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Dados do PRODES serão critério para concessão de crédito rural a partir de 2026

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A partir de 2 de janeiro de 2026, instituições financeiras deverão consultar dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) para concessão de crédito rural. Coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PRODES consolida o monitoramento anual da cobertura vegetal em todos os biomas do país: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa.

A nova regra atende à Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 5.193, de 19 de dezembro de 2024, do Banco Central, cujo item 17 tem por objetivo a verificação de ocorrência de desmatamento em imóveis rurais após 31 de julho de 2019, condicionando a liberação dos recursos à regularização ambiental ou à comprovação de que não houve supressão ilegal de vegetação.

“Essa medida, eu acredito, ela une as três pontas. A boa ciência, que é produzida pelo MCTI, une a política pública e ela agora, com essa visão de mercado, vai oferecer uma ferramenta para que o produtor consiga abrir novos mercados”, enfatizou Cláudio Almeida, coordenador do Programa BiomasBR, do qual o PRODES é integrante.

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O BiomasBR gera dados precisos sobre desmatamento e supressão de vegetação nativa, por meio do uso de tecnologias avançadas como sensoriamento remoto, inteligência artificial e análise de Big Data. Além do PRODES, o DETER, também integra o programa, sendo um sistema de alertas diários que auxilia na fiscalização e controle ambiental. Esses sistemas combinados têm sido fundamentais para monitorar e implementar políticas públicas.

A implementação do PRODES como critério de avaliação para concessão de crédito rural tem um impacto positivo tanto para a economia quanto para a sustentabilidade. Ao garantir que apenas produtores regulares tenham acesso a financiamentos, o Brasil fortalece sua imagem no mercado internacional, atraindo investidores e ampliando suas exportações.

Para os produtores rurais, a medida representa uma mudança significativa na forma como o crédito rural será concedido. “As pessoas têm que olhar o PRODES justamente como esse avalizador do bom produtor. No fundo, ele funciona dando validade, dando maior credibilidade para aquele que está com tudo regular”, enfatizou Cláudio Almeida.

A iniciativa pode ainda incentivar a adoção de práticas sustentáveis, como recuperação de áreas degradadas e implementação de sistemas de produção agropecuária mais sustentáveis.

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A consulta aos dados do PRODES é gratuita e as informações podem ser acessadas no portal TerraBrasilis e na página do Programa BiomasBR.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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