TECNOLOGIA
Casa da Ciência é inaugurada no Museu Emílio Goeldi, na capital paraense
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inaugurou nesta terça-feira (11), no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), a Casa da Ciência do MCTI. Ela foi pensada para funcionar como um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade.
A ministra Luciana Santos destacou o papel da Casa da Ciência como símbolo da integração entre conhecimento, cultura e sustentabilidade. “A Casa da Ciência nasce com um propósito muito especial de aproximar o conhecimento científico das pessoas. Até porque nós sabemos bem da necessidade imperativa de virar a página do negacionismo no nosso País”, afirmou.
A ministra também falou da importância de celebrar a inovação e os saberes tradicionais. “Mais do que um espaço físico, esta é uma casa de ideias, de encontros e de esperança. Um lugar onde cientistas brasileiros e estrangeiros, agências de fomento, organizações, unidades de pesquisa, estudantes, empreendedores e povos tradicionais possam compartilhar saberes e pensar juntos soluções concretas para os desafios climáticos que enfrentamos.”
O diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nilson Gabas Júnior, destacou a importância histórica de sediar a Casa da Ciência e o papel estratégico da Amazônia para o País. “Quero expressar uma alegria imensa e a honra de receber o MCTI não apenas nesta cerimônia. A ministra assinou uma portaria declarando o Museu Goeldi como sede do MCTI até o dia 21, então o MCTI é aqui”, celebrou. “Esse é um momento histórico para a instituição, que abre as suas portas para fortalecer parcerias, sobretudo com os povos tradicionais, os indígenas, quilombolas e ribeirinhos”, enfatizou.
Gabas ressaltou ainda o papel da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no fortalecimento da ciência na região. “É preciso agradecer especialmente à ministra por abrir na Finep uma linha de editais importantes e estratégicos para a Amazônia. Celebramos também os 159 anos do Museu Emílio Goeldi, guardião do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. As coleções científicas são um patrimônio inestimável para a ciência e têm papel essencial na conservação e no uso sustentável da biodiversidade”, disse.
Construção coletiva
A secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), do MCTI, Andrea Latgé, destacou que a criação da Casa da Ciência foi resultado de uma construção coletiva entre o MCTI, o Museu Goeldi e diversas instituições científicas. “A Casa da Ciência foi uma construção de muitas mãos e de muitos corações. Sentimos na COP anterior a falta de uma presença mais marcante da ciência brasileira. A COP30 é um momento de reflexão sobre os problemas climáticos que atingem tantos setores da humanidade. Trazer essa iniciativa para dentro do Museu Goeldi é super representativo. É nos museus que se propaga a ciência”, afirmou.
Além disso, o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, exaltou a Casa da Ciência como um espaço de formulação de políticas públicas e de referência internacional. “Esta é a casa do debate, da proposição e das políticas públicas. É um espaço que se tornará referência durante a COP30. Cumprimento a ministra Luciana Santos por sua determinação em colocar a ciência no centro das discussões sobre a crise climática e por apontar caminhos que reforçam a posição do Brasil diante da sociedade e no cenário internacional.”
A cerimônia de abertura também contou com a presença do vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Adalberto Val, e da secretária da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marilena Corrêa.
O encerramento do ato foi marcado por uma palestra magna, que abriu a programação científica e cultural da Casa da Ciência, que vai durar todo o período da COP30. O espaço permanece aberto até 21 de novembro com exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.
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TECNOLOGIA
CTI Renato Archer amplia rede de laboratórios abertos com nova estrutura de pesquisa
Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat). A apresentação do novo espaço que fortalece a infraestrutura científica e tecnológica do país contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos.
O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura.
O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.
Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Laboratório aberto
A diretora institucional do CTI Renato Archer, Juliana Kelmy Macário Barboza Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.
“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou.
Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade.
Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial.
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