CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Mostra premia 16 projetos de planejamento e dimensionamento da força de trabalho em saúde

Publicados

SAÚDE

A cerimônia de encerramento da Mostra Nacional de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde premiou 16 experiências inovadoras para a área, na sexta-feira (14), em Brasília (DF). A ação promovida pelo Ministério da Saúde recebeu 128 propostas das cinco regiões do país, que apresentam processos de implementação e desenvolvimento de metodologias e estratégias para força de trabalho em saúde, alinhadas às necessidades específicas dos territórios e do Sistema Único de Saúde (SUS).

A mostra tem o propósito de compartilhar com a sociedade as vivências, os saberes e as práticas aplicadas nas diferentes Unidades Federativas, bem como identificar metodologias e dispositivos empregados por gestores e trabalhadores. Um dos principais objetivos da iniciativa é buscar e difundir soluções para o dimensionamento da força de trabalho, considerando as distintas realidades dos serviços de saúde e das redes de atenção.

As experiências que integram a competição irão servir de referência na melhoria do atendimento no SUS nas diferentes regiões do país. Ao analisar as necessidades de cada território e ajustar a quantidade e o perfil dos profissionais às demandas reais da população, essas práticas permitem uma distribuição mais equilibrada e eficiente da equipe de saúde. Isso se traduz em serviços mais organizados, redução de sobrecarga dos trabalhadores, maior resolutividade e qualidade no cuidado prestado.

Durante a premiação, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, afirmou que a iniciativa também nasce do compromisso com a valorização do trabalho em saúde, incentivando e visibilizando experiências reais e novas formas de fazer gestão. “São propostas que reconhecem a criatividade, estimulam a inovação e buscam soluções para os desafios de cada território, respeitando as singularidades e as realidades locais. Nesse contexto, o dimensionamento e o planejamento da força de trabalho em saúde tornam-se elementos centrais, pois permitem identificar necessidades, orientar decisões e fortalecer a capacidade das equipes de saúde”, pontuou.

Diferentes materiais e conteúdos serão produzidos com os resultados da mostra e poderão ser replicadas por equipes de saúde

Impacto das experiências nos territórios

O administrador Emerson Barroso que integra a equipe da experiência Dimensionamento da Força de Trabalho na APS de Unaí-MG disse que a mostra possibilitou dar visibilidade às diferentes realidades vivenciadas pelas equipes de trabalho da saúde, evidenciando a diversidade de contextos e desafios presentes no cotidiano dos serviços. “O evento permitiu apresentar distintas estratégias e abordagens capazes de enfrentar e sanar as dificuldades que os trabalhadores do SUS encontram em sua prática diária, fortalecendo o entendimento e a valorização dessas experiências.”

Leia Também:  Em Londres, ministro Padilha renova parceria com Reino Unido para fortalecimento do SUS

Boa parte dos participantes da mostra apresentaram o mesmo obstáculo que suas equipes de trabalho enfrentam nos seus estados e municípios: a dificuldade em compor as equipes de saúde, devido ao baixo número de trabalhadores disponíveis. “É fundamental apresentar aos gestores essas limitações, algo que fazemos por meio do dimensionamento da força de trabalho, tornando visíveis as necessidades reais das equipes. Com ações eficientes baseadas nesse diagnóstico, os maiores beneficiários serão a população, os trabalhadores e o SUS”, afirmou a enfermeira e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho da Região Centro-Sul do Distrito Federal.

A servidora pública Luana Holanda e integrante da experiência Planejamento da Força de Trabalho em Serviço de Neonatologia no Ceará falou que é fundamental o Brasil contar com profissionais qualificados em dimensionamento da força de trabalho, pois eles se tornarão multiplicadores do conhecimento em todo o sistema de saúde. “É necessária e urgente fortalecermos práticas mais eficientes e sustentáveis. E o fato de o Ministério da Saúde ter orquestrado essa mostra demonstra o compromisso do governo federal em aprimorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos trabalhadores da saúde”, concluiu.

Sobre a mostra nacional

Nos dois dias da mostra, as experiências selecionadas foram submetidas a um corpo de jurados – por meio de apresentação oral e exposição de pôster –, que analisaram os trabalhos resultantes das práticas desenvolvidas nos módulos da Formação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS. O intuito foi demonstrar o impacto dos projetos na organização e melhoria dos serviços de saúde. Na oportunidade, foram premiados 16 projetos inovadores para a área de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde.

Lista com as experiências premiadas

  • Planejamento e Dimensionamento em Serviço de Neonatologia de Alta Complexidade: Estudo em Hospital Referência na Rede de Saúde do Ceará – Fortaleza (CE)
  • Relato de Experiência no Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Especializada: Hospital Estadual de Vila Velha, Espírito Santo, Setor Clínica Médica – Vitória (ES)
  • Qualidade da Informação em Saúde e Ajuste Metodológico para Dimensionamento da Atenção Primária à Saúde em Município Potiguar – Natal (RN)
  • Análise da Força de Trabalho em Saúde da Atenção Primária do Município de São Cristóvão/SE – Aracaju (SE)
  • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Unidade de Clínica Médica do Hospital Flávio Leal de Piraí/RJ – Rio de Janeiro (RJ)
  • Dimensionamento da Força de Trabalho na UTI: Integração do Sistema de Gestão de Escalas e Plantões (GEP) como Metodologia do PDFTS no SUS – Rio Branco (AC)
  • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária da Região Centro-sul do Distrito Federal – Brasília (DF)
  • Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do Município de Unaí/Minas Gerais – Ibirité (MG)
  • Dimensionamento da Força de Trabalho como Estratégia de Gestão no Centro Obstétrico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) – Porto Alegre (RS)
  • Dimensionamento da Força de Trabalho de Equipes de Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde do II Distrito Sanitário de Maceió/AL – Maceió (AL)
  • O Dimensionamento da Força de Trabalho como Ferramenta para Otimizar Recursos Públicos – Rio Branco (AC)
  • Dimensionando o Centro Cirúrgico de um Hospital de Referência Estadual em Mato Grosso – Cuiabá (MT)
  • Um retrato da Boca do Rio: Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde na APS de um Distrito Sanitário de Salvador/BA – Salvador (BA)
  • Relato de Experiência de Dimensionamento da Força de Trabalho em Complexo Neonatal de Unidade Hospitalar Estadual – Natal (RN)
  • Dimensionamento da Força de Trabalho em Saúde no SUS: Aplicação no Distrito Oeste de Manaus – Manaus (AM)
  • Projeto Dimensionamento: Qualificação em Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho na Atenção Primária à Saúde no Tocantins – Palmas (TO)
Leia Também:  Gestantes já podem se vacinar contra a bronquiolite

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

Publicados

em

O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

Leia Também:  Gestantes já podem se vacinar contra a bronquiolite

Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

Leia Também:  Consulta pública propõe diretrizes para enfrentamento de riscos sanitários no Brasil

O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA