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Saúde lança primeira publicação sobre equipes multiprofissionais na atenção primária do SUS

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As equipes multiprofissionais na atenção primária à saúde (APS), conhecidas como eMulti, foram implementadas em 2023, trazendo trabalhadores de diferentes áreas do conhecimento para aprimorar o cuidado integral na rede pública. Para instrumentalizá-las, o Ministério da Saúde acaba de lançar o material didático do Curso de Formação dos Profissionais das eMulti: caderno de textos, 1ª edição. Esta é a primeira publicação oficial da pasta sobre o tema, voltada a profissionais de saúde (especialmente aqueles que trabalham nas eMulti e em outras equipes da APS), gestores e comunidade acadêmica. 

Entre os aspectos abordados no material, estão:

  • Diretrizes;
  • Conceitos fundamentais sobre a organização das eMulti;
  • Evolução dos antigos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) para as eMulti;
  • Método Balint-Paideia para aprimorar a cogestão;
  • Principais condições atendidas pelas equipes e os dispositivos/ferramentas de atuação;
  • Estratégias para enfrentar desafios relacionados à saúde mental, à violência e à nutrição;
  • Experiências práticas para fortalecer a interprofissionalidade e integralidade no cuidado à saúde, a partir da eMulti;
  • Dispositivos de cuidado que ampliam a resolutividade da APS.

Para a coordenadora de Ações Interprofissionais do Ministério da Saúde, Olívia Lucena, a publicação combina teoria e prática, já que faz parte do curso eMulti em FormAÇÃO, além de subsidiar outros profissionais que não participaram da formação. “O material serve como um guia essencial para apoiar a organização do trabalho multiprofissional e qualificar o atendimento à população”, explica. 

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A publicação atende a uma demanda recorrente de profissionais de saúde e gestores e é produto de uma Carta Acordo assinada pelo Ministério da Saúde, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com execução pela Escola Nacional de Saúde Pública (ESPN/Fiocruz) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Sobre o curso

O curso eMulti em FormAÇÃO está em andamento desde agosto de 2024 e tem previsão de encerramento para fevereiro de 2026. Ao todo, foram formados 250 docentes de aprendizagem (que são os tutores, ou seja, quem forma os profissionais das eMulti); e serão formados 6.250 profissionais das eMulti em dois ciclos de 3.125 pessoas. O primeiro ciclo foi iniciado no mês passado e terminará em julho. Trata-se de um curso de atualização online, com momentos síncronos e assíncronos. 

Por dentro das eMulti

Atualmente, há 4.343 eMulti pagas pelo Ministério da Saúde em 2.850 municípios brasileiros. Entre elas, 689 estão na modalidade ampliada (vinculam-se de 10 a 12 equipes da APS com carga horária semanal mínima de 300 horas), 1.558 na modalidade complementar (vinculam-se de 5 a 9 equipes da APS com carga horária semanal mínima de 200 horas) e 2.096 na modalidade estratégica (vinculam-se de 1 a 4 equipes da APS com carga horária semanal mínima de 100 horas).  

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No total, mais de 24 mil equipes de Saúde da Família estão vinculadas às eMulti. Além delas, também estão vinculadas 132 equipes de Saúde da Família Ribeirinha; 33 equipes de Consultório na Rua; 1.157 equipes de Atenção Primária; e 5 Unidades Básicas de Saúde Fluviais. As categorias profissionais mais presentes nas eMulti são, em ordem decrescente: psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais de educação física, fonoaudiólogos, farmacêuticos, pediatras e ginecologistas.  

“As equipes multiprofissionais fazem a diferença na vida da população, que passa a ser cuidada por profissionais que, até então, não eram acessíveis. A equipe de Saúde da Família que conta com uma eMulti tem, portanto, melhores condições para atender às diferentes necessidades das pessoas”, reforça Olívia Lucena. 

Acesse o material didático do Curso de Formação dos Profissionais das eMulti: caderno de textos, 1ª edição

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde abre consultas públicas para atualizar tratamento da leishmaniose visceral no SUS

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O Ministério da Saúde abriu duas consultas públicas para discutir mudanças no cuidado às pessoas com leishmaniose visceral no Sistema Único de Saúde (SUS). As medidas buscam ampliar o acesso a tratamentos mais seguros e eficazes, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

As propostas também têm como objetivo melhorar a resposta terapêutica e aprimorar o cuidado oferecido pelo SUS. Profissionais de saúde, pesquisadores, gestores, usuários do sistema público e toda a sociedade podem participar das consultas e enviar contribuições sobre os temas em debate.

Nova associação terapêutica

Uma das medidas em discussão está na Consulta Pública nº 32, que avalia a incorporação da associação entre anfotericina B lipossomal e miltefosina para pessoas imunocomprometidas com leishmaniose visceral.

Atualmente, o SUS oferece a anfotericina B lipossomal para esse público. Estudos científicos recentes, porém, indicam que a combinação entre os medicamentos apresenta maior eficácia e pode melhorar a resposta ao tratamento, principalmente entre pessoas com maior risco de complicações.

Com base nessas análises, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) emitiu recomendação inicial favorável à adoção da associação terapêutica no SUS. As contribuições para a Consulta Pública nº 32 podem ser enviadas até o dia 11 de maio de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo.

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Ampliação do acesso

A Consulta Pública nº 33 discute a ampliação do uso das formulações lipídicas de anfotericina B no SUS. Hoje, a anfotericina B lipossomal está disponível apenas para grupos específicos, como gestantes, pessoas imunocomprometidas, crianças menores de um ano, pessoas com mais de 50 anos e casos graves da doença. Para os demais quadros, o tratamento é realizado, em geral, com antimoniato de meglumina.

No entanto, estudos científicos demonstram que as formulações lipídicas de anfotericina B apresentam melhores resultados terapêuticos e maior segurança quando comparadas ao antimoniato de meglumina. Diante disso, a Conitec também emitiu recomendação inicial favorável à ampliação do uso dessas formulações como principal alternativa terapêutica no SUS. As contribuições para a Consulta Pública nº 33 podem ser enviadas até o dia 25 de maio de 2026.

Os documentos disponíveis no portal da Conitec reúnem estudos e análises técnicas que embasam as propostas em discussão e ajudam a população a acompanhar as mudanças avaliadas para o tratamento da leishmaniose visceral no SUS. 

Contribua com a Consulta Pública nº 32/2026 sobre tratamento da leishmaniose visceral

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Participe da Consulta Pública nº 33/2026 sobre anfotericina B para leishmaniose visceral

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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