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Programa CI Expert abre inscrições para formar especialistas em microeletrônica

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Estão abertas até 31 de novembro as inscrições para o Programa CI Expert, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Chip Tech Brasil, em parceria com a Softex. O objetivo é formar 468 profissionais em microeletrônica e semicondutores, com foco em circuitos integrados e implementação de chips.  

Para fortalecer a diversidade no setor, 30% das vagas são destinadas a mulheres, estimulando sua participação em áreas de alta tecnologia. No Brasil, elas representam 32,5% da força de trabalho em TI, mas ainda recebem, em média, 15,6% menos que os homens. A desigualdade também se reflete na formação acadêmica: apenas 16,5% das matrículas em cursos de tecnologia da informação são de mulheres, segundo o estudo W-Tech – O Panorama da Participação Feminina no Setor de TICs, do Observatório Softex. 

Com abrangência nacional, o programa será executado em cooperação com o Instituto iRede, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei). 

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A formação terá duração de 24 meses e combina teoria e prática: aulas presenciais e on-line, atividades hands-on, projetos aplicados e imersão em empresas de tecnologia. O curso contará com laboratórios especializados e docentes experientes, além de parcerias estratégicas com companhias nacionais e internacionais da indústria de semicondutores. 

O CI Expert é voltado a estudantes e profissionais das áreas de engenharia, computação, física, matemática, estatística e setores correlatos. O público-alvo inclui alunos de graduação e graduados em cursos como engenharia elétrica, ciência da computação, engenharia de computação, análise de dados, engenharia de telemática, estatística, engenharia de automação, engenharia física, física, matemática, engenharia mecatrônica. Os interessados passarão por um processo seletivo criterioso de forma a assegurar a aderência dos selecionados aos objetivos da formação. 

As inscrições podem ser feitas até 31 de novembro no endereço https://ciexpert.irede.org.br.  Para mais informações sobre o Programa CI Expert, visite https://ciexpert.softex.br. 

Com informações da Softex 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Governo do Brasil lança edital de arborização e mapeamento de ilhas de calor

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O Governo do Brasil anunciou a destinação de R$ 19 milhões para o financiamento de projetos de arborização e da plataforma Geocau de mapeamento de calor. Os anúncios ocorreram durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, em Brasília (DF). As ações integram o projeto CITinova II, estruturado por meio de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Cidades.

Nos últimos 11 anos, o mundo tem enfrentado os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO). Esses impactos são sentidos mais intensamente nas cidades. Por isso, o edital ArborizaCidades alocará os R$ 19 milhões a partir do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo Clima. A chamada pública é direcionada a municípios com população de 20 mil a 750 mil habitantes, com teto de R$ 2 milhões por projeto e prazo de execução de 36 meses.

Na área de monitoramento, o sistema Geocau foi desenvolvido com a Embrapa Agricultura Digital. A plataforma cruza dados de temperatura com a malha de setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de ilhas de calor em todos os municípios brasileiros. Como suporte, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, composta por cinco volumes. A publicação contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil.

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Impactos climáticos

A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade (CGEB), Claudia Morosi Czarneski, relatou a centralidade das áreas urbanas no cenário climático. “É nelas que se concentra a maior parte da população, da atividade econômica e das emissões de gases de efeito estufa.” Segundo a coordenadora, os impactos climáticos, como enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.

Para mitigar esses efeitos, o governo utiliza Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Czarneski detalhou que “áreas verdes, corredores ecológicos, parques urbanos, arborização e sistemas naturais de drenagem são exemplos de intervenções que geram múltiplos benefícios: reduzem riscos, melhoram a qualidade de vida, fortalecem a resiliência e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas”. Ela acrescentou que a expansão dessas áreas e a arborização podem reduzir as temperaturas e combater ilhas de calor.

Financiamento e articulação

A viabilização econômica das propostas é um dos eixos do projeto CITinova II. A coordenadora definiu a iniciativa como uma ação que “reconhece a complexidade dos desafios urbanos e busca integrar planejamento, governança e financiamento para promover transformações estruturais”.

Sobre a mobilização de capital, Claudia pontuou a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros nacionais. “Isso significa mobilizar recursos e criar condições para que projetos com foco em clima e biodiversidade sejam estruturados de forma adequada, tornando-se financiáveis e atrativos”. O objetivo é apoiar estados e municípios na incorporação das temáticas de clima desde a concepção das iniciativas.

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O Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes é promovido pelo MMA, em parceria com Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Cool Coalition, além do apoio da C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. Atualmente, o programa tem a adesão de 1,3 mil municípios (23% do total nacional) e a iniciativa AdaptaCidades presta assistência técnica a 581 prefeituras, englobando 53 milhões de pessoas.

A programação também inclui o Programa Mutirão Brasil, com sessões técnicas sobre planejamento climático na Amazônia e gestão de resíduos, além da apresentação da Bússola Climática, ferramenta baseada em inteligência artificial para apoio à tomada de decisão climática com base em dados. Conforme concluiu Czarneski, “o enfrentamento do calor extremo e das mudanças climáticas exige ação coordenada, inovação e compromisso”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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