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Seminário no MCTI debate tecnologia de modificação da radiação solar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promove em 24 de setembro, em Brasília (DF), o seminário Modificação da Radiação Solar: Perspectivas, Incertezas e Desafios Éticos e de Governança. O evento, que conta com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), reunirá pesquisadores nacionais e internacionais para debater uma geoengenharia das mais sensíveis da ciência climática.

O evento será das 8h30 às 16h15, no Auditório Renato Archer, do MCTI, com transmissão on-line e tradução simultânea para o inglês. O seminário é gratuito e aberto ao público, mediante inscrição pela internet.

Veja a programação prévia do seminário.

A programação contará com especialistas como Thelma Krug (ex-vice-presidente do Painel Intergovernametal sobre Mudanças Climáticas — IPCC), Paulo Artaxo (Universidade de São Paulo — USP), Peter Irvine (Universidade de Chicago), Inés Camilloni (Universidade de Buenos Aires), Janos Pasztor (ex-assessor da Organização das Nações Unidas — ONU), entre outros nomes da ciência, da política e da sociedade civil.

Modificação da Radiação Solar (SRM, na sigla em inglês)

Recentemente, têm sido divulgadas várias propostas envolvendo tecnologias de reflexão parcial da luz solar, para amenizar ou minimizar os impactos do aquecimento global. A maior parte dessas propostas concentra-se ainda em estudos por modelos computacionais, mas, em alguns casos, experimentos locais e em escala reduzida têm sido desenvolvidos para testar os resultados fornecidos pela modelagem. Para além desses estudos, a atenção do setor privado torna-se cada vez mais ambiciosa na busca do desenvolvimento de tecnologias cujos efeitos são largamente desconhecidos.

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O conhecimento amplo dessas iniciativas é importante por várias razões, como evitar que se tornem instrumentos de competição geopolítica e compreender seus impactos na dinâmica climática. De acordo com o iCS, o seminário pretende destacar a necessidade de transparência e regulação da pesquisa nesse campo. Além disso, as discussões vão levantar as preocupações sob diferentes perspectivas sobre os potenciais riscos ao meio ambiente e ao sistema climático, entre outros.

Serviço
Evento:
Seminário Modificação da Radiação Solar: Perspectivas, Incertezas e Desafios Éticos e de Governança
Data: 24 de setembro
Horário: das 8h30 às 16h15
Local: Auditório Renato Archer, MCTI – Esplanada dos Ministérios, Bloco E, Brasília (DF)
*Haverá transmissão on-line, com tradução simultânea para o inglês

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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