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Conferência Livre ODS destaca papel dos dados nas políticas públicas

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O acesso a informações confiáveis, organizadas e acessíveis é um dos caminhos para melhorar políticas públicas, enfrentar desafios climáticos e ampliar a qualidade de vida da população. Com esse foco, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação sediou, nesta segunda-feira (27), a 1ª Conferência Livre ODS — Informação para Sustentabilidade, promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas, instituições e cidadãos para discutir o papel estratégico da informação na implementação da Agenda 2030 no País. 

Vinculada à Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a iniciativa busca ampliar o engajamento social e qualificar o debate público. A proposta parte do entendimento de que dados estruturados e interoperáveis são essenciais para monitorar políticas, identificar lacunas e acompanhar impactos. No Brasil, a fragmentação informacional ainda é apontada como um obstáculo relevante para o avanço do desenvolvimento sustentável. 

Durante a abertura, o tecnologista do Ibict Everson Reis destacou o caráter participativo do encontro e a importância de ouvir diferentes vozes. “A nossa conferência livre tem o objetivo de escutar a sociedade. Todas as manifestações serão consideradas e transformadas em propostas para avaliação na plenária”, afirmou. 

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A programação foi organizada em dois eixos centrais: sustentabilidade ambiental e inovação tecnológica. Pela manhã, o debate abordou práticas de preservação de recursos naturais e resiliência climática. À tarde, o foco foi a aplicação de tecnologias para enfrentar desafios sociais e ambientais, com participação de representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil. 

A coordenadora de Tecnologias Aplicadas do Ibict, Silvana Vidotti, ressaltou que a informação é elemento estruturante para decisões mais eficazes. “Não há como enfrentar desafios ambientais complexos sem dados de qualidade. A informação organizada e acessível é essencial para orientar políticas públicas e ampliar a participação social”, disse. 

A conferência também integra um processo mais amplo de mobilização nacional em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que envolvem temas como inclusão social, governança participativa e financiamento de políticas públicas. As contribuições dos participantes serão consolidadas e encaminhadas para a etapa nacional, com indicação de delegados. 

Para a coordenadora-geral de Informação Tecnológica e Informação para a Sociedade do Ibict, Cecília Leite, a discussão reflete impactos diretos no cotidiano. “A informação é a base das decisões que tomamos todos os dias. Quando ela é qualificada e integrada, permite que ciência e tecnologia cheguem de forma mais efetiva à sociedade”, concluiu. 

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Com mais de mil inscritos, o evento reforça o papel da articulação entre governo, academia e sociedade na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável. A expectativa é que as propostas debatidas contribuam para orientar estratégias nacionais e fortalecer a integração entre diferentes setores. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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