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Seminário Nacional Saúde nas Periferias reforça integração entre governo e comunidades para qualificar dados sobre favelas

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O Ministério da Saúde promove, de 10 a 12 de dezembro, em Brasília, o Seminário Nacional Saúde nas Periferias: Dados de Favelas e Comunidades Urbanas. Realizado no edifício-sede dos Correios, o encontro reúne representantes do governo federal, pesquisadores, movimentos sociais e lideranças comunitárias para discutir estratégias de qualificação dos dados sobre territórios urbanos historicamente invisibilizados.

A iniciativa é organizada pela Coordenação-Geral de Participação e Articulação e Articulação com os Movimentos Sociais (CGPAMS) do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, em parceria com a Assessoria de Participação Social e Diversidade, Fiocruz Brasília, IBGE e Ministério das Comunicações.

Na abertura do evento, o diretor do DGIP, André Luiz Bonifácio de Carvalho, destacou que fortalecer a produção de dados sobre as periferias é fundamental para orientar políticas públicas mais justas. “Não existe planejamento sem informação, e não existe informação sem dado qualificado. Nosso desafio é integrar agendas e compreender as necessidades reais dos territórios para levar políticas que façam sentido para quem vive neles”, afirmou.

Segundo ele, o Ministério da Saúde avança na articulação com mais de 200 movimentos sociais e na construção de ações voltadas à equidade territorial. “Criar políticas que funcionem como uma única ‘camisa’ para todos não dá certo. As periferias têm realidades diversas e precisamos ouvi-las para agir com responsabilidade e equidade”, completou.

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Durante o seminário, será anunciada a elaboração de instrumentos de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo é aprimorar a produção e o uso de dados estatísticos e geoespaciais sobre favelas e comunidades urbanas, fortalecendo a base informacional que orienta políticas federais.

Programação

A programação conta com mesas de debate, oficinas técnicas e diálogos sobre o percurso metodológico do Censo Demográfico 2030, incluindo a revisão conceitual de favelas e comunidades urbanas. Um dos destaques é a oficina conduzida pelo IBGE, que apresenta referências do Censo 2022 e ferramentas de acesso e análise de dados.

A chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Cristiane de Souza, ressaltou que o seminário dialoga diretamente com prioridades da atual gestão. “O Ministério da Saúde tem como prioridades a saúde das mulheres e da população negra — os dois maiores grupos da população brasileira e também os mais afetados pelas desigualdades. Discutir saúde nas periferias é discutir justiça social”, afirmou.

Cristiane também destacou a importância da vigilância popular em saúde para compreender a realidade das comunidades. “Só quem vive na periferia sabe onde estão as vulnerabilidades do território. Fortalecer lideranças comunitárias como vigilantes populares é essencial para prevenir doenças e garantir saúde integral, que vai muito além do atendimento no posto”, disse.

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O coordenador-geral da Coordenação-Geral de Participação e Articulação com os Movimentos Sociais do Ministério da Saúde, Rodrigo Leite, reforçou o papel estratégico do Sistema Único de Saúde no combate às desigualdades. “É importante reconhecer a força dos movimentos sociais, especialmente das mulheres, que têm protagonizado transformações nos territórios. O SUS é a maior política de inclusão social do país e garante atendimento a todas as pessoas, sem discriminação. Precisamos celebrá-lo e defendê-lo, porque saúde e direitos humanos caminham juntos — e nosso compromisso é não deixar ninguém para trás”, afirmou.

Ao longo dos três dias, o encontro busca consolidar um espaço permanente de cooperação entre governo, academia e sociedade civil, ampliando a produção e o uso de informações que reflitam as desigualdades socioespaciais das cidades brasileiras. A expectativa é que as contribuições subsidiem tanto o Censo 2030 quanto políticas federativas de equidade em saúde.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde firma contrato para ampliar atendimento especializado pelo SUS em Belo Horizonte

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde formalizou um contrato de R$ 8,9 milhões com o Hospital São Francisco, em Belo Horizonte (MG), para ampliar a oferta de procedimentos especializados e cirurgias eletivas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e tem como objetivo reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e procedimentos especializados.

O acordo prevê a realização de 1.476 procedimentos ao longo de um ano, contemplando áreas como cardiologia, ortopedia, cirurgia geral, ginecologia e oncologia. A contratação foi assinada pela diretora-adjunta do programa Agora Tem Especialistas, Ana Luiza Afonso Guimarães, e pelo superintendente-geral do Hospital São Francisco, Helder Yankous.

A parceria com o Hospital São Francisco, que se destaca na área de ortopedia e recebe pacientes de várias regiões de Minas Gerais, reverterá atendimentos especializados no SUS em créditos financeiros para o abatimento de tributos federais vencidos ou a vencer, conforme as regras estabelecidas pelo programa.

“Quando ampliamos a oferta de serviços, reduzimos o tempo de espera de quem está aguardando por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. O grande ganho é garantir que o diagnóstico, o encaminhamento e o tratamento aconteçam no momento oportuno”, destacou Ana Luiza Guimarães.

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A iniciativa também busca aproveitar a capacidade dos hospitais para ampliar a realização de atendimentos em áreas de maior demanda.

Expansão da capacidade assistencial

Durante a agenda no Hospital São Francisco, a diretora-adjunta do programa Agora Tem Especialistas também conheceu as novas estruturas que integram o projeto de expansão da instituição. Entre elas estão um novo ambulatório e um bloco cirúrgico com quatro salas, além de 70 novos leitos que deverão entrar em funcionamento ainda neste ano. Com a ampliação, a capacidade de atendimento da instituição aos pacientes do SUS vai crescer cerca de 34%.

Ronny Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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