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Preços da soja em alta: mercado brasileiro sustenta crescimento mesmo com produtividade ameaçada

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O mercado brasileiro de soja segue uma trajetória de estabilidade e crescimento nos preços, impulsionado por uma demanda robusta, particularmente das indústrias de processamento. Este cenário é fortalecido mesmo diante das preocupações com uma possível redução na produtividade da próxima safra devido às irregularidades pluviométricas, especialmente nas áreas agrícolas do Centro-Oeste.

Segundo informações coletadas por especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as perspectivas para a safra 2023/24 indicam um certo desafio climático. As chuvas, que não seguem um padrão uniforme, podem impactar negativamente a quantidade e a qualidade dos grãos produzidos, o que, por consequência, tende a sustentar os preços em níveis elevados.

Recentemente, as cotações do óleo de soja também experimentaram um crescimento significativo, alcançando valores que não eram vistos desde abril do ano corrente. Pesquisadores do Cepea apontam que este aumento é resultado de uma maior procura pelo produto no mercado nacional e de expectativas otimistas quanto ao incremento das exportações, especialmente para a Índia. O país asiático, reconhecido como o maior importador mundial de óleo de soja, tem demonstrado interesse em ampliar as importações provenientes do Brasil.

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Este contexto coloca o Brasil em uma posição estratégica no mercado internacional, especialmente em um momento em que o comércio global busca diversificar suas fontes de importação e reforçar a segurança alimentar.

A tendência de alta nos preços da soja e seus derivados reflete a dinâmica complexa entre a oferta e a demanda global, onde fatores climáticos adversos no Brasil podem ter repercussões significativas nos mercados internacionais. Produtores, exportadores e indústrias esmagadoras acompanham atentamente as atualizações climáticas e de mercado, adaptando suas estratégias para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade de suas operações.

A situação atual exige vigilância e adaptação por parte dos agricultores brasileiros, que já demonstram resiliência frente às variações climáticas e volatilidade do mercado. Enquanto isso, a demanda constante por parte das indústrias e o potencial de crescimento nas exportações para a Índia sinalizam um horizonte promissor para o óleo de soja nacional, reforçando a importância do Brasil como um dos líderes globais no agronegócio da soja.

Fonte: Pensar Agro

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SIAL Canadá registra participação recorde de empresas brasileiras em missão do Mapa no país

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Entre os dias 27 e 29 de abril, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, realizou missão oficial ao Canadá com foco na ampliação do acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado canadense, no avanço do diálogo sanitário e na promoção comercial do agro nacional.

A comitiva contou com a participação do chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Paulo Márcio Araújo, ex-adido agrícola no Canadá, e do recém-empossado adido agrícola brasileiro no país, Alessandro Fidelis Cruvinel. A programação incluiu reuniões em Ottawa com autoridades canadenses e representantes do setor privado, além da participação brasileira na SIAL Canadá 2026, em Montreal.

Na capital canadense, a delegação reuniu-se com a vice-ministra adjunta de Relações Internacionais do Agriculture and Agri-Food Canada (AAFC), Chris Moran, e com representantes da Canadian Food Inspection Agency (CFIA), responsável pelo serviço sanitário do país. O encontro tratou da pauta agropecuária bilateral e de temas prioritários para os dois países.

Entre os principais pontos discutidos, autoridades canadenses indicaram a realização, em breve, de missão técnica ao Brasil voltada à regionalização de enfermidades, como influenza aviária e doença de Newcastle. Também foi abordada a avaliação para inclusão de novos estados brasileiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, medida que pode ampliar o acesso da carne brasileira ao mercado canadense.

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Para o secretário Luís Rua, a agenda reforça a relevância do diálogo institucional para a obtenção de resultados concretos. “Para abrir mercado, não basta apenas vontade. É preciso negociação, confiança e presença constante. A missão ao Canadá teve exatamente esse objetivo: avançar em temas sanitários, ouvir o setor privado e criar novas oportunidades para quem produz no Brasil”, afirmou.

Considerando a importância do Canadá como fornecedor de potássio ao Brasil, a delegação também realizou visita institucional à Fertilizer Canadá, entidade que representa o setor de fertilizantes no país. A agenda tratou da previsibilidade no comércio de insumos agrícolas e da cooperação com fornecedores em um cenário internacional marcado por incertezas nas cadeias globais de suprimento.

Comércio bilateral

A missão incluiu ainda encontro com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, realizado na Embaixada do Brasil em Ottawa. A reunião abordou o ambiente de negócios entre os dois países, oportunidades para empresas brasileiras e a retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá.

No comércio bilateral, o Brasil encerrou 2025 com exportações de US$ 7,25 bilhões para o Canadá, alta de 15% em relação ao ano anterior. As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 3,14 bilhões, resultando em superávit de US$ 4,11 bilhões. A corrente de comércio cresceu 14% no período, com destaque para produtos do agro, como açúcar e café.

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SIAL Canadá

Em Montreal, última etapa da missão, a delegação participou da SIAL Canadá 2026, realizada de 29 de abril a 1º de maio. A edição registrou a maior participação brasileira já observada no evento, com cerca de 50 empresas e cooperativas presentes.

A ação resultou de esforço conjunto entre o Mapa, a ApexBrasil, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A presença brasileira incluiu rodadas de negócios e exposição de produtos, com o objetivo de ampliar a inserção do agronegócio nacional no mercado canadense.

A participação na feira também permitiu ao secretário Luís Rua dialogar diretamente com representantes do setor privado, especialmente exportadores interessados em ampliar ou iniciar operações no Canadá.

A missão reforça o compromisso do Mapa com a ampliação, diversificação e consolidação do acesso a mercados internacionais, promovendo o reconhecimento da qualidade e da segurança dos produtos agropecuários brasileiros.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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