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GT da COP30 faz a primeira visita técnica a Belém
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O Grupo de Trabalho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para a COP30 realizou, na sexta-feira (14) a primeira visita a Belém (PA), sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, que será realizada em novembro.
À frente da comitiva, o chefe de gabinete da ministra, Rubens Diniz, esteve acompanhado pela secretária de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE), Andrea Latgé, pelo diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade da SEPPE, Osvaldo Moraes e pela chefe do Cerimonial, Lucielen Barbosa.
A secretária Andrea Latgé falou sobre a importância dessa primeira visita do GT. “Nosso planejamento é amplo e pretendemos mostrar a importância da ciência, tecnologia e inovação, amplamente desenvolvida em nossas unidades, num evento tão relevante para o debate sobre as mudanças climáticas”.
O grupo vistoriou e alinhou ações com o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Nelson Gabas Jr., e os parceiros institucionais, como a secretária de Cultura do Pará (Secult-PA), Úrsula Vidal, Vitor Dias, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará (Sectet-PA), e Lélio Costa, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Belém (SEMECT).
As reuniões tiveram como foco a construção de uma programação científica e cultural de destaque para o evento internacional.
“O MCTI pretende utilizar o Museu Emílio Goeldi para dar voz à ciência no evento. Será um espaço para a realização de palestras, exposições”, explicou o diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do MCTI, Osvaldo Moraes.
O diretor do MCTI ainda falou sobre os esforços que estão sendo realizados para ampliar a discussão com os povos e comunidades tradicionais da Amazônia. “Queremos levar para a discussão o que nós podemos aprender com as comunidades tradicionais, comunidades indígenas. Entender como incorporamos na ciência os saberes tradicionais”, disse o diretor.
O diretor do Museu Emílio Goeldi reforçou a importância da visita para prosseguir com o planejamento para o evento. “É de uma importância estratégica porque a gente começa a dar forma, de alguma maneira, ao que está estabelecido no âmbito do GT, que foi criado pela ministra Luciana Santos, sobretudo no aspecto científico”, disse Gabas.
“Foi um grande prazer receber a equipe do MCTI aqui no Museu Goeldi, iniciamos as tratativas para esboçar um planeamento inicial a ser apresentado na próxima reunião do GT e preparamos o terreno para que a gente consiga empreender e realizar aquilo que a gente pretende fazer em nível de parceria, seja estadual, seja municipal”, completou Gabas Jr.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

