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Produtores de sementes geraram mais de 10 mil empregos e movimentaram R$ 33,6 bilhões

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Os 369 produtores de sementes certificadas no Brasil geraram mais de 10 mil empregos e movimentaram R$ 33,6 bilhões, incluindo royalties de biotecnologia e investimentos em tratamento de sementes industriais, no ciclo 2022/23.

Os dados foram apresentados por Lars Schobinger, engenheiro agrônomo e CEO da Blink Inteligência Aplicada, durante o painel “Panorama do Mercado de Sementes de Soja – Relevância e Desafios” no Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (ENSSOJA). O evento, realizado no Hotel Bourbon em Foz do Iguaçu, continua até sexta-feira, dia 24.

Segundo Schobinger, o mercado de sementes das principais culturas no Brasil tem crescido consistentemente nos últimos anos. O faturamento aumentou de R$ 14,8 bilhões em 2015/16 para R$ 44,4 bilhões na safra 2022/23, sendo a soja responsável por R$ 24,5 bilhões desse total.

A soja continua representando mais da metade do mercado de sementes no Brasil, que inclui também milho, algodão, trigo e arroz. Desde 2020/21, durante a pandemia, a área plantada de sementes de soja cresceu em média 3,9% ao ano, passando de 32,4 milhões de hectares em 2015/16 para 42,5 milhões de hectares em 2022/23, um aumento de mais de 30%.

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O volume de sementes acompanhou esse crescimento, subindo de 43 milhões para 55 milhões de sacas, com um aumento anual médio de 3,4%. O preço do quilo da semente aumentou de R$ 2,9 para R$ 7,40, refletindo uma melhoria na qualidade da oferta ao produtor.

Este crescimento anual de 17% no valor de mercado, de R$ 8,1 bilhões para R$ 24,4 bilhões na última safra, destaca a robustez e a importância do setor no agronegócio nacional.

Em termos de produção regional, Mato Grosso permanece como o principal estado produtor de sementes de soja, com consumo de mais de 16 milhões de sacos na safra 2022/23, representando quase 30% do mercado nacional.

Rio Grande do Sul e Paraná juntos representam cerca de 30% do mercado, seguidos por Goiás com 5,2 milhões de sacos (10% do mercado), Mato Grosso do Sul com 4,5 milhões de sacos, e Minas Gerais com 2,5 milhões. Esses seis estados juntos representam mais de 80% do mercado brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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