SAÚDE
Ministro da Saúde inaugura serviços no Hospital Federal de Ipanema e fortalece rede de alta complexidade do Rio de Janeiro
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O Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), foi modernizado com novas instalações para ampliar o atendimento especializado no SUS. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta quarta-feira (19), o serviço de Endoscopia Digestiva Avançada – centro de referência em procedimentos diagnósticos e terapêuticos de alta complexidade, e as obras de climatização do centro cirúrgico e do Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade.
“Muito feliz em ver a reorganização deste hospital. O número apresentado aqui é muito valoroso para o Ministério da Saúde: a redução de 56% da fila de cirurgias aqui no hospital, comparada com o ano passado. Também fico muito feliz em encontrar este novo centro de endoscopia funcionando”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. As ações fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais e fortalecem as ações do programa Agora Tem Especialistas para redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede federal de saúde. Ao todo, o investimento chega a R$ 2,4 milhões, sendo R$ 1,1 milhão destinado à readequação do serviço de endoscopia e R$ 1 milhão à aquisição de equipamentos para a climatização do centro cirúrgico e do CTI.
O Serviço de Endoscopia Digestiva do HFI é um dos principais centros de referência do município e do estado do Rio de Janeiro para procedimentos endoscópicos diagnósticos e terapêuticos de alta complexidade. Com forte atuação na prevenção do câncer colorretal, o serviço também se destaca no tratamento de lesões malignas precoces e na paliação do câncer em estágio avançado. Em 2024, o setor realizou mais de 5,9 mil atendimentos.
Entre os procedimentos de alta complexidade, a diretora do HFI, Selene Bezerra, destaca que o hospital é referência regional na realização de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) e de Ecoendoscopia. O HFI também se destaca na oferta de outros exames de alta complexidade, como enteroscopia, cirurgias endoscópicas, manometria e pHmetria. “Os procedimentos realizados mostram o tamanho deste hospital, a importância dele para o Rio de Janeiro e o papel que ele tem para o SUS. Estas estruturas que são tão importantes, tão valorosas, históricas, uma referência para cada um de nós. A gente precisa garantir que os hospitais funcionem da melhor forma possível, cuidando da população, oferecendo o que a gente pode de mais qualidade”, reforçou Padilha.
Projeto de climatização e energia solar
Além da inauguração das obras já concluídas, o Ministério da Saúde iniciou a implantação de um novo sistema de climatização na Unidade de Pacientes Internados (UPI) e a instalação de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica, em parceria com a Light, no Hospital de Ipanema.
O sistema fotovoltaico permitirá a produção de energia limpa e renovável, contribuindo para a redução de consumo de energia elétrica, dos custos operacionais e do impacto ambiental decorrente das atividades hospitalares. A estimativa é uma economia anual de aproximadamente R$ 500 mil na conta de luz do HFI.
Além disso, o hospital está realizando a substituição parcial do sistema convencional de climatização por um modelo VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) com tecnologia inverter. A solução oferece maior eficiência energética, estabilidade térmica, redução de ruídos e otimização da manutenção. Para 2026, está prevista a modernização dos elevadores, a transformação de seis leitos da Unidade Pós-Operatória (UPO) em day clinic, a renovação do parque tecnológico, a ampliação da capacidade de leitos da UTI, a transformação de três salas cirúrgicas em sala cirúrgica híbrida/hemodinâmica e a ampliação da oferta cirúrgica.
Reestruturação dos Hospitais Federais
Cinco unidades federais do Rio de Janeiro já deram início ao Plano de Reestruturação da rede hospitalar. Os hospitais federais de Bonsucesso (HFB), do Andaraí (HFA), Cardoso Fontes (HFCF), dos Servidores do Estado (HFSE) e da Lagoa (HFL) avançam em diferentes etapas do processo.
O Hospital Federal de Bonsucesso passou a ser administrado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em outubro de 2024. Desde então, foram contratados 2 mil novos profissionais, inaugurados 218 leitos e realizados investimentos de R$ 30 milhões em equipamentos.
Já o HFCF e o HFA foram municipalizados em dezembro, passando à gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro. A meta é dobrar o número de atendimentos nessas unidades. Para isso, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões ao município e prevê ainda a incorporação de R$ 610 milhões ao teto MAC (Média e Alta Complexidade) da capital fluminense.
