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No Pará, Ministério da Saúde reforça assistência na Terra Indígena Zo’é com atendimentos especializados, vacinação e acordo de cooperação

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou neste sábado (29) das ações do programa Agora Tem Especialistas no território da etnia Zo’é, no município de Óbidos, no Pará. Durante a visita, foi assinado um termo de cooperação com a Fundação Dieter Morszeck para ampliar iniciativas conjuntas com o DSEI Guamá-Tocantins, voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde das populações indígenas do Baixo Amazonas.

“O mutirão do Agora Tem Especialistas chegou ao povo Zo’é. Vamos realizar atendimentos especializados, cirurgias, exames e vacinar quem ainda não se vacinou. Entrei na terra Zo’é pela primeira vez em 1998, e desde então o Ministério da Saúde tem cuidado e acompanhado essa população”, destacou Padilha.

A parceria prevê o uso de aeronaves especializadas e equipes médicas e técnicas qualificadas para transporte de pacientes em situações de urgência e emergência, além de apoio logístico ao envio de insumos, medicamentos, vacinas e profissionais de saúde. Também inclui suporte às ações em territórios de difícil acesso. Para fortalecer a assistência, o Ministério da Saúde doará equipamentos como raio-X portátil, eletrocardiógrafo portátil e analisador POC para hemograma.

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No território, o ministro também acompanhou a segunda etapa da ação para realizar colecistectomias por videolaparoscopia dentro da própria comunidade indígena, iniciada em agosto. A estratégia busca evitar riscos e complicações associados ao transporte dos pacientes para centros urbanos. A iniciativa reúne esforços técnicos da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), da Fundação Dieter Morszeck e da ONG Zo’é.

A etapa atual ocorre entre 29 de novembro e 1º de dezembro de 2025, beneficiando cinco pacientes da etnia. Ao menos dez profissionais participam da atividade, entre enfermeiros, médicos, anestesiologistas, cirurgiões, pneumologista e outros especialistas. 

Povo Zo’é

Com população de 343 indígenas, segundo o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), o povo Zo’é habita a Terra Indígena Zo’é, localizada no município de Óbidos, no Pará, no interflúvio entre os rios Erepecurú e Cuminapanema, na região do Planalto das Guianas.

A etnia fala uma língua da família Tupi-Guarani, do tronco Tupi, e mantém atividades de agricultura, caça e pesca para subsistência, preservando práticas tradicionais fortemente ligadas à floresta e aos ciclos naturais.

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Dia D de vacinação

Antes da visita ao território, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou o Dia D de vacinação contra a influenza em todos os estados da região Norte. A mobilização busca reforçar a proteção da população antes do período de maior circulação do vírus, que coincide com o inverno amazônico.

Na UBS Santarenzinho, Padilha destacou a importância da imunização. “Foram distribuídas mais de 3 milhões de doses para os sete estados. É necessário garantir a vacinação de crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas”, afirmou.

Padilha também anunciou a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24h) na cidade de Santarém. A unidade será instalada no conjunto residencial Salvação e funcionará como referência para a região oeste do Pará, com foco em vigilância em saúde e resposta a emergências climáticas.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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