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Aula inaugural do Pré-Enem Digit@l reúne professores e estudantes no auditório do Liceu Cuiabano

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizou, na tarde desta quarta-feira (05.04), a aula inaugural do Pré-Enem Digit@l, no auditório da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Muller, em Cuiabá. O evento, promovido por meio da Diretoria Regional de Ensino – polo Cuiabá, reuniu estudantes e professores que buscam compartilhar conhecimento e preparar os inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, avaliou que o acompanhamento emocional e pedagógico durante essa etapa de preparação para o Enem é de suma importância, e garante que o conteúdo preparado pelo Pré-Enem Digit@al vai prestar o suporte necessário aos estudantes.

“As aulas são interativas e o material didático fornecido pela Seduc atende as necessidades do aprendizado, com um conteúdo atualizado e que os leva a se manterem comprometidos com as aulas”, observou.

O diretor da DRE, Fábio Bernardo, explicou que o Pré-Enem Digit@l se tornou um marco, com mais de 15 mil estudantes inscritos. “Somente na DRE Cuiabá temos mais de 1.800 estudantes participando. Sentimos orgulho por superar a meta de inscritos e reafirmamos a nossa missão, que é preparar esses estudantes para que tenham êxito no Enem”, disse.

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A diretora do Liceu Cuiabano, Layane Queçada Schultz, destaca que a aula inaugural tem como objetivo principal incentivar os alunos, além de sanar todas as dúvidas a respeito da metodologia, uso do material didático e sobre o calendário de aulas.

“O Enem é um divisor de águas para os estudantes, e pode significar o início de uma vida profissional para muitos deles. Esse preparatório serve para que eles ampliem as suas bases de conhecimento, e destaca o papel primordial que as escolas desempenham para quem busca garantir uma vaga em uma universidade pública”, explicou Layane.

Segundo a coordenadora do Ensino Médio da Seduc, Andrea Melo, cada DRE definiu a sua data de início das aulas e a criatividade deve marcar o evento neste ano.

“Participar da aula inaugural já é algo memorável para o estudante que almeja cursar o Ensino Superior. Com um show de humor como o previsto para Barra do Garças, se torna inesquecível”, diz Andrea. Ela lembra que cumprir todo o cronograma de aulas até o dia 11 de novembro será fundamental para a realização dos sonhos dos estudantes.

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O Pré-Enem Digital MT abrange toda a Rede Estadual de Ensino e as atividades presenciais ocorrem nas 15 cidades-polo das Diretorias Regionais de Educação (DREs): Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Juína, Matupá, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande, além de Nova Mutum, que faz parte do polo de Diamantino.

Fonte: Governo MT – MT

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Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

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Banner do Curso de Letramento Racial e Antirracismo do TJMT. A arte tem tons de marrom e sépia e tem as imagens de uma mulher preta de perfil, de uma mão negra de punho cerrado, da balança da Justiça e do mapa de Mato Grosso.A fim de corrigir desigualdades históricas, a política de cotas raciais promoveu a ascensão de profissionais negros ao funcionalismo público. Mas, além do acesso, é fundamental que o ambiente de trabalho seja livre de discriminação. E mais: possua uma cultura inclusiva e diversa. Esse objetivo pode ser alcançado por meio de protocolos institucionais antirracistas, que foram o tema do módulo IV do curso online Letramento Racial e Práticas Antirracistas, realizado nesta quinta-feira (18) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso para magistrados, servidores e colaboradores.
Os protocolos antirracistas são diretrizes e fluxos parametrizados que servem para prevenir, identificar, acolher vítimas e responsabilizar infratores de práticas racistas e discriminatórias em ambientes públicos e privados. O objetivo é garantir um ambiente seguro, promover equidade e responsabilizar infratores.
Neste módulo, a professora e pesquisadora Silviane Ramos Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestre em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reforçou a necessidade da adoção dos protocolos antirracistas em função do racismo estrutural, que inicia e se perpetua na construção do conhecimento.
Ela destacou que o atual padrão de construção de saberes é branco/eurocêntrico e, portanto, os conhecimentos não-brancos são descartados como marginais ou irrelevantes. Ela explicou o conceito de epistemicídio, que consiste na deslegitimação da capacidade intelectual das pessoas negras, reduzindo-os a objeto de pesquisa, nunca a produtor de conhecimento. E, diante desse contexto, destacou a importância de conhecer e ler as bibliografias negras.
A pesquisadora tratou ainda do racismo linguístico, citando como exemplo os termos usados por grande parte da população no cotidiano, aparentemente sem intenção, mas que servem para oprimir, como “ovelha negra”, “lado negro”, “lista negra”. “Esses termos são usados com conotação negativa, inferior”, observou a pesquisadora. Nesse contexto ela ressaltou o mito do politicamente correto, com foco nas palavras isoladas e na mudança do vocabulário como concessão moral, sem focar no problema estrutural. “Não basta ter linguagem adequada, se não mudar o comportamento”, reforçou a pesquisadora.
Importância dos protocolos
Silviane Silva fez uma explanação sobre os principais tipos de racismo que podem ocorrer no ambiente institucional e ressaltou a importância dos protocolos antirracistas para proteger vítimas e responsabilizar autores de condutas discriminatórias, quando comprovadas. As formas mais comuns de racismo citadas foram: o explícito (ofensas disfarçadas de piadas, erotização); o velado (tratamento desigual normatizado); e o alicerce (exclusão histórica de lideranças). Conforme a pesquisadora, esses atos podem resultar em traumas psicológicos e violências, como assédio moral e sexual.
De modo resumido, as ações preventivas dos protocolos consistem em cursos de letramento e capacitações continuadas. O acolhimento da vítima prevê escuta ativa, recepção da denúncia e proteção total contra retaliação, além de confidencialidade. As ações combativas são apuração imparcial, acionamento das redes legais e responsabilização rigorosa do autor. Por fim, o acompanhamento da situação, com o monitoramento da vítima, correção do clima institucional e prevenção de reincidência.
A capacitação teve início na segunda-feira (15) e prossegue até sexta-feira (19), das 8h às 12h.

Autor: Nadja Vasques

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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