TECNOLOGIA
Ações de desenvolvimento sustentável para o Pantanal receberão selo do MCTI
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) instituiu, nesta sexta-feira (06), o Selo Pantanal Sustentável e Inovador. O instrumento foi assinado pela ministra Luciana Santos, no Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal (INPP), unidade de pesquisa vinculada à pasta.
O selo é um reconhecimento técnico e institucional para programas, projetos e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sustentável do bioma, incorporando pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e difusão de tecnologias e fortalecendo arranjos produtivos sustentáveis estruturados em ciência, tecnologia e inovação.
O Pantanal abriga uma diversidade extensa e desempenha papel essencial no equilíbrio ambiental e climático. “Preservá-lo não é só uma responsabilidade ambiental, é também uma estratégia de desenvolvimento sustentável baseada em conhecimento científico, inovação e uso responsável dos recursos naturais”, disse a ministra.
Segundo Luciana Santos, com a assinatura da portaria, o MCTI estabelece critérios para concessão, renovação e monitoramento dos programas. “Este é um mecanismo de valorização daqueles que colocam a ciência e a inovação no centro das soluções para os desafios ambientais, sociais e econômicos da região”, explicou.
As iniciativas avaliadas poderão receber três categorias de reconhecimento, cada uma representando um nível de excelência alcançado: Selo Diamante, Selo Ouro e Selo Prata. O objetivo da classificação é estimular a melhoria contínua das práticas sustentáveis e reforçar o papel da ciência como base para políticas públicas e para o desenvolvimento regional.
A gestão do selo ficará sob responsabilidade da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), do MCTI, com o apoio técnico do INPP.
Termo de cooperação
Durante a cerimônia, a ministra também assinou o primeiro termo de cooperação entre o instituto e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). A parceria permitirá a ampliação do quadro de bolsistas vinculados aos projetos do instituto e viabilizará a implementação do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica do INPP neste ano.
“Isso representa mais oportunidades para pesquisadores daqui e uma maior capilarização das ações do instituto, fortalecendo a interação entre o INPP e as instituições de ensino e pesquisa do estado”, avaliou a chefe da pasta.
Para a ministra, investir em bolsas de estudos é investir nas pessoas e no País. “É garantir que o talento e a curiosidade científica dos nossos pesquisadores encontrem espaço para se desenvolver. E é também assegurar que o Brasil continue produzindo ciência de qualidade, capaz de enfrentar as questões do nosso tempo”, finalizou.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

