CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

TECNOLOGIA

MCTI inaugura primeiro Centro de Pesquisa em Tecnologia Assistiva do País

Publicados

TECNOLOGIA

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inaugurou, nessa terça-feira (31), o primeiro Centro de Acesso, Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva (Capta), instalado no Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro (RJ). A ideia é que o local seja um catalisador de ideias e instituições de desenvolvimento de tecnologias assistivas.

O centro, conduzido pelo MCTI, faz parte das ações do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Novo Viver sem Limites), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). “O Capta foi concebido como um instrumento de recepção de demandas na área de tecnologia assistiva”, explicou o coordenador-geral de Tecnologia Assistiva do MCTI, Milton de Carvalho.

A tecnologia assistiva engloba produtos, equipamentos, recursos, estratégias, metodologia e serviços que promovem a qualidade de vida, autonomia, independência e inclusão social de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, publicada em 2015, garante o acesso a esse tipo de inovação.

Segundo a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa, o centro é uma resposta às demandas da sociedade. “A criação dos centros em todo o País integra os compromissos assumidos no plano nacional. O Capta do Instituto Benjamin Constant é o primeiro desses espaços, estruturado para ampliar o acesso, o conhecimento e o uso dessas tecnologias pela população”, disse.

Leia Também:  INPE realiza pré-estreia do documentário "Ciência na Mira" durante a COP30, em Belém

O local tem ambientes de experimentação, adaptação e difusão de recursos, com foco na autonomia e na participação social das pessoas com deficiência. “O Capta é um marco histórico e um serviço estratégico dentro do ecossistema de tecnologia assistiva, que vem sendo ampliado de maneira significativa no País. O centro organiza um ponto de encontro entre as demandas da população com deficiência e as redes de pesquisa e desenvolvimento, permitindo que a inovação produza respostas com impacto direto na vida das pessoas”, disse o diretor de Relações Institucionais da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do MDHC, Alex Reinecke de Alverga.

Os centros estarão preparados para oferecer apoio e orientação acerca dos direitos previstos Art. 8º da Lei 13.146/2015: direitos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização, ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e econômico.

Leia Também:  Cetene lança edital para jovens startups e projetos de base científica

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TECNOLOGIA

Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

Publicados

em

Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

Leia Também:  INPE realiza pré-estreia do documentário "Ciência na Mira" durante a COP30, em Belém

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

Leia Também:  Parceiro do Observatório Nacional lista as principais chuvas de meteoros em 2026

A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA