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Em Recife, Luciana Santos abre 77ª Reunião da SBPC e defende soberania tecnológica e ciência como direito de todos

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou neste domingo, 13 de julho, da sessão solene de abertura da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Teatro do Parque, no centro do Recife. Pernambucana, Luciana destacou a emoção de iniciar o maior evento científico da América Latina em sua terra natal, reforçando o papel estratégico da ciência para a soberania nacional e o desenvolvimento social.

Realizada de 13 a 19 de julho, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a SBPC reúne cientistas, estudantes, professores, gestores públicos e a sociedade em geral para debater o futuro da ciência e da inovação no Brasil. Com o tema “Progresso é Ciência em Todos os Territórios”, a programação valoriza a ciência em todas as regiões do país e aproxima o conhecimento da população.

Durante seu discurso, Luciana Santos ressaltou a importância da ciência servir a um projeto de nação que una desenvolvimento, justiça social, sustentabilidade e soberania.

“Esta reunião se inicia num contexto em que os EUA ameaçam o Brasil com uma taxação de 50% sobre nossos produtos, numa clara tentativa de chantagem política e de ingerência em assuntos internos brasileiros. Mas aqui, nós estamos do lado do Brasil”, afirmou.

A ministra defendeu o fortalecimento do domínio tecnológico como caminho para garantir autonomia ao país. “Em um mundo 4.0, ciência, tecnologia e inovação são sinônimos de desenvolvimento e de autonomia. Não haverá desenvolvimento sem domínio tecnológico; nem justiça social sem democratização do saber”.

Ao falar sobre os avanços recentes, Luciana Santos destacou a recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que possibilitou recordes de investimento em pesquisa, infraestrutura científica e capacitação. “Com política pública, estamos conquistando um equilíbrio melhor. Em 2023 e 2024, tivemos R$ 1,5 bilhão em contratos de apoio não reembolsável e subvenções diretas a instituições e empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, complementou a ministra.

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A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, destacou o papel da ciência como direito fundamental. “Eu falo a vocês com o coração cheio de esperança, de orgulho e, sobretudo, de responsabilidade. Falo como mulher da política que acredita que nosso povo tem direito ao futuro, que a ciência deve ser um direito de todas e todos, e não um privilégio de poucos”, disse.

A reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maria José de Sena, ressaltou a realização da reunião da SBPC na UFRPE é um momento histórico. “Para a nossa instituição, para o nosso Estado, para a nossa cidade e, sobretudo, para a ciência brasileira “, disse.

“Estamos reunidos para celebrar e refletir sobre o papel transformador da educação, da ciência e da tecnologia no desenvolvimento humano, social e econômico. Não há país que tenha alcançado justiça social, soberania e bem-estar sem ter feito investimentos consistentes nessas áreas. A ciência não é um luxo, é uma necessidade, como todos nós sabemos”, enfatizou a reitora.

Maria José completou que a educação não é apenas um direito individual. “É o alicerce coletivo de um país que deseja crescer com equidade e dignidade. E a tecnologia, por sua vez, é o instrumento com o qual podemos enfrentar desafios antigos e emergentes: das mudanças climáticas à segurança alimentar, passando pela saúde pública”.

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Defesa da democracia e do papel social da ciência

O presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, abordou a defesa da democracia como valor central da comunidade científica. “A defesa da democracia, da soberania nacional e popular é o primeiro ponto”, alertou referindo-se às ameaças externas ao país: “Queremos manter as Américas como um espaço de paz. Mas se não teremos guerras com armas brancas ou de fogo, também não admitimos guerras híbridas, dessas que hoje proliferam pelo planeta”, completou.

A abertura oficial da SBPC também celebrou os 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacando a reconstrução das políticas públicas para o setor e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento segue até 19 de julho, com mais de 300 atividades gratuitas, incluindo conferências, debates, oficinas e apresentações culturais.

Homenagens

Três renomadas cientistas e pesquisadoras pernambucanas foram homenageadas por suas trajetórias e contribuições à ciência, à educação e ao desenvolvimento regional: a professora Lúcia Melo, referência em inovação e políticas científicas; a professora Silke Weber, reconhecida por sua atuação em prol da educação pública de qualidade; e a professora Tânia Bacelar, destacada economista com forte atuação nas áreas de desenvolvimento regional e desigualdades sociais.

“Elas são exemplos de compromisso e competência. Mulheres que dão força e enriquecem a ciência de Pernambuco e do Brasil”, enfatizou a ministra Luciana.

Confira a cerimônia de abertura da 77ª Reunião Anual da SBPC:

Mais informações em: https://sbpc.ufrpe.br/principal

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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