de câncer do mundo como nós já fizemos com o programa de transplantes. A MP cria a necessidade para construirmos uma política específica de radioterapia, com mais informações e recursos para os atendimentos”, reforçou Padilha.

O programa também já entregou 12 novos aceleradores lineares para os estados Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí. A meta é entregar 121 novos equipamentos até 2026, beneficiando mais de 84 mil novos pacientes por ano.

Reforço na formação e provimento de especialistas

O Ministério da Saúde lançou, ainda, o primeiro edital para médicos especialistas com a oferta de 635 vagas para início das atividades em setembro e outras 1.143 vagas para formação de cadastro reserva. A atuação prática em hospitais e policlínicas da rede pública é o diferencial dos 16 cursos de aprimoramento, que serão ministrados por profissionais de excelência de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e da Rede Ebserh.

O programa oferta, também, 3 mil novas bolsas de residência médica destinadas a profissionais que buscam essa qualificação, que é padrão-ouro. “Estamos agindo na urgência, com ações de curto prazo, e com medidas estruturantes, investindo na formação e no aprimoramento de profissionais que já são especialistas, e para aqueles que querem se tornar especialistas por meio da residência médica”, apontou o Ministro.

Anna Elisa Iung

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Pioneiro no país, Núcleo de Telessaúde de Parintins completa 20 anos ampliando acesso à saúde na Amazônia

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Neste domingo (20), o Núcleo de Telessaúde de Parintins (AM) completa 20 anos de uma trajetória marcada pelo uso da tecnologia para aproximar o cuidado em saúde de populações que enfrentam grandes distâncias e desafios de deslocamento. Em 2006, Parintins foi o primeiro município do país a receber um núcleo de telessaúde. Duas décadas depois, a experiência permanece em expansão e integra um cenário nacional de fortalecimento da telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, Parintins dispõe de 22 pontos de telessaúde: nove em unidades de saúde ribeirinhas, incluindo a unidade fluvial, seis em unidades urbanas da Atenção Primária à Saúde (APS) e sete em serviços especializados. A estrutura possibilita a oferta de teleconsultas, teleinterconsultas, telediagnóstico e outras modalidades de atendimento, articulando profissionais locais a uma rede de especialistas.

A estratégia tem impacto particular nas comunidades ribeirinhas, onde o deslocamento até a sede do município pode levar horas e depende das condições dos rios. Desde abril deste ano, as nove unidades de saúde ribeirinhas contam com salas de telessaúde, ampliando a possibilidade de atendimento especializado sem que o usuário precise se deslocar para a área urbana em situações que podem ser resolvidas de forma remota.

Parintins celebra com muito orgulho duas décadas de Telessaúde, uma iniciativa que vem encurtando distâncias e garantindo equidade no acesso à saúde para cada paciente e profissional de saúde que confia e depende do SUS em nossa região”, afirma Rafael Prado, coordenador de Saúde Digital de Parintins.

A ampliação foi reforçada com o recebimento de 10 kits multimídia de telessaúde do Ministério da Saúde, dos quais sete foram destinados à área ribeirinha e três à área urbana. Em junho, a Portaria GM/MS nº 11.601 autorizou R$ 1,04 milhão para a estruturação do Núcleo de Telessaúde de Parintins, no âmbito da Ação Estratégica SUS Digital – Telessaúde e do Novo PAC. 

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Atendimento mais próximo das comunidades

De janeiro a agosto de 2026, o sistema de monitoramento municipal contabilizou 1.116 teleconsultas, realizadas com participação de 35 profissionais e produção registrada em 19 unidades de saúde. No mesmo período, foram realizados 4.120 eletrocardiogramas, além de 367 exames laboratoriais descentralizados.

O município também mantém uma rede de oferta de especialidades por telessaúde e articulação com instituições executantes, permitindo acesso remoto a áreas como cardiologia, pediatria, neurologia, endocrinologia, ginecologia, psiquiatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia, entre outras. 

Na área de telediagnóstico, o eletrocardiograma já é ofertado em diferentes pontos da rede urbana e ribeirinha. Parintins também iniciou a realização de exames laboratoriais no próprio local de atendimento, por meio de equipamentos point of care, com implantação inicialmente nas UBS Naza Barbosa e Padre Francisco Luppino e previsão de ampliação para outras comunidades.

Telessaúde avança no SUS

A experiência de Parintins acompanha um movimento de expansão da telessaúde no país. A estratégia integra o Programa SUS Digital e o componente SUS Digital do Agora Tem Especialistas, com atuação voltada à ampliação do acesso, à qualificação da APS e ao fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde. O Edital nº 3/2025 do Ministério da Saúde ampliou a seleção de projetos de telessaúde, integrados à Rede de Atenção à Saúde e à Rede Brasileira de Telessaúde.

Parintins tem um significado especial para a história da telessaúde no SUS. Há 20 anos, o município mostrou que a tecnologia poderia aproximar o cuidado de populações que enfrentam grandes distâncias para acessar os serviços de saúde. Hoje, essa experiência se renova, chega às comunidades ribeirinhas e dialoga com uma estratégia nacional de expansão da telessaúde para que o acesso à atenção especializada esteja cada vez mais próximo de onde as pessoas vivem”, ressaltou a Secretária de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida Cina da Silva.

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Atualmente, 29 Núcleos de Telessaúde com atuação em âmbito estadual estão credenciados e em funcionamento, enquanto outros 34 encontram-se em implantação. Com a conclusão desse processo, serão mais de 60 núcleos distribuídos pelo país, com cobertura das 27 unidades da Federação.

Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, foram registrados 10.385.351 procedimentos de telessaúde no SUS. Os Núcleos de Telessaúde contabilizaram mais de 3 milhões de teleatendimentos em 2.660 municípios. No mesmo período, a Oferta Nacional de Telediagnóstico em tele-eletrocardiograma, teledermatoscopia e telerretinografia emitiu mais de 3,5 milhões de laudos, alcançando 1.850 municípios.

Infraestrutura para ampliar o acesso

Outra frente de expansão é a implantação de Pontos de Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde. O Novo PAC prevê 7 mil kits de equipamentos para teleconsulta até o final de 2026. A seleção alcançou 4.515 municípios. A Portaria GM/MS nº 7.613/2025 formalizou a seleção de propostas para aquisição dos kits de equipamentos para teleconsulta no âmbito do programa.

Até 30 de agosto, 3 mil kits haviam sido entregues a 1.565 municípios. Outros quatro mil estão em processo de aquisição, com previsão de início das novas entregas ainda em setembro. Os equipamentos são destinados à estruturação dos Pontos de Telessaúde nas UBS, especialmente para ampliar o acesso em territórios remotos ou com maior dificuldade de acesso à atenção especializada.  

A trajetória de Parintins, iniciada há 20 anos, demonstra como a incorporação da telessaúde pode apoiar a organização do cuidado em territórios marcados por grandes distâncias, fortalecer as equipes locais e aproximar serviços especializados das comunidades. 

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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