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No Mês da Mulher, webinário celebra pesquisadoras de tecnologias habilitadoras

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Para celebrar o Mês da Mulher, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) exibe ao longo de março uma série de webinários intitulada Mulheres que Habilitam o Futuro. Com cinco episódios, a iniciativa destaca pesquisadoras que lideram projetos nas áreas de nanotecnologia, fotônica, materiais avançados e tecnologias quânticas. 

A série conta com cinco episódios, que serão publicados toda terça-feira a partir das 12h. Os programas estarão disponíveis no YouTube do MCTI. As áreas de pesquisa escolhidas compõem as chamadas tecnologias habilitadoras, que têm alto potencial de gerar inovação. Os setores fazem parte das atribuições da Secretaria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Setec) do MCTI.

O objetivo dos webinários é valorizar a liderança feminina na ciência, fortalecer a divulgação científica e inspirar novas gerações de meninas e mulheres em direção às carreiras de ciência e tecnologia. Nos episódios, cada pesquisadora fala sobre trajetória profissional, desafios, conquistas e perspectivas. Os programas também destacam as políticas do MCTI voltadas às tecnologias habilitadoras. O primeiro episódio já está disponível

Conheça as profissionais convidadas:

A pesquisadora Solange Binotto Fagan, mestre e doutora em física e vice-reitora da Universidade Franciscana (UFN) participa do primeiro episódio. Com atuação reconhecida na área de nanotecnologia, é vice-coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Nanomateriais de Carbono e coordenadora da Rede Nacional de Mulheres na Nanociência, além de ser premiada por diversas iniciativas acadêmicas e científicas.

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Giovanna Machado, do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), também integra a série. A cientista já esteve à frente da direção do Centro e é coordenadora do laboratório da unidade de pesquisa do MCTI que faz parte do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano-MCTI), um dos principais programas do ministério voltado ao fortalecimento da infraestrutura multiusuária e ao desenvolvimento tecnológico na área. Ela é uma das idealizadoras do Programa Futuras Cientistas, que está em sua 12ª edição e tem impactado positivamente a formação de jovens cientistas em todo o País.

Representando a área de fotônica, participa a pesquisadora Denise Zezell, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), entidade vinculada ao MCTI. Ela é coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Radiações na Saúde, além de vice-coordenadora do Laboratório de Lasers e Aplicações, integrante do Sistema Nacional de Laboratórios de Fotônica (Sisfóton-MCTI). Ela é a atual presidente da Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica (SBFoton), desempenhando papel relevante na articulação da comunidade científica da área.

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A série conta ainda com a participação da professora Manoela Domingues Martins, pesquisadora e professora na Universidade Federal do Rio Grade do Sul. Manoela coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biofotônica Aplicada à Saúde Bucal (Biofotobucal), além de liderar projetos de extensão voltados ao atendimento odontológico de pacientes oncológicos e pesquisas em laser aplicado à saúde. 

Encerrando a série, a professora Ester Lopes Ricci, uma das idealizadoras da Olimpíada Nacional de Nanotecnologia (Onano), apresenta essa plataforma digital gratuita e totalmente online, que está em sua 3ª edição. A Onano representa uma importante estratégia de popularização científica, ao estimular o interesse precoce pela nanotecnologia, desenvolver pensamento crítico e despertar vocações para áreas estratégicas de ciência, tecnologia e inovação. Ao transformar o aprendizado em uma experiência interativa e desafiadora, a iniciativa amplia o acesso ao conhecimento e contribui para a formação de futuros talentos científicos. Durante o episódio, estudantes premiadas também compartilham suas experiências e o impacto da olimpíada em suas trajetórias. 

Acesse a playlist para ver todos os episódios da série Mulheres que Habilitam o Futuro. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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