CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

TECNOLOGIA

Brasil e Chile firmam parceria estratégica em Inteligência Artificial

Publicados

TECNOLOGIA

Neste 22 de abril, data em que se comemora o Dia da Amizade entre Brasil e Chile, celebrando as relações diplomáticas entre os dois países, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a titular da Ciência, Tecnologia, Conhecimento e Inovação da República do Chile, Aisen Etcheverry, assinaram um Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Inteligência Artificial. A parceria bilateral foi firmada durante a recepção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do Chile, Gabriel Boric, nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, em Brasília.

O Memorando de Entendimento entre o MCTI e a pasta chilena visa à criação de sistemas de inteligência artificial, inclusive a construção de um modelo de linguagem, que sejam compatíveis com suas prioridades, circunstâncias e particularidades e que ofereçam modelos de desenvolvimento em nível regional, com foco na inclusão dos diversos idiomas e expressões culturais da América Latina.

“Essa é uma cooperação estratégica entre dois países que têm compromisso com o desenvolvimento científico, tecnológico e com a inclusão. O futuro da inteligência artificial na nossa região será construído com diálogo, colaboração e respeito à nossa identidade”, disse a ministra Luciana Santos.

Leia Também:  Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras

O Memorando ainda prevê a criação de um ambiente regulatório favorável, com políticas públicas que incentivem a inovação responsável e respeitem a propriedade intelectual, o conhecimento tradicional e a integridade da informação digital. “Nós precisamos trabalhar com muita força, com muita intensidade, a necessidade da nossa integração”, ressaltou o presidente Lula, durante a solenidade.

O acordo também visa à realização de projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e startups, além do intercâmbio de pesquisadores e estudantes e a promoção de eventos especializados. Também visa ao fortalecimento de infraestruturas de computação de alto desempenho, com acesso compartilhado a recursos computacionais para o desenvolvimento de modelos de IA e aplicações científicas.

“Com esse memorando de entendimento, vamos somar esforços para estruturar um ecossistema de IA robusto, baseado em infraestrutura compartilhada e com inovação responsável, além de atender às necessidades e agregar os valores culturais da América Latina”, pontuou Luciana Santos.

A agenda chilena para inteligência artificial apresenta diversos pontos de convergência com a agenda brasileira, em especial com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Leia Também:  Jovem pesquisadora brasileira é premiada na Regeneron ISEF 2025, nos Estados Unidos

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TECNOLOGIA

Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

Publicados

em

Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

Leia Também:  Especialistas defendem que a proteção do oceano depende da integração entre ciência, governança e inovação

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

Leia Também:  Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras

A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA