CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Governo do Estado promove ações de combate à insegurança alimentar da população

Publicados

MATO GROSSO

O Governo do Estado tem atuado para combater a insegurança alimentar da população mato-grossense. As ações de combate à fome, realizadas pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), já beneficiaram milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em uma iniciativa direta para as famílias carentes, o Governo entregou mais de 1,3 milhão de cestas básicas, contribuindo para que muitas pessoas tivessem alimento à mesa.

Estima-se que em Mato Grosso, de acordo com dados do Cadastro Único, há mais de 151 mil famílias vivendo na extrema pobreza. “Em um País, em que mais da metade da população convive com a insegurança alimentar, o Governo tem procurado fazer a sua parte e ajudar os que mais precisam”, pontuou a titular da Setasc, Rosamaria Carvalho. 

 

Uma pesquisa, divulgada nacionalmente pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), indica que 33,1 milhões de pessoas não têm o que comer no país. “Percorremos todo o Estado, levando alimento para a mesa das famílias mato-grossenses, em conjunto com as secretariais municipais. Conhecemos realidades de pessoas, que sobrevivem com pouco ou passam fome”, acrescentou Rosamaria. 

Leia Também:  VII Sarau Prosa, Poesia e Justiça será realizado em 28 de novembro

Ela lembra que, além das cestas básicas, o Governo do Estado beneficiou 100 mil famílias com transferência de renda. Pelo cartão Ser Família Emergencial, os beneficiários recebem R$ 200, a cada dois meses, exclusivamente para a compra de alimentos. As pessoas contempladas estão incluídas no Cadastro Único das Políticas Sociais do Ministério da Cidadania (CadÚnico) e recebem até R$ 79 per capita por mês.

 

Outro serviço oferecido pela Setasc, que também contribui para a segurança alimentar da população, é o Prato Popular. A unidade oferece marmitas ao custo simbólico de R$ 1 para as pessoas economicamente vulneráveis. Entre janeiro e maio deste ano, foram fornecidas 65 mil refeições. 

Na pandemia, período em que a população mais necessitava do apoio do poder público, o Governo manteve o funcionamento da unidade, se adequando à situação. As refeições passaram a ser fornecidas por marmitas. Além disso, o governador Mauro Mendes autorizou a distribuição gratuita de marmitas para os moradores de rua. Neste ano, já foram entregues 31 mil refeições paras as pessoas sem lar.

Leia Também:  Seduc realiza último aulão online com dicas e resoluções para o segundo dia do Enem

Serviço 

Prato Popular 

Endereço: Rua Baltazar Navarros, Nº 567, bairro Bandeirantes, em Cuiabá.

Atendimento: segunda a sexta-feira, de 11h às 13h, (exceto feriados).

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Judiciário articula rede de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas

Publicados

em

O fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho ganhou mais um importante capítulo em Mato Grosso. Na manhã desta segunda-feira (18), representantes do Poder Judiciário, Executivo estadual, empresários, instituições e atores da sociedade civil participaram, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), de uma reunião estratégica que antecede o lançamento oficial do projeto Emprega Lab no estado, o primeiro da região Centro-Oeste.

A iniciativa é resultado de articulações conduzidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto integra a estratégia nacional Pena Justa – Emprega e busca ampliar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Supervisor do GMF/TJMT, o desembargador Orlando Perri destacou que a ressocialização precisa estar diretamente ligada à geração de oportunidades reais de trabalho e capacitação.

“Eu tenho defendido e pregado que a ressocialização passa necessariamente pelo trabalho, pela profissionalização. Então, é preciso que nós levemos trabalho para dentro das unidades prisionais. Nós queremos o preso ressocializado e não reincidindo aqui fora”, afirmou.

Mato Grosso como território-piloto

O estado foi escolhido como território-piloto nacional por reunir condições institucionais e operacionais consideradas estratégicas para a implementação do projeto. A proposta prevê a criação de uma metodologia que poderá ser replicada em outros estados brasileiros, articulando Poder Judiciário, Executivo e setor produtivo para garantir empregabilidade dentro e fora do sistema prisional.

Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi ressaltou o simbolismo do momento.

Leia Também:  Primeira-dama de MT parabeniza alunos, professores e instituições premiadas pelo programa Alfabetiza MT

“Hoje não é um dia qualquer. Nós estamos aqui lançando o primeiro Emprega Lab nacional. O Emprega Lab é um hub de oportunidades, o lugar onde nós vamos trabalhar as estratégias de empregabilidade do sistema prisional. O que nós estamos tentando disseminar é que essas pessoas possam se educar pelo trabalho e, mais do que isso, possam ganhar um novo ofício, uma nova oportunidade para a vida. Isso é segurança pública”, destacou.

União entre instituições e iniciativa privada

O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho ressaltou que Mato Grosso já vem desenvolvendo políticas voltadas à empregabilidade no sistema penitenciário e que a chegada do Emprega Lab fortalece esse caminho.

“O foco hoje da Secretaria de Justiça é a questão de emprego dentro do sistema penitenciário. Acho que veio a coincidir esse momento político aqui do estado com o lançamento do primeiro Emprega Lab no Brasil”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 16,5 mil pessoas privadas de liberdade, sendo aproximadamente três mil já inseridas em atividades laborais. A meta do programa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos.

Presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles explica que a Fundação Nova Chance já atua em 36 municípios, mantém 392 termos de intermediação e acompanha aproximadamente três mil pessoas trabalhando atualmente.

“O emprego ajuda tanto quem está lá dentro do cárcere, quanto sua família lá fora. O trabalho ajuda a diminuir a reincidência”, pontuou.

Experiências que já dão resultado

A reunião também contou com relatos de empresários que já desenvolvem projetos de inclusão produtiva com pessoas privadas de liberdade. Empresário de Sinop, Carlos Cairo Montemezzo compartilhou a experiência positiva da integração entre trabalhadores contratados pelo regime CLT e mão de obra prisional.

Leia Também:  Diamante é legítimo: TJMT reconhece trabalho contínuo, coletivo e integrado em conquista inédita

“A integração acontece naturalmente quando o apenado percebe que pode voltar ao mercado de trabalho normal. A profissionalização, a qualificação e o olhar para a família fazem toda a diferença nesse processo”, relatou.

Atualmente, a empresa possui cerca de 65 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) trabalhando e projeta ampliar esse número para 150 nos próximos meses.

Também participaram da reunião a juíza federal e coordenadora do eixo Trabalho e Renda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria Rosi Meira Borba; o coordenador do GMF/TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto; a juíza Edna Ederli Coutinho; e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.

O que é o Emprega Lab

O Emprega Lab faz parte da estratégia Pena Justa – Emprega e funcionará como uma instância estadual de governança voltada à formulação de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta envolve a criação de oportunidades por meio do emprego formal, empreendedorismo, cooperativismo e economia criativa.

A iniciativa é articulada nacionalmente pelo CNJ, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as metas estabelecidas está alcançar, gradativamente, pelo menos 50% da população privada de liberdade inserida em atividades laborais.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA