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Envio de alertas de risco de desastres naturais e ações de prevenção ajudaram a salvar vidas em 2025

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O envio de alertas, a prevenção a deslizamentos e secas e o monitoramento ininterrupto do clima avançaram em 2025. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) expandiu a rede de pluviômetros e radares e emitiu 2.278 alertas de risco geo-hidrológico neste ano. A estratégia combina ciência, tecnologia e articulação com órgãos de defesa civil para reduzir riscos e salvar vidas diante de eventos extremos cada vez mais frequentes. 

Os alertas orientaram a atuação das defesas civis locais, especialmente em áreas urbanas vulneráveis, em que a antecipação é decisiva para evitar perdas humanas. Em diversos casos, um único alerta esteve associado a múltiplas ocorrências, reforçando a importância da leitura integrada do risco e da tomada de decisão preventiva. O Cemaden mantém o monitoramento 24 horas por dia de áreas suscetíveis a desastres geo-hidrológicos, como enchentes, deslizamentos de terra e secas, a partir da análise contínua de dados meteorológicos, hidrológicos e geotécnicos.

Em fevereiro, a capacidade de precisão das ferramentas de prevenção foi ampliada com o lançamento de um novo sistema, o GeoRisk, uma expansão na inteligência e modelagem do risco, que aglomera mais dados, mais territórios e mais sensores. Os avisos passaram a ser mais precisos, com até 72 horas de antecedência. Até então, o prazo era de 24 horas, o que reduzia o tempo para a tomada de decisões visto que é a partir dessa comunicação que os setores responsáveis por energia, transporte e defesa civil adotam medidas para reduzir impactos à população.  

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o monitoramento proporcionado pelo Cemaden é indispensável. “Estamos acompanhando com atenção a intensificação dos eventos climáticos em todo o País. O desenvolvimento e a aplicação de tecnologias de monitoramento e previsão são ferramentas essenciais para que possamos antecipar os desastres e, principalmente, salvar vidas”, afirmou em reunião com representantes da Prefeitura de Angra dos Reis, município do Rio de Janeiro (RJ).

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Expansão da rede de monitoramento 

Hoje, o Cemaden monitora áreas de risco em 1.133 municípios. Um dos principais avanços de 2025 foi a ampliação e modernização da Rede Observacional do Cemaden, no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Ao longo do ano, foram instalados 847 novos equipamentos de monitoramento, entre pluviômetros e estações de nova geração, contemplando 353 municípios em todas as regiões do País. 

Desse total, 305 passaram a integrar pela primeira vez a rede de monitoramento do Cemaden. A expansão inclui 732 equipamentos dedicados exclusivamente a novos pontos de observação, que permitirão, a partir de 2026, um acompanhamento mais preciso e contínuo de áreas historicamente expostas a riscos de desastres. 

Além da expansão regular, o Cemaden promoveu um reforço emergencial no Rio Grande do Sul (RS), em resposta aos eventos extremos registrados no estado em 2024. Foram instalados 258 novos equipamentos em 112 municípios, fortalecendo a capacidade regional de monitoramento geo-hidrometeorológico e a resposta a situações críticas. Também houve a substituição de 115 equipamentos de primeira geração por estações mais modernas, aumentando a confiabilidade dos dados e a eficiência do sistema. 

Em 2026, os esforços para ampliar os serviços serão mantidos. A expectativa é aumentar em 84,9% o número de municípios monitorados pelo sistema de alertas. A meta é, até o fim do ano, atender a 2.095 localidades. 

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Prevenção de desastres e gestão de crises 

Os dados produzidos pelo Cemaden têm papel central na prevenção de deslizamentos e inundações, especialmente em áreas densamente povoadas. Em 2025, o monitoramento também foi decisivo para acompanhar cenários de escassez hídrica, como o registrado na Região Metropolitana de São Paulo (SP). 

Ao longo do ano, o centro acompanhou a queda acentuada dos níveis dos reservatórios, com destaque para o Sistema Cantareira, que atingiu patamares críticos. As informações subsidiaram alertas, classificações de risco e medidas emergenciais adotadas pelos gestores públicos, como restrições de captação e ações de contingência. 

Apesar dos desafios, 2025 não registrou desastres geo-hidrológicos de impacto severo. O resultado está associado à combinação de monitoramento contínuo, expansão da infraestrutura de observação e emissão antecipada de alertas, que permitem respostas mais rápidas e eficazes por parte do Poder Público. 

Educação e cultura de prevenção 

Complementando as ações de monitoramento e alerta, o Programa Cemaden Educação ampliou, em 2025, suas iniciativas de formação e mobilização social voltadas à redução de riscos de desastres e ao enfrentamento das mudanças climáticas. O programa desenvolveu cursos, materiais pedagógicos e campanhas educativas, alcançando gestores, educadores e comunidades em diferentes regiões do País. 

As ações incluem a produção de cursos à distância, materiais didáticos para a educação básica e campanhas nacionais que estimulam a construção de uma cultura de prevenção. Ao integrar conhecimento científico e educação, o Cemaden fortalece a capacidade das comunidades de reconhecer riscos e agir de forma preventiva. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI inaugura novas linhas de luz do Sirius e amplia capacidade de pesquisas em áreas estratégicas

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) inauguraram, nesta segunda-feira (18), em Campinas (SP), quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, maior infraestrutura científica do país. O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, é mais um marco do protagonismo brasileiro nessa área. As novas linhas irão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em temas estratégicos, como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. 

