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CNPq lança chamada de produtividade com previsão de R$ 600 milhões em investimento e mais de 5,7 mil bolsas

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A chamada de bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), Produtividade em Pesquisa Sênior (PQ-Sr) e Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) prevê a concessão de 5.762 bolsas, com investimento de R$ 587,4 milhões. As inscrições vão até 20 de janeiro de 2026.

A estimativa de oferta é de 5.499 bolsas PQ/PQ-Sr e 263 bolsas DT, totais que correspondem aos quantitativos atualmente vigentes e que se encerram em 2026. A chamada mantém a nova nomenclatura de níveis das bolsas, que desde o ano passado passaram a variar em três níveis (de A a C), substituindo a antiga gradação em cinco níveis (de A a E), conforme a Resolução Normativa 12/2024 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Todos os candidatos devem ter currículo Lattes atualizado até a data-limite de submissão de propostas e comprovar vínculo formal com instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) — ou seja, universidades, institutos de pesquisa, empresas privadas com sede no Brasil, empresas públicas ou organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, conforme os termos do edital.

Acesse a página da Chamada Pública CNPq Nº 23/2025 Bolsas de Produtividade do CNPq

Para os pesquisadores que desejem concorrer às Linhas 1 (DT) e 2 (PQ), é necessário ter obtido o título de doutor até 2023 e não ter bolsas nas modalidades PQ, PQ-Sr ou DT com vigência que ultrapasse o ano de 2026.

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No caso das bolsas DT, candidatos que não tenham titulação de doutor podem apresentar, alternativamente, comprovação de 5 anos de exercício de atividades de desenvolvimento tecnológico e extensão inovadora.

Já os candidatos à Linha 3 (PQ-Sr) devem atender também a critérios específicos: ter sido bolsista PQ ou DT por pelo menos 20 anos, consecutivos ou não, e continuar ativo no desenvolvimento de pesquisas científicas ou tecnológicas.

Valores e duração

As propostas aprovadas na Linha 1 serão financiadas com recursos estimados em R$ 21,9 milhões, enquanto as Linhas 2 e 3 contarão com um total de R$ 565,4 milhões — recursos do orçamento do CNPq a serem liberados conforme a disponibilidade orçamentária.

As bolsas têm início previsto para agosto de 2026, com os seguintes valores e períodos de duração:

  • PQ-Sr | 5 anos | R$ 1,5 mil (sem adicional de bancada)
  • PQ/DT – Nível A | 5 anos | R$ 1,5 mil + R$ 1.560 de adicional de bancada
  • PQ/DT – Nível B | 4 anos | R$ 1.320 + R$ 1.320 de adicional de bancada
  • PQ/DT – Nível C | 3 anos | R$ 1,1 mil + R$ 1 mil de adicional de bancada
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40 anos de sucesso e aprimoramento

Política pública iniciada em 1976 e das mais bem-sucedidas na indução à atividade científica de alto nível no País, o edital de bolsas de produtividade foi ampliado e aprimorado a partir de 2023, com a oferta de 1,5 mil novas bolsas e a extensão do adicional de bancada a todas as bolsas PQ e DT, passando a alcançar os mais de 16 mil pesquisadores beneficiados. Anteriormente, apenas 1/3 dos bolsistas recebiam este auxílio, usado para apoio a pequenas despesas com laboratórios, expedições e grupos de pesquisa.

Visando aproveitar ao máximo o potencial da comunidade científica brasileira, o CNPq tem buscado fazer acordos com as fundações de amparo à pesquisa (FAPs) nas unidades federativas para a criação de programas de bolsas de produtividade patrocinadas por essas fundações, de modo a permitir a contemplação, com recursos dos respectivos estados, de propostas qualificadas e recomendadas pela chamada pública do CNPq, em classificação que não permitiu o atendimento.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Nota de Pesar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.

​Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.

​Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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