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O Boletim do Leite de maio já está disponível!
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Cepea, 24/05/2022 – Nesta edição, confira:
Oferta segue limitada e preço do leite cru, em alta
O preço do leite captado em março/22 e pago aos produtores em abril/22 atingiu R$ 2,4269/litro na “Média Brasil” líquida, aumentos de 8,4% frente ao mês anterior e de 9,1% em relação ao de março/21, em termos reais. Com isso, a alta acumulada desde o início do ano chega a 9,7% (valores deflacionados pelo IPCA de abril/22). E, de acordo com pesquisas em andamento do Cepea, a tendência altista deve se persistir para o próximo mês, com a valorização do leite captado em abril e pago em maio podendo superar os 5% na Média Brasil.
Com matéria-prima encarecida, derivados seguem valorizados em abril
Pesquisa realizada pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que os preços dos derivados lácteos negociados entre indústrias e canais de distribuição continuaram em alta em abril. A menor produção de leite no campo e o aumento do preço da matéria-prima limitaram o processamento de lácteos no mês. Assim, os estoques, que já estavam baixos em março, continuaram reduzidos em abril, resultando em novos reajustes positivos nos valores dos derivados.
Exportações quase triplicam entre março e abril
As exportações de derivados lácteos somaram aproximadamente 23 milhões de litros em equivalente leite no mês de abril, registrando alta de 192,45% em relação a março/22. Ainda assim, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o volume exportado em abril/22 recuou 16,38%. Conforme dados da Secex, as vendas externas de leites em pó representaram 70,5% do total de derivados exportado pelo Brasil, somando 16 milhões de toneladas, 57 vezes o embarcado no mês anterior. O valor médio do leite em pó exportado em abril foi de US$ 4,00/kg, recuando 0,4% em relação ao de março. Os países que mais compraram esse derivado do Brasil foram Argélia (que representou 52,4% do total comercializado), Israel (36,3%), Chile (5,2%) e Venezuela (3,1%).
Custo de produção acumula alta de 4,32% no 1º quadrimestre de 2022
Durante o mês de abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira subiu 0,24% na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). O aumento foi inferior aos registrados em março/22 (1,64%) e em abril/21 (0,48%). No acumulado de 2022 (janeiro – abril), o COE subiu 4,32%, bem menos que no mesmo período de 2021 (8,01%). A menor valorização dos concentrados nos primeiros quatro meses deste ano limitou a alta dos custos no período. Para o concentrado, especificamente, os custos recuaram 0,66% em abril na “Média Brasil”, entretanto os custos com alimentação continuam em patamar elevado.
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Pecuária intensiva avança no Brasil e estudo da Cargill analisa recorde de 2,7 milhões de animais confinados
A pecuária intensiva brasileira segue avançando em produtividade, tecnologia e gestão. A edição 2026 do Benchmarking Confinamento Probeef, desenvolvido pela Cargill Nutrição e Saúde Animal, registrou um novo recorde ao analisar 2,7 milhões de animais confinados, reforçando a dimensão e a tecnificação do setor no Brasil.
O levantamento representa cerca de 27% de todo o mercado nacional de confinamento bovino e consolida a maior base de dados sobre pecuária intensiva da América Latina.
Ao longo dos últimos dez anos, o estudo acumulou números expressivos:
- mais de 11,7 milhões de cabeças avaliadas;
- cerca de 110 mil lotes monitorados;
- participação de 300 confinamentos no Brasil, Bolívia e Paraguai.
A maior concentração dos rebanhos avaliados permanece nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, principais polos da pecuária de corte intensiva.
Brasil fortalece liderança global na produção de carne bovina
O avanço do confinamento acompanha a expansão da produção nacional de carne bovina.
Segundo os dados apresentados no estudo, o Brasil alcançou no último ano a posição de maior produtor mundial de carne bovina, com produção estimada em 12,35 milhões de toneladas.
No mesmo período, o confinamento brasileiro praticamente dobrou de tamanho, atingindo aproximadamente 10 milhões de cabeças terminadas em sistema intensivo.
De acordo com Felipe Bortolotto, gerente de Tecnologia para Gado de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a transformação da atividade nos últimos anos foi marcada pela adoção crescente de ciência, dados e tecnologia no manejo pecuário.
Pecuária intensiva ganha escala e eficiência operacional
A edição de 2026, baseada em dados consolidados de 2025, revela a diversidade do confinamento brasileiro, abrangendo desde estruturas com mil animais até operações superiores a 90 mil cabeças.
Entre os principais indicadores observados no levantamento estão:
- 89,75% dos animais confinados são machos;
- peso médio de entrada de 377 quilos;
- permanência média de 112 dias no cocho.
- As raças predominantes seguem sendo:
- Nelore;
- cruzamentos industriais;
- F1 Angus.
Tecnologia e gestão impulsionam produtividade no confinamento
O estudo mostra avanço significativo da profissionalização da pecuária intensiva brasileira, especialmente na gestão operacional e no uso de tecnologia.
Entre os destaques do Benchmarking Probeef estão:
- Uso de softwares de gestão cresce no confinamento
Atualmente, 95% dos confinamentos analisados utilizam softwares de gestão operacional.
Nos sistemas mais eficientes do país, classificados entre os Top 10%, o índice de adoção tecnológica chega a 100%.
Produtividade da mão de obra aumenta 25%
A eficiência operacional também avançou nos últimos cinco anos.
A produtividade média por colaborador passou de 425 animais por funcionário em 2021 para 529 animais em 2025, crescimento de aproximadamente 25%.
Bem-estar animal ganha espaço nas propriedades
O levantamento aponta ainda maior preocupação dos confinamentos com infraestrutura voltada ao bem-estar animal.
Entre os sistemas avaliados:
- 55% possuem irrigação nos currais;
- 54% dos confinamentos Top 10 utilizam automação de trato e controle operacional.
Dietas de alta energia avançam na pecuária intensiva
Outro destaque é o crescimento do uso de dietas de alta densidade energética.
Segundo o estudo, 25% das operações já utilizam a chamada Dieta Fast, estratégia nutricional sem uso de volumoso, focada em maior eficiência produtiva.
Confinamentos mais eficientes reduzem custos e aumentam desempenho
Os sistemas classificados entre os 10% mais eficientes apresentam indicadores superiores em diferentes áreas da operação.
Entre os diferenciais observados estão:
- maior espaço por animal nos currais;
- protocolos mais longos de adaptação alimentar;
- uso de leitura noturna de cocho;
- maior controle operacional.
Segundo o levantamento, 77,3% dos confinamentos Top 10 utilizam 21 dias de adaptação alimentar, enquanto metade das operações adota leitura noturna de cocho para ajuste das dietas.
Como resultado, esses sistemas alcançam eficiência biológica 8% superior à média geral do estudo.
Além disso, a economia chega a 11,66 quilos de matéria seca por arroba produzida, o que representa redução aproximada de R$ 120 por cabeça nas condições atuais de mercado.
Inteligência de dados deve transformar ainda mais a pecuária brasileira
Para a Cargill, o futuro do confinamento brasileiro passa pela integração entre nutrição de precisão, inteligência de dados e inovação tecnológica.
A expectativa é de ampliação da base de informações do Benchmarking Probeef nos próximos anos, aprofundando análises que auxiliem produtores na tomada de decisões mais eficientes e sustentáveis.
O avanço da tecnificação reforça o movimento de modernização da pecuária brasileira, que busca aumentar produtividade, reduzir custos e ampliar competitividade no mercado global de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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