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Com frevo e entusiasmo, MCTI celebra os 40 anos na Expot&c 2025

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Teve início na manhã desta segunda-feira, 14 de julho, a edição da Expot&c 2025, Exposição de Ciência, Tecnologia e Cultura, no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife. A mostra, organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), integra a programação da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior evento científico da América Latina.

A feira começou em clima pernambucano com orquestra de frevo, passistas e muita animação por parte dos visitantes, que já circulavam pelos espaços de inovação, pesquisa e cultura desde cedo.

A cerimônia de abertura contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que deu início à exposição e destacou o papel estratégico da ciência para o desenvolvimento do país.

“A SBPC é o maior evento da academia de ciência do nosso país. Além dos temas que dizem respeito às políticas públicas de ciência e tecnologia, é, antes de tudo, um evento de popularização e difusão da ciência. Estamos na luta para transformar o país, e não há como fazer isso sem ciência, tecnologia e inovação. Viva a ciência brasileira e viva Pernambuco!”, disse a ministra.

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Expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial, entre outras organizações, estão concentrados na área da ExpoT&C e uma programação extensa foi preparada para receber os visitantes durante a semana.

A cientista Lúcia Melo, referência na área de inovação tecnológica em Pernambuco é uma das idealizadoras da Expot&c. Ela recordou que a ideia surgiu com o apoio de outras instituições.

“Hoje, temos cada vez mais participantes e, este ano, introduzimos startups, o sonho de muitos jovens. É fundamental que os jovens estejam próximos da SBPC. Esse evento é um caminho para o menino e a menina que estão no laboratório e que podem, sim, fazer muito além do que imaginam”, pontuou.

40 anos do MCTI

Este ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) celebra 40 anos de existência e traz para a feira uma exposição celebrando os 40 anos da pasta. A ministra Luciana Santos relembrou as origens da pasta e sua importância.

“O ministério nasceu na retomada da democracia, fruto da visão do então presidente Tancredo Neves e executado por José Sarney. O primeiro ministro foi um nordestino, Renato Archer. Desde então, o MCTI tem sido peça-chave na articulação da produção científica brasileira. A ciência voltou com força para defender a soberania nacional”, enfatizou.

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A reitora da UFRPE, Maria José de Sena, ressaltou a importância da realização da SBPC no Recife.

“São mais de 900 atividades acontecendo aqui. É uma honra sermos protagonistas da 77ª edição da SBPC. Para Pernambuco e para o Recife, é um momento ímpar. São sete dias de muita ciência, muito ensino e muita aprendizagem e tudo gratuito. Um momento importante para a ciência brasileira”, declarou a reitora.

A Expot&c segue até sexta-feira, 19 de julho, reunindo expositores, como universidades, institutos de pesquisa, entidades governamentais e setor empresarial.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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