TECNOLOGIA
MCTI investe em infraestrutura multiusuários e renovação tecnológica em laboratórios de astrofísica
TECNOLOGIA
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, esteve em Minas Gerais nesta quinta-feira (25/4), celebrando importante momento para a astrofísica brasileira. A ministra visitou o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá, que comemora seus 40 anos, e o Observatório Pico dos Dias (OPD), na divisa com Brazópolis, palco do anúncio da sua ampliação e modernização, que celebra também os 45 anos da “primeira luz”.
A passagem da ministra pelo LNA foi marcada por uma cerimônia comemorativa que ressaltou a trajetória de quatro décadas de um centro que se consolidou como referência em infraestrutura de ponta, formação de cientistas e desenvolvimento de instrumentação científica de alto nível. O laboratório é um exemplo concreto do papel estratégico das unidades de pesquisa do MCTI.
A ministra Luciana Santos enfatizou a relevância dos equipamentos e da área para o desenvolvimento nacional. Segundo ela, “esses são equipamentos muito importantes para uma ciência e tecnologia que são muito estratégicas, que é a astrofísica, com toda sua complexidade”.
Para o Diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica, Dr. Wagner José Corradi Barbosa, “a presença da ministra Luciana Santos, primeira mulher a comandar o MCTI em 40 anos, no evento de celebração dos 40 anos do LNA e 45 anos do OPD, revigorou as forças de toda a equipe para continuarmos a impulsionar novas descobertas. De forma muito carinhosa, ela reforçou a importância da instituição para a excelência da astronomia brasileira, tanto por meio da disponibilização da infraestrutura observacional, quanto pela capacidade instalada para construção de instrumentação científica que nos permite exportar alta tecnologia”.
O LNA oferece acesso aberto a telescópios para a comunidade científica brasileira e participa ativamente de consórcios internacionais. Também constrói instrumentos de alta precisão para os maiores observatórios do mundo, contribuindo significativamente para a divulgação científica e a popularização da ciência.
Investimento em infraestrutura
A visita ao Observatório Pico dos Dias foi marcada por momento simbólico que dá início à ampliação e modernização de suas instalações. Com o apoio do MCTI, via Finep, o Observatório receberá um investimento de mais de R$ 30 milhões para a implantação de nova infraestrutura multiusuários e a renovação tecnológica, com a instalação de seis novos telescópios robóticos e a ampliação de suas capacidades operacionais.
O Observatório Pico dos Dias, lar de um dos maiores telescópios da América do Sul, é considerado um orgulho da ciência brasileira e um exemplo de como a colaboração entre ministérios, universidades, indústria e governos locais pode impulsionar a inovação.
A ministra apresentou dados que evidenciam o aumento significativo dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação em Minas Gerais. Segundo Luciana Santos, “nunca se investiu tanto em ciência, tecnologia e inovação. Em Minas Gerais, no período de 2019 a 2022, os desembolsos médios anuais eram da ordem de R$ 165 milhões. Já nos anos de 2023 e 2024, esses desembolsos anuais médios alcançaram mais de R$ 700 milhões aqui no estado, uma evolução superior a 320%. E, no mês de abril, os desembolsos já superavam R$ 232 milhões, volume 40% superior à média do período de 2019 a 2022”.
“Os investimentos feitos pelo MCTI, via Finep, permitirão que o LNA continue a cumprir sua missão de liderar o avanço da astronomia brasileira, ampliar a interação com o setor produtivo e investir na popularização da ciência”, disse o diretor do Laboratório com entusiasmo.
Por fim, a ministra reforçou o compromisso do governo federal com o fortalecimento da ciência nacional. “Neste ano em que o LNA completa 40 anos e o OPD, 45, celebramos também os 40 anos do nosso Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. E seguimos firmes no compromisso de fortalecer cada vez mais a ciência nacional”, disse.
A visita da ministra aos observatórios mineiros reforça o papel da ciência e tecnologia para o desenvolvimento do país e celebra a história de instituições que moldaram a astrofísica brasileira. “Não temos dúvidas. O futuro do Brasil passa pelo investimento em conhecimento, inovação e educação científica. Não há desenvolvimento sustentável sem ciência. E não há soberania tecnológica sem investimento constante em pesquisa básica e infraestrutura”, finalizou a ministra.
TECNOLOGIA
MCTI inaugura novas linhas de luz do Sirius e amplia capacidade de pesquisas em áreas estratégicas
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) inauguraram, nesta segunda-feira (18), em Campinas (SP), quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, maior infraestrutura científica do país. O evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, é mais um marco do protagonismo brasileiro nessa área. As novas linhas irão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em temas estratégicos, como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
A ministra Luciana Santos acompanhou, ainda, o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional em saúde. A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. A programação em Campinas reforçou, portanto, os investimentos do Governo do Brasil em infraestrutura científica de alta complexidade, inovação tecnológica e soberania nacional.
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Sirius demonstra a capacidade do Brasil de produzir ciência de ponta e usá-la em benefício do país e de seu povo. “O que estamos vendo aqui é a prova de que o Brasil pode produzir ciência de classe mundial. Investir em estruturas como o Sirius é investir na formação de pesquisadores, na soberania nacional e na capacidade do país de transformar conhecimento em desenvolvimento para o Brasil”, afirmou o presidente.
De acordo com a ministra, o Sirius transforma o potencial científico brasileiro ao permitir que pesquisas estratégicas passem a ser realizadas no país. “O Brasil passou a integrar o grupo de nações que dominam a tecnologia de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico, ampliando pesquisas em medicamentos, vacinas, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, destacou.
LUZ SÍNCROTRON
A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X. Com o uso dessa luz especial, é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.
O seu amplo espectro permite realizar diferentes tipos de análise com as diversas radiações que a compõem. Já seu alto brilho possibilita experimentos extremamente rápidos e a investigação de detalhes dos materiais na escala de nanômetros. Com a luz síncrotron, é também possível acompanhar a evolução no tempo de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em frações de segundo.
SIRIUS
O acelerador de partículas Sirius, com 68 mil metros quadrados, funciona como um “supermicroscópio”. Diferentemente da câmera que capta paisagens e pessoas, essa imensa máquina é capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Com o equipamento, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo, o país integra o grupo restrito de nações com fonte de luz síncrotron de quarta geração.
Para o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Antonio José Roque da Silva, o Sirius fortalece a capacidade brasileira de transformar ciência em inovação. “Aqui, pesquisadores desenvolvem soluções em áreas como saúde, energia, novos materiais e biocombustíveis. Poucos países reúnem, em um mesmo ambiente, tanta capacidade científica e tecnológica”, destacou.
DESENVOLVIMENTO NO BRASIL
O Sirius atende a pesquisadores do Brasil e do exterior em estudos sobre saúde, energia, agricultura, meio ambiente, novos materiais, entre outras. Entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil, fortalecendo cadeias industriais de alta precisão e a engenharia nacional.
Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas:
LINHA DE LUZ TATU – A linha de luz Tatu é a primeira a ser inaugurada no contexto da segunda fase do projeto Sirius. Financiada pelo Novo PAC, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será a primeira, em uma fonte de luz de quarta geração, a operar na faixa dos terahertz. A linha permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. As pesquisas desenvolvidas na Tatu poderão contribuir para avanços em áreas como telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz, além de ampliar as possibilidades de investigação em ciência de materiais e sistemas biológicos.
LINHA SAPUCAIA – A linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, além de pesquisas no contexto da parceria científica entre Brasil e China.
LINHA QUATI – A linha Quati permitirá investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.
LINHA SAPÊ – As pesquisas realizadas na linha de luz Sapê terão impactos no desenvolvimento de materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.
INOVAÇÃO EM SAÚDE
Em parceria com o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) será o primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, reunindo competências em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação e desenvolvimento de dispositivos médicos e diagnósticos avançados. O CNPEM reunirá capacidades avançadas em pesquisa e inovação para impulsionar o desenvolvimento nacional de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos, diagnósticos disruptivos e outras tecnologias estratégicas para a saúde pública brasileira.
Também acompanharam as atividades em Campinas, nesta segunda-feira (18), o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda; o diretor-geral da CNPEM, Antonio José Roque da Silva; e a presidenta do Conselho de Administração do CNPEM e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Marcela Chami Gentil Flores; entre outras autoridades.
A iniciativa prevê também a construção de um novo prédio que deve integrar competências em biotecnologia, genômica, inteligência artificial, plataformas microfluídicas e tecnologias avançadas de imageamento e biologia estrutural, consolidando um ambiente voltado à aceleração da inovação em saúde, por meio da conexão e da integração de diferentes atores envolvidos no processo de inovação radical.
O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde contribuirá para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira. A iniciativa favorece a articulação entre ciência, inovação, setor produtivo e políticas públicas, ampliando a capacidade do país de responder a desafios sanitários, estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico e acelerar a chegada de novas soluções ao sistema público de saúde.
ORION
O presidente Lula também recebeu informações sobre o andamento das obras do Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, no caso, o Sirius.
O projeto permitirá ao Brasil estudar patógenos com infraestrutura inédita na América Latina. O Orion vai fortalecer a capacidade nacional no desenvolvimento de diagnósticos, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas, além de ampliar a soberania brasileira no enfrentamento de futuras crises sanitárias.
O CNPEM
O CNPEM, responsável pelo Sirius e por desenvolver o Orion, abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo MCTI, é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade.
Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no país, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação.
As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).
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