MATO GROSSO
Primeira-dama de MT mobiliza atendimento do programa SER Família Indígena para comunidades pantaneiras
MATO GROSSO
“A cada ação nos aproximamos ainda mais das comunidades. Essa mobilização contou com esforços da Setasc, Gefron e o apoio da Marinha demonstra o quanto é importante estar próximo das famílias que vivem em regiões mais distantes. Com as missões conseguimos identificar diferentes situações, pessoas que precisam de atendimento médico, odontológico, que precisam fazer documentos, enfim, diferentes situações são encaminhadas”, afirmou a primeira-dama.
A ação, denominada “Expedição Perigara – SER Família Indígena” foi realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc), com o apoio da Marinha do Brasil, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Polícia Militar (4ª CIPMSI) e Secretaria de Assistência Social de Barão de Melgaço.
Ao todo, foram atendidas as Terras Indígenas Baía dos Guatós, da etnia Guató; Perigara, dos Boe-bororo; e também a comunidade ribeirinha Pirigara, às margens do Rio São Lourenço.![]()
A secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Grasi Bugalho, explicou que o Programa SER Família Indígena tem o objetivo de alcançar o maior número possível de famílias indígenas de Mato Grosso, não apenas com o objetivo de realizar a transferência de renda, mas também para poder entender melhor a população indígena, e que a Expedição Perigara tornou possível não só realizar essa ação, como também poder levar insumos como as cestas de alimentos e os kits de higiene e limpeza.
“O SER Família Indígena é um programa idealizado pela nossa primeira-dama Virginia Mendes, que tem um carinho todo especial com os povos indígenas de Mato Grosso e, ao pensarmos a Expedição Perigara, em conjunto com a Marinha do Brasil, vimos a oportunidade de fazermos essa busca ativa para inclusão de novos beneficiários no programa SER Família Indígena, como também aprender mais sobre a realidade das comunidades indígenas, e também levar segurança alimentar por meio do SER Família Solidário, garantindo a essas famílias o direito delas enquanto famílias cidadãs. Agradeço o apoio de todos os envolvidos para que a ação pudesse ser realizada com sucesso”, ressaltou a secretária.
A Expedição Perigara teve início em Cáceres, com o carregamento das cestas básicas e kits de higiene na Agência Escola Flutuante Piquiri, embarcação da Marinha do Brasil, utilizada na ação. O embarque das equipes da Setasc e Gefron foi realizado no dia 18 de maio, em Porto Jofre, região do município de Poconé.
As visitas às comunidades tiveram início no último dia 19 pela manhã, sendo a primeira visita realizada na Terra Indígena Perigara, da etnia Boe-Bororo, onde foram atendidas 45 famílias com cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.![]()
O vice-cacique da Terra Indígena Perigara, Enio Koguetugo, destacou o emprego e a disposição das equipes para irem até a comunidade.
“Agradecemos por virem conhecer a nossa realidade, e trazer as cestas básicas, que são de grande ajuda, porque é difícil de ir buscar na cidade. O deslocamento para Cuiabá não é fácil para nós. E também agradecemos por trazer o Cadastro Único, porque o acesso ao município não é fácil. É um privilégio muito grande ter vocês aqui. O SER Família Indígena é uma grande ajuda para nós, porque tem família que tem grande dificuldade de renda. Só temos que agradecer”, ressaltou o vice-cacique.![]()
Para a professora indígena Rosinete Marido, moradora da aldeia Perigara, a chegada da equipe da Setasc e da Assistência Social do município de Barão de Melgaço na comunidade animou a comunidade.
“A gente ficou muito animado porque não esperava a presença do Estado, e do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município. E isso vai beneficiar muito a comunidade, porque foi um grande esforço para fazer o cadastro e também para trazer alimentação para a comunidade. A gente só tem que agradecer a vinda de vocês”, disse Rosinete.
As outras duas comunidades foram visitadas no dia 20, com atendimento a 90 famílias da etnia Guató, e 50 famílias ribeirinhas da Pirigara.
Para o cacique da Aldeia Aterradinho, da etnia Guató, Carlos Henrique Alves de Arruda, a Expedição Perigara – SER Família Indígena é importante para a inclusão social.
“Essa ação da Setasc junto com a Marinha do Brasil, que sempre está junto com a gente, é muito importante porque a gente se sente incluso nas questões sociais do Estado e do município. É isso que estamos procurando, essas parcerias para virem até a comunidade, porque é muito difícil locomover o nosso povo até a cidade, é muito longe e o custo é alto, pois só nos locomovemos de barco. Só temos a agradecer a visita de vocês, que não mediram esforços de vir até aqui, e eu como liderança da comunidade, só tenho que agradecer”, enfatizou o cacique.
Ele também falou sobre o cadastramento das famílias Guató no Programa SER Família Indígena.
“O SER Família Indígena é muito importante, e hoje está aqui dentro da comunidade. Vai fazer muita diferença para nosso povo. Muitos já estão cadastrados, mas alguns que não conseguem ir até a cidade. Então só tenho a agradecer em nome do povo Guató”, completou Carlos Henrique.![]()
A assistente social do município de Barão de Melgaço, que também participou da “Expedição Perigara – SER Família Indígena”, Sílvia Adriana Soares, esse suporte realizado pelo Governo do Estado e da Marinha do Brasil é muito importante.
“Vivemos em um município que tem dificuldades imensas de acesso e, quando procuramos a Setasc, a secretária Grasi Bugalho ouviu nosso clamor e hoje estamos aqui, realizando com muito êxito, chegando até comunidades de difícil acesso, e só temos a agradecer, em nome da prefeita Margareth Gonçalves, da secretária de Assistência Social, Francisca Almeida, de coração, essa parceria e esse suporte”.
Para o Capitão de Corveta da Marinha do Brasil, Monzaldo Leonardo de Oliveira Souza, que conduziu a Expedição Perigara, o resultado foi muito positivo, pois conseguiu levar cidadania para famílias, em locais de difícil acesso.
Participaram da expedição também as assistentes sociais da Setasc, Vânea Conceição e Graciele Meira; além da tripulação da Agência Escola Flutuante “Piquiri”, SO-MO Clodoaldo Aciole da Silva; SO-CO Everaldo Climaco Nascimento; 1º sargento -EL Anderson Alencar Batista; 1ºSG-MR Eduardo Mello Gomes; 3ºSG-MR Júlio César Gomes do Nascimento; CB-CN Thaynan dos Santos Vicente e CB-MO Igor Roberto Torees Tavares; de representantes da Capitania Fluvial do Mato Grosso – CFMT: CC(AA) Monzaldo Leonardo Oliveira Sousa; 3ºSG-MO Luã Marley Caldas Freitas; CB-MO Pedro Macieira Costa Honório MN-RC Gabriel Dary Massol; e do Comando do 6º Distrito Naval – Com6ºDN: 2º SG-CA Sérgio Nascimento da Silveira Osinaga.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



