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Governo do Brasil investe R$ 12,1 mi em tecnologia e inovação social no Nordeste

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O Governo do Brasil formalizou um pacote de investimentos de R$ 12,1 milhões direcionado ao desenvolvimento social e tecnológico da região Nordeste. A assinatura dos instrumentos de cooperação ocorreu nesta sexta-feira (3), no Instituto Federal da Bahia (IFBA), em Salvador. Os recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) articulam uma rede de ensino estratégico para capacitar jovens e trabalhadores nas áreas de economia solidária, criação de softwares e soluções de acessibilidade.   

A principal ação de integração territorial é o Programa de Inserção nos Territórios de Identidade (Prointer). A segunda fase da iniciativa recebeu R$ 2,8 milhões do MCTI para expandir o modelo baiano de formação socioprodutiva. A execução ocorre de forma interinstitucional, unindo as forças do IFBA, do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A meta é qualificar 360 agricultores e empreendedores até dezembro de 2027 em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) — formato de ensino rápido com foco direto na geração de renda.   

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A metodologia prioriza a vivência prática. O aporte estrutura a criação de três laboratórios didáticos permanentes (cozinhas formativas com total adequação sanitária) distribuídos entre as três unidades da federação contempladas. Estes espaços sediarão 15 feiras locais e três grandes eventos estaduais de economia solidária. 

Representando o ministério durante a cerimônia, a secretária nacional de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Germana Pires, explicou a visão do Governo do Brasil sobre a interiorização do conhecimento. “Quando investimos em formação e capacitação, estamos fazendo muito mais do que preparar profissionais para o mercado de trabalho. Estamos criando condições para que jovens permaneçam estudando, desenvolvam seu potencial e encontrem, na ciência e na tecnologia, um caminho para transformar suas próprias vidas”.   

O investimento total abrange a pesquisa voltada à cidadania e o estímulo ao letramento tecnológico. O Centro de Acesso, Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva (Capta) garantiu R$ 1,3 milhão. O foco dessa unidade é construir hardwares e adaptações que devolvam autonomia a pessoas com deficiência.   

Na área de programação, o mercado nordestino de jogos digitais recebeu um estímulo de R$ 8 milhões. O montante foi dividido de forma igualitária entre o programa Residência em Games (capitaneado pelo IFBA) e o projeto Residência Tecnológica em Desenvolvimento de Jogos Educacionais para Dispositivos Móveis da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ambas as frentes conectam estudantes universitários aos desafios reais do ecossistema produtivo. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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