A ministra Luciana Santos acompanhou, ainda, o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional em saúde. A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. A programação em Campinas reforçou, portanto, os investimentos do Governo do Brasil em infraestrutura científica de alta complexidade, inovação tecnológica e soberania nacional.

Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Sirius demonstra a capacidade do Brasil de produzir ciência de ponta e usá-la em benefício do país e de seu povo. “O que estamos vendo aqui é a prova de que o Brasil pode produzir ciência de classe mundial. Investir em estruturas como o Sirius é investir na formação de pesquisadores, na soberania nacional e na capacidade do país de transformar conhecimento em desenvolvimento para o Brasil”, afirmou o presidente.

De acordo com a ministra, o Sirius transforma o potencial científico brasileiro ao permitir que pesquisas estratégicas passem a ser realizadas no país. “O Brasil passou a integrar o grupo de nações que dominam a tecnologia de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico, ampliando pesquisas em medicamentos, vacinas, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, destacou.

LUZ SÍNCROTRON

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X. Com o uso dessa luz especial, é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

O seu amplo espectro permite realizar diferentes tipos de análise com as diversas radiações que a compõem. Já seu alto brilho possibilita experimentos extremamente rápidos e a investigação de detalhes dos materiais na escala de nanômetros. Com a luz síncrotron, é também possível acompanhar a evolução no tempo de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em frações de segundo.

SIRIUS

O acelerador de partículas Sirius, com 68 mil metros quadrados, funciona como um “supermicroscópio”. Diferentemente da câmera que capta paisagens e pessoas, essa imensa máquina é capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Com o equipamento, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo, o país integra o grupo restrito de nações com fonte de luz síncrotron de quarta geração.

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Para o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Antonio José Roque da Silva, o Sirius fortalece a capacidade brasileira de transformar ciência em inovação. “Aqui, pesquisadores desenvolvem soluções em áreas como saúde, energia, novos materiais e biocombustíveis. Poucos países reúnem, em um mesmo ambiente, tanta capacidade científica e tecnológica”, destacou.

DESENVOLVIMENTO NO BRASIL

O Sirius atende a pesquisadores do Brasil e do exterior em estudos sobre saúde, energia, agricultura, meio ambiente, novos materiais, entre outras. Entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil, fortalecendo cadeias industriais de alta precisão e a engenharia nacional.

Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas:

LINHA DE LUZ TATU – A linha de luz Tatu é a primeira a ser inaugurada no contexto da segunda fase do projeto Sirius. Financiada pelo Novo PAC, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será a primeira, em uma fonte de luz de quarta geração, a operar na faixa dos terahertz. A linha permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. As pesquisas desenvolvidas na Tatu poderão contribuir para avanços em áreas como telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz, além de ampliar as possibilidades de investigação em ciência de materiais e sistemas biológicos.

LINHA SAPUCAIA – A linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, além de pesquisas no contexto da parceria científica entre Brasil e China.

LINHA QUATI – A linha Quati permitirá investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

LINHA SAPÊ – As pesquisas realizadas na linha de luz Sapê terão impactos no desenvolvimento de materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

INOVAÇÃO EM SAÚDE

Em parceria com o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) será o primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, reunindo competências em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação e desenvolvimento de dispositivos médicos e diagnósticos avançados. O CNPEM reunirá capacidades avançadas em pesquisa e inovação para impulsionar o desenvolvimento nacional de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos, diagnósticos disruptivos e outras tecnologias estratégicas para a saúde pública brasileira.

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Também acompanharam as atividades em Campinas, nesta segunda-feira (18), o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda; o diretor-geral da CNPEM, Antonio José Roque da Silva; e a presidenta do Conselho de Administração do CNPEM e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Marcela Chami Gentil Flores; entre outras autoridades.

A iniciativa prevê também a construção de um novo prédio que deve integrar competências em biotecnologia, genômica, inteligência artificial, plataformas microfluídicas e tecnologias avançadas de imageamento e biologia estrutural, consolidando um ambiente voltado à aceleração da inovação em saúde, por meio da conexão e da integração de diferentes atores envolvidos no processo de inovação radical.

O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde contribuirá para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira. A iniciativa favorece a articulação entre ciência, inovação, setor produtivo e políticas públicas, ampliando a capacidade do país de responder a desafios sanitários, estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico e acelerar a chegada de novas soluções ao sistema público de saúde.

ORION

O presidente Lula também recebeu informações sobre o andamento das obras do Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, no caso, o Sirius.

O projeto permitirá ao Brasil estudar patógenos com infraestrutura inédita na América Latina. O Orion vai fortalecer a capacidade nacional no desenvolvimento de diagnósticos, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas, além de ampliar a soberania brasileira no enfrentamento de futuras crises sanitárias.

O CNPEM

O CNPEM, responsável pelo Sirius e por desenvolver o Orion, abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo MCTI, é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade.

Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no país, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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