TECNOLOGIA
Vencedores da Olimpíada Nacional de Ciências 2025 recebem medalhas em Brasília
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A solenidade de premiação da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2025 reuniu, nesta quarta-feira (3), em Brasília (DF), 50 estudantes vencedores de escolas públicas e privadas de todo o País. Eles receberam medalha e certificado por apresentarem os melhores trabalhos sobre o papel do oceano na sustentabilidade, na biodiversidade e no futuro da humanidade. Foram 5.239.932 inscritos, representando 5.118 municípios brasileiros, da educação básica, do 3º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.
Com o tema Oceano, a ONC 2025 mergulhou na reflexão sobre a importância dos mares para o equilíbrio do planeta. O oceano é berço da vida e essencial na regulação climática, eixo fundamental no debate da Década da Ciência Oceânica e do Ano da Cultura Oceânica, declarado para 2025. A cerimônia organizada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), teve o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e contou com a presença da ministra Luciana Santos, de outras autoridades, além de professores e familiares de medalhistas.
A ministra ressaltou o papel estratégico da popularização científica no País e reforçou o compromisso do MCTI com a formação de novos talentos. Ela destacou que investir em ciência é investir diretamente na transformação social, no desenvolvimento tecnológico e na construção de um futuro mais sustentável e inovador.
“Nós retomamos a secretaria dedicada à popularização da ciência porque ela é estruturante. Quando falamos de inclusão e popularização, afirmamos o óbvio: a necessidade das evidências científicas para resolver grandes problemas. O conhecimento transforma vidas. A ciência está em tudo das vacinas aos satélites, dos transportes às telecomunicações. Esse é o patrimônio que precisamos preservar”, afirmou Luciana.
A premiação
A diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, destacou o caráter inclusivo e mobilizador da ONC. Ela enfatizou que a olimpíada alcança estudantes de diferentes regiões e realidades do País, demonstrando a capacidade da ciência de unir e estimular jovens talentos.
“A Olimpíada Nacional de Ciências é um caso de sucesso no Brasil inteiro. É transversal, trabalha com diversos campos da ciência e revela talentos que queremos ver nas universidades e institutos federais. A ciência serve para melhorar a vida das pessoas, e queremos vocês pensando soluções que transformem realidades. Continuem incentivando colegas e sigam firmes nessa caminhada”, disse a diretora aos jovens premiados.
Já o coordenador nacional da ONC, Jean Carlo Catapreta, celebrou o alcance da olimpíada e o desempenho dos estudantes medalhistas. “A ONC começou com mais de 5,3 milhões inscritos e chegou ao final com 20 mil medalhistas. Isso representa 0,001% de quem iniciou. Vocês são o que existe de melhor em ciência no Brasil. Parabéns também às famílias, que apoiam os estudantes todos os dias”, ressaltou.
Representando a Universidade Federal do Piauí, instituição organizadora, o reitor em exercício Edmilson Miranda de Moura valorizou o papel da educação e das mulheres na ciência, mencionando a reitora da UFPI, Nadir do Nascimento Nogueira, primeira mulher a ocupar o cargo na universidade. “Sou professor e sei o quanto é desafiador fazer com que os alunos acreditem em si. Vocês superaram essa fase. Estar aqui hoje é motivo de orgulho e aplausos”, afirmou o reitor em exercício.
Entre os premiados, estava o estudante Gustavo Chaves, de 12 anos, aluno do colégio Leonardo Da Vinci, da Asa Norte, Brasília. Medalhista da edição, na categoria de Nível A, que acolhe alunos do 6º e 7º ano, ele celebrou a experiência de participar da ONC pela primeira vez. “Achei muito legal o tema oceano, gostei de participar, e não esperava ficar entre os melhores, mas estou feliz de estar aqui recebendo este prêmio”, disse.
Sobre a ONC
Fruto de um projeto de extensão da UFPI, a ONC se configura como a única Olimpíada do Conhecimento no Brasil inteiramente interdisciplinar, abrangendo conteúdos de astronomia, biologia, física, história e química. Executada com recursos do MCTI, a iniciativa conta com comissão científica elaboradora formada pelas instituições parceiras.
A ONC integra o Programa Ciência na Escola e é promovida por cinco instituições científicas brasileiras: Sociedade Brasileira de Física (SBF), Associação Brasileira de Química (ABQ), Instituto Butantan, Sociedade Astronômica Brasileira e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
TECNOLOGIA
Governo do Brasil anuncia ações para fortalecer proteção ambiental e enfrentar mudanças climáticas
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta quarta-feira (10), da cerimônia em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um conjunto de ações para fortalecer a proteção ambiental, enfrentar a mudança do clima e impulsionar o desenvolvimento sustentável no País. O evento, que ocorreu no Palácio do Planalto e celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente, reuniu ministros, autoridades e representantes da sociedade civil.
Durante a cerimônia, o Governo do Brasil apresentou medidas voltadas à conservação dos biomas brasileiros, à ampliação do reconhecimento dos serviços ambientais prestados por comunidades tradicionais e à preparação do País para os desafios da transição ecológica e da adaptação climática.
Um dos principais atos foi a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga que, acompanhada do lançamento do Programa Recaatingar, passa a contar com aporte inicial de R$ 60 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste (BNB). Além disso, foi anunciada a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), investimentos voltados para a agenda ambiental brasileira, além de outras ações.
Segundo Luciana Santos, a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforça a importância da produção científica e da inovação tecnológica para subsidiar políticas públicas de proteção ambiental, monitoramento dos biomas, enfrentamento dos eventos climáticos extremos e desenvolvimento de soluções sustentáveis para o País. “A ciência, a tecnologia e a inovação têm papel decisivo na construção de um modelo de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. O conhecimento científico é fundamental para orientar políticas públicas e gerar soluções para os desafios climáticos do presente e do futuro”, destacou.
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