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Inscrições para Prêmio Nacional de Inovação terminam na sexta-feira (21)

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Termina na sexta-feira (21) o período de inscrições para o 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), referência na valorização de práticas e estratégias de inovação empresarial. Neste ano, a premiação ganhou uma categoria inédita dedicada ao reconhecimento de projetos inovadores apoiados pela Lei do Bem — principal política federal de incentivo à inovação tecnológica no Brasil. A iniciativa é promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na correalização. As inscrições devem ser feitas pelo no site do evento. 

O secretário de Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação (Setec), do MCTI, Daniel de Almeida Filho, ressalta que a nova categoria mostra o impacto transformador consolidado pela Lei do Bem nas empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento. “Ela reconhece o grau de inventividade das empresas brasileiras e funciona, de certa forma, como um selo de qualidade para quem transforma incentivo fiscal em inovação real”, diz. 

Segundo Almeida Filho, o reconhecimento dá visibilidade a práticas que evidenciam o impacto da lei na competitividade das empresas. “Esse tipo de reconhecimento cria referências positivas no setor empresarial e acelera uma cultura em que inovar passa a ser um diferencial competitivo”, afirma. 

Podem participar empresas beneficiadas pela Lei do Bem em situação fiscal regular, desde que o projeto a ser inscrito tenha sido apresentado ao MCTI em 2024 (ano-base 2023) e aprovado integralmente em primeira análise, tanto no enquadramento técnico quanto na análise de dispêndios. Empresas de qualquer porte e setor econômicos podem participar, com o limite de um projeto por empreendimento. 

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Histórias de sucesso 

O prêmio funciona como uma confirmação de que a empresa, projeto ou ação segue exatamente as regras e objetivos definidos pela política pública. Ao mesmo tempo, é uma vitrine para histórias de sucesso, mostrando como os incentivos atuaram como alavanca para transformar ideias em diferenciais competitivos concretos e sustentáveis — seja pelo fortalecimento tecnológico interno, pela criação de novos produtos e serviços ou pela expansão de mercados. 

“Quando uma empresa é premiada, ela demonstra que está na dianteira, e isso inspira outras a também investirem em pesquisa e desenvolvimento. Nossa expectativa é que esse movimento atraia mais empresas e amplie a capacidade de o Brasil gerar desenvolvimentos tecnológicos com impacto econômico e social”, diz o titular da Setec. 

A nova categoria evidencia como a Lei do Bem se consolidou como aliada do setor empresarial na viabilização, aceleração e expansão de resultados em inovação. Conforme o edital, são contemplados projetos em que os incentivos permitiram: 

  • Reforçar a capacidade interna de inovar, com contratação de pesquisadores, formação de equipes e melhoria de infraestrutura 

  • Criar parcerias estratégicas com universidades, institutos de pesquisa, micro e pequenas empresas e inventores 

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  • Acelerar o desenvolvimento, reduzindo tempo de prototipagem, testes e validações 

  • Gerar propriedade intelectual, como patentes, marcas e registros de software 

  • Difundir conhecimento por meio de publicações, treinamentos e cooperação setorial 

  • Ganhar mercado e competitividade, ampliando clientes, nichos ou internacionalização 

O PNI 

O PNI reconhecerá até 21 premiados distribuídos em cinco categorias: descarbonização; recursos renováveis; inteligência artificial para produtividade; digitalização de negócios; e inovações Lei do Bem. Os vencedores receberão certificado, troféu, ampla divulgação na mídia, participação no 11º Congresso de Inovação da Indústria — em março de 2026, em São Paulo (SP) — e integração a uma imersão internacional em ecossistemas de inovação. 

Principal iniciativa para reconhecer organizações e pesquisadores que se destacam na criação de soluções inovadoras para a sociedade, o PNI fortalece a cultura de inovação no País. “É para dizermos que sim. O Brasil faz inovação e tem capacidade científica e tecnológica para competir globalmente, e a Lei do Bem é central nesse processo”, ressalta Almeida Filho. 

As candidaturas passam por quatro etapas: habilitação, que verifica a conformidade das inscrições; avaliação, feita por especialistas que atribuem notas conforme os critérios da premiação; validação, em que semifinalistas apresentam seus projetos; e, por fim, seleção, definida por banca de jurados e pelo voto dos participantes do Congresso de Inovação da Indústria. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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