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Inclusão dos pesquisadores brasileiros na lista das cem pessoas mais influentes da revista Time reflete importância do investimento na ciência

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Mostrando a força brasileira, os pesquisadores Mariangela Hungria e Luciano Moreira entraram para a lista da revista Time das cem pessoas mais influentes do mundo, divulgada na quarta-feira (16). A trajetória profissional dos dois tem algo em comum: o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  

Mariangela é reconhecida por desenvolver uma tecnologia que seleciona micro-organismos benéficos, como bactérias e fungos, e os torna mais eficientes para produção de alimentos para a população. Na prática, eles funcionam como fertilizantes naturais. Já Luciano criou um método de combate à dengue baseado na reprodução de mosquitos Aedes aegypti infectados com a Wolbachia. Essa bactéria é capaz de impedir a multiplicação de vírus como o que causam dengue, zika e chikungunyaA estratégia já tem resultados concretos, com redução significativa de casos da doença em cidades brasileiras. 

Os dois pesquisadores tiveram em algum momento suas trajetórias impulsionadas por bolsas de estudo ou financiamentos via CNPq. Mariangela explica que a agência de fomento vinculada ao MCTI entrou muito cedo na carreira dela e foi fundamental para que ela pudesse seguir na ciência. “Investir em pesquisa é investir no futuro, mas também no presente. Não se trata apenas de colocar recursos, mas de formar pessoas, criar condições para que jovens cientistas permaneçam na ciência e transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, comenta Mariangela 

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Luciano concorda: “Eu tive bolsa CNPq desde a iniciação científica, lá no começo da graduação, e isso foi fundamental para minha formação. Ao longo da carreira, também tive projetos apoiados pela instituição, que marcaram a minha jornada científica”. 

Investimento em ciência 

Há mais de 30 anos, Mariangela dedica seus dias a pesquisas em fixação biológica do nitrogênio na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Soja (Embrapa) e se tornou referência na área. Os resultados mostram o potencial da ciência brasileira. “Hoje, as tecnologias que desenvolvemos já somam mais de 30 produtos e bioinsumos, com adoção em mais de 30 milhões de hectares no Brasil. A ciência dá retorno econômico, social e ambiental, e precisa ser tratada como investimento estratégico”, explica. 

 O método desenvolvido por Luciano Moreira de combate à dengue, zika e chikungunya teve o financiamento do CNPq em um dos seus momentos decisivos. “Um projeto apoiado pelo CNPq foi o primeiro gatilho para tudo começar no Brasil. Foi ali que iniciamos os estudos com o método Wolbachia, que depois ganhou escala e novos financiamentos”, afirma. Hoje, a metodologia já está sendo utilizada em 17 municípios brasileiros e deve chegar a pelo menos mais 15 cidades, sempre em parceria com o Ministério da Saúde.  

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 Trajetória dos cientistas 

 Além de uma das cem pessoas mais influentes do mundo, Mariangela é vencedora do World Food Prize 2025 — considerado o Nobel da Alimentação e Agricultura — e do Prêmio Mulheres e Ciência 2025, CNPq. Ela é graduada em engenharia agronômica e mestre em solos e nutrição de plantas pela Universidade de São Paulo (USP), doutora em agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pós-doutora pela Cornell University (EUA). Atualmente a pesquisadora é membro do Comitê Técnico de Biotecnologia (CT-Biotec) do MCTI. 

Luciano Moreira é engenheiro agrônomo, mestre em fitotecnia com ênfase em controle biológico de insetos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), doutor em genética e melhoramento de plantas pela UFV e o Centre of Plant Breeding and Reproduction Research (CPRO-DLO), na Holanda, e pós-doutor na área de mosquitos e malária Case Western Reserve University (Cleveland-OH). O cientista também já atuou com pesquisador do CNPq. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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