POLÍCIA
Escolas Estaduais Tiradentes formam 420 alunos na Região Metropolitana
POLÍCIA
Alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes, de Cuiabá e Várzea Grande, participaram da solenidade de formatura, alusiva ao encerramento do ano letivo de 2022, na noite desta quarta-feira (07.12). A cerimônia foi realizada no pátio do Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso e reuniu pais, professores, coordenadores e diretores das unidades escolares.
Na solenidade, foram entregues 180 certificados de conclusão do Ensino Médio para 120 alunos de Cuiabá e 60 de Várzea Grande, e para 240 alunos do Ensino Fundamental, sendo 120 de Cuiabá e 120 de Várzea Grande, que também passaram pela troca de fiel – cordão distintivo fixado ao uniforme, que diferencia o ciclo do aluno – ingressando ao Ensino Médio da instituição.
Um dos formandos do terceiro ano do Ensino Médio foi Murilo Vieira Rocha, de 18 anos, da Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá. O estudante ingressou na instituição em 2017 e afirma que vai levar para sempre a experiência e os ensinamentos adquiridos durante os seis anos em que foi aluno militar.
“Com certeza essa experiência vai me trazer muito mais preparo para cursar uma faculdade de excelência e o mercado de trabalho. Me sinto uma pessoa muito grata por ter passado pela escola, foram seis anos de muitos ensinamentos, disciplina e experiência de vida adquirida com os militares e professores, que nunca abandonam seus alunos. Conhecer a disciplina militar foi um sonho e hoje estou muito feliz de estar me formando aqui”, afirma o aluno.
A cerimônia de formatura foi presidida pela coronel Francyanne Siqueira Chaves, comandante-geral adjunta da PMMT. A coronel, que também é uma ex-aluna da Escola Tiradentes, afirmou estar muito honrada em presenciar mais uma solenidade de formatura e ressaltou a importância do ensino e disciplina das escolas estaduais militares com o apoio do Governo do Estado e da Secretaria de Estado de Educação.
“Há mais ou menos 30 anos eu vivi essa emoção e experiência, e afirmo para vocês que vale muito a pena estudar na Escola Tiradentes. Aos formandos, eu digo: dediquem-se e busquem seus objetivos, pois vocês todos são capazes de serem os profissionais que almejam, em qualquer carreira que desejem. À Polícia Militar fica muito honrada em oferecer esta formatura e acredito que hoje entregamos para a sociedade cidadãos capacitados e com bons valores, que receberam nesta grandiosa formação”, destaca a comandante-geral adjunta.
O diretor da Escola Estadual Tiradentes de Cuiabá, coronel da reserva remunerada Zacarias Conceição Vitalino fez a leitura da ordem do dia e, em sua fala, ressaltou as missões e valores exercidos dentro do ambiente escolar militar.
“A disciplina e hierarquia são parceiras fundamentais no processo da educação do nosso corpo discente, onde os mesmos aprendem a lidar com as situações de modo diferenciado e explorando suas habilidades e competências nas esferas escolar e social. Reforçamos nosso compromisso com a sociedade mato-grossense em formarmos jovens, incentivando-os ao protagonismo da sua própria história, contribuindo com a pesquisa científica de forma positiva”, afirmou o diretor, coronel Vitalino.
A cerimônia de formatura contou com a entrada das madrinhas e padrinhos, que entregaram os certificados de conclusão aos alunos. Os formandos do Ensino Médio ainda realizaram o juramento e fizeram o último desfile de tropas, se despedindo do ambiente escolar.
Também estiveram presentes no evento o coronel Wilker Soares Sodré, subchefe de Estado Maior-Geral da PMMT, coronel Daniel Lipi Alvarenga, comandante da Direção de Gestão de Pessoas da PMMT, coronel da reserva remunerada Edivaldo Souza de Oliveira, diretor da Escola Estadual Militar Tiradentes de Várzea Grande, entre outras autoridades militares e civis.
Fonte: PM MT
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

