TECNOLOGIA
MCTI reforça a importância da Embrapii no ecossistema de inovação nacional
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) marcou presença no evento “Brasil que Inova: Embrapii impulsiona o futuro da indústria”, realizado nesta segunda-feira (5), em Goiânia (GO). Promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o encontro reuniu parceiros institucionais, pesquisadores e representantes do setor produtivo para apresentar resultados, demonstrar tecnologias desenvolvidas, anunciar a ampliação da rede de unidades credenciadas e firmar novas parcerias estratégicas.
O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD/MCTI), Henrique Miguel, transmitiu uma mensagem da ministra Luciana Santos em reconhecimento à atuação da Embrapii e de todo o ecossistema de inovação presente no evento.
Henrique Miguel ressaltou que a Embrapii foi idealizada para ser a “Embrapa da indústria” e hoje é uma peça-chave no fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
“O avanço que já se conseguiu nesse espaço de tempo é realmente significativo e impactante”, disse o secretário, ao destacar também o apoio contínuo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras agências de fomento.
O secretário lembrou que a Embrapii coordena dois Programas Prioritários de Investimento (PPIs) da Lei de TICs, o IoT/Manufatura 4.0, além do HardwareBR – que já viabilizaram a criação de oito centros de competência.
“Várias empresas e instituições de pesquisa querem utilizar de todos os mecanismos existentes, e aquelas que são elegíveis querem participar e se tornar unidades e centros de competência Embrapii”, afirmou, defendendo que estruturar e fortalecer universidades e centros de pesquisa é fundamental para o avanço da inovação no Brasil.
O diretor-presidente da Embrapii, Alvaro Prata, enfatizou o papel da instituição na articulação entre governo, empresas e academia para fortalecer a base tecnológica do país. “Estamos aqui para fortalecer a indústria nacional, para fortalecer os empresários e as empresas que geram emprego, geram riqueza e que transformam o nosso país. Sabemos que, cada vez mais, as nossas empresas precisam ser competitivas, e a maneira de incorporar as grandes revoluções em curso é através da inovação”, pontuou.
Também presente no evento, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC/MCTI), Daniel Almeida Filho, destacou a parceria estratégica entre a SETEC e a Embrapii. Ele apontou que são “instituições-irmãs no fomento à inovação”.
“A ideia de integrar o desenvolvimento tecnológico feito nas instituições de ciência e tecnologia ao setor produtivo, principalmente industrial é uma tarefa premente da Secretaria. Por isso, costumo dizer que a SETEC é a Embrapii ponto gov, ou que a Embrapii é a SETEC S.A.”, discursou.
O secretário ainda acrescentou a agilidade e os resultados concretos da Embrapii, como a média de 5,8 dias para liberação de recursos às empresas.
“Inovação hoje é um ato de sobrevivência e cabe ao governo compartilhar o risco tecnológico com o setor produtivo por meio de financiamento direto ou benefício fiscal”, completou Daniel Almeida Filho.
Parceria estratégica pela inovação
Vinculada ao MCTI, a Embrapii atua em parceria com instituições de pesquisa e empresas, estimulando a inovação industrial por meio de um modelo ágil de cofinanciamento. A estratégia permite o desenvolvimento de soluções tecnológicas em áreas como transformação digital, inteligência artificial, transição energética e biotecnologia.
A Embrapii já apoiou 3,2 mil projetos de inovação realizados por 2,1 mil empresas em todo o país, somando R$ 6 bilhões em investimentos. Conta atualmente com 93 Unidades credenciadas, distribuídas em regiões estratégicas, e mantém sua atuação focada no fortalecimento da base tecnológica da indústria nacional.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