O Hospital dos Servidores do Estado está em processo de fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. A integração deve resultar em um complexo com 500 leitos disponíveis ao sistema público de saúde, além da ampliação de vagas de residência médica, fortalecendo a formação de profissionais.
A unidade da Lagoa, está em fase de transição da nova gestão e integração com o Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Marci Hences
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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Brasil e Egito fazem intercâmbio sobre saúde mental de crianças e adolescentes
A visita da delegação do Egito, composta de profissionais da área de saúde mental, da sociedade civil e da embaixada do país, ao Ministério da Saúde ocorreu entre os dias 21 e 25 de setembro. A agenda integra a parceria de Cooperação Sul-Sul Trilateral (TSSC) entre Brasil, Egito e UNICEF.
Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Desmad) da Secretaria de Atenção Especializada (SAES), Marcelo Kimati, informou que a iniciativa atendeu a uma solicitação do governo do Egito e teve como objetivo apoiar o país na estruturação de um Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental e Apoio Psicossocial.
A iniciativa atendeu a uma solicitação do governo do Egito com o objetivo de apoiar o país na estruturação de um Centro Nacional de Excelência em Saúde Mental e Apoio Psicossocial. Essa agenda é resultado de uma articulação entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Ministério dos Diretos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Governo do Distrito Federal (GDF).
Durante a visita, a delegação conheceu experiências brasileiras da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), com destaque para os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (Caps i) e a Estratégia Saúde da Família. Foram apresentados os serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e também as experiências com a plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos, disponível no Meu SUS Digital.
Durante a visita, a delegação conheceu experiências brasileiras da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), com destaque para os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPS i), a Estratégia Saúde da Família e a plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos, disponível no Meu SUS Digital.
Na ocasião, o chefe da delegação egípcia, Amr Osman, declarou a satisfação pela oportunidade do intercâmbio institucional nas políticas públicas de saúde. “Primeiro quero expressar meu agradecimento ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, e ao Ministério do Egito, e ao Ministério da Saúde de ambos os países, e ao UNICEF, tanto no Egito como no Brasil, e a Embaixada do Egito no Brasil, por todo o esforço que foi feito por todas as entidades, para elaborar a agenda de trabalho desta visita. Nossa decisão de priorizar a cooperação com o Brasil, é justamente por causa do papel relevante do país nas políticas públicas de saúde”, pontuou.
Os participantes visitaram os CAPS i de Sobradinho, Paranoá e Taguatinga, que permitiu conhecer desde a rotina de trabalho de cada unidade, e entender o trabalho de equipes multidisciplinares; o trabalho Integrado; o funcionamento de cada unidade, assim como as atividades promovidas para pacientes durante todo o tratamento. E principalmente o funcionamento do Serviço Único de Saúde (SUS), dando destaque, também, ao serviço de teleatendimento. A delegação também pôde conhecer a Unidade básica de Saúde (UBS) do Riacho Fundo I para compreender todo o fluxo da regulação do SUS.
A comitiva também fez visita institucional ao MDHC e ao MDS para conhecer a estrutura dos ministérios e o papel da Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), aprofundando o entendimento sobre o trabalho integrado das diferentes políticas públicas no Brasil e a intersetorialidade na saúde mental. No MDHC, a comitiva conheceu o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e o Comitê de Participação de Adolescentes (CPA), espaços de participação e controle social infantojuvenil.
Durante as atividades, foram apresentadas estratégias de cuidado individual e coletivo, o trabalho multiprofissional, a articulação com a atenção primária à saúde, o matriciamento, que se trata do suporte técnico-pedagógico especializado da equipe de saúde mental, como os CAPS, e a construção de Projetos Terapêuticos Singulares (PTS). Também foram abordados o trabalho territorial e comunitário, a articulação com a proteção social e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além das ações desenvolvidas com familiares.
A programação proporcionou momentos de troca de experiências entre representantes dos dois países e instituições parceiras. A visita de estudo contribuiu para o compartilhamento de conhecimentos e práticas na área de saúde mental infantojuvenil, fortalecendo a cooperação internacional e o intercâmbio de experiências entre Brasil e Egito.
Rízia Rocha
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



