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Ministra dá posse ao novo diretor-geral da RNP, Lisandro Granville

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Nesta quarta-feira (2), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou da cerimônia de posse do novo diretor-geral da RNP, Lisandro Granville. Ele assume o lugar de Nelson Simões, que comandou a organização social por quase 20 anos.

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é uma organização social vinculada ao MCTI que foi criada em 1989 com o objetivo de construir uma infraestrutura de rede de internet para universidades e instituições de ensino.

“Ao longo dos anos, a RNP expandiu seu alcance e atuação, hoje trabalhando em conjunto com alunos, professores e pesquisadores para desenvolver novas tecnologias com foco em inovação contínua”, disse Luciana Santos.

A ministra agradeceu o trabalho feito pelo ex-diretor Nelson Simões e completou dando no boas-vindas a Lisandro Granville.

O novo diretor é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Computação e professor titular do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Está há 16 anos na RNP, atuando, inclusive, com um papel importante em iniciativas como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC) e o programa Hackers do Bem. Ele chega com o desafio de comandar a RNP em projetos como o Conecta e as Infovias Estaduais.

“O orgulho de trabalhar numa organização tão especial, competente e fundamental para a ciência nacional também só cresceu. Um dos meus principais objetivos será trabalhar para que o nosso amor e orgulho pela RNP só aumente, e cuidando das pessoas, porque assim entregaremos à sociedade aquilo que a sociedade espera de nós, os nossos valores. Inovação, pioneirismo, cooperação, colaboração, compromisso, comprometimento, ética, transparência e respeito”, discursou.

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O secretário de Ciência, Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, que também preside o Conselho de Administração da RNP, ressaltou o trabalho realizado por Nelson Simões para a integração da sociedade acadêmica.

“O Nelson sempre fez um trabalho de muita dedicação, de muito esforço, de muito apoio às iniciativas que a gente adotava, especialmente no nordeste brasileiro para uma integração de fóruns da nossa comunidade acadêmica, científica. A sua trajetória, a história, e o reconhecimento de nós pelo trabalho ressalta a importância que tem a RNP na sua vida e também na nossa vida, na vida do povo brasileiro, especialmente aqueles que produzem ciência no nosso no nosso país”, enfatizou o secretário.

Obras do PAC

A ministra Luciana Santos reforçou o compromisso com a RNP lembrando que é a primeira vez que os projetos da organização entram no PAC.
“Desde o início da nossa gestão, temos procurado valorizar o trabalho conjunto com a RNP. Prova disso é que um dos projetos estratégicos que o ministério incluiu no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que é o Programa Conecta, é executado com a RNP, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o FNDCT”, destacou a ministra.

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Entre 2023 e 2026, o MCTI irá investir R$ 629 milhões  em iniciativas como as 19 infovias estaduais, que somam mais de 40 mil quilômetros de fibra óptica. “Levando conectividade às cidadezinhas mais remotas do país, nos rincões onde a iniciativa privada não quer ir”, pontuou Luciana Santos.
O MCTI, por meio da RNP, também atua na qualificação de jovens nas áreas da transformação digital. O programa Hackers do Bem, capacitou, em 2024, cerca de 35 mil alunos e profissionais de TI em segurança cibernética, com um montante investido na ordem de R$ 34 milhões.

“E, neste ano, queremos reproduzir esse resultado. Por meio do Hub Nacional de Cibersegurança, a iniciativa vai conectar alunos, profissionais, laboratórios de pesquisa, startups e instituições, fortalecendo o ecossistema brasileiro de cibersegurança”, finalizou a ministra Luciana Santos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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