CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Polícia Militar prende casal em flagrante por tráfico de drogas em Nobres

Publicados

MATO GROSSO

Policiais militares de Nobres prenderam um homem, de 28 anos, e uma mulher, de 26 anos, por tráfico de drogas, na manhã desta segunda-feira (10.06), no município. Com o casal, a PM apreendeu porções de substância análoga à maconha e a quantia de R$ 635,00 em dinheiro.

Durante patrulhamento pelo bairro Jardim das Palmeiras, por volta de 09h40, a equipe da Companhia de PM de Nobres visualizou uma mulher com atitude suspeita entrando em uma região de mata.

Os militares acompanharam a mulher e a encontraram tentando se esconder no local. Com ela, foi localizada uma porção de maconha. Para os policiais, a suspeita afirmou que estava no local para encontrar seu marido e entregar o material.

Neste momento, o suspeito, que faz uso de tornozeleira eletrônica, se aproximou do local e tentou fugir ao ver a presença da PM, sendo rapidamente detido pela equipe. Para a PM, confirmou que buscaria a droga com a mulher e entregaria o dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes. Com ele, os policiais apreenderam a quantia de R$ 635,00.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros apaga incêndio em veículo e evita propagação para residência

Ainda durante a abordagem, os policiais se deslocaram até a residência onde a suspeita afirmou morar com uma amiga. Em buscas no local, autorizada pela mulher que não sabia do envolvimento da suspeita no crime, os militares apreenderam mais quantidades de maconha, além de balança de precisão, celulares e outros equipamentos utilizados para o tráfico.

Diante da situação, o casal recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a delegacia da cidade para registro da ocorrência, sendo entregue à Polícia Judiciária Civil.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

Publicados

em

Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Leia Também:  Tribunal do Júri de Sinop condena réu a 19 anos pelo homicídio de Bruna Oliveira

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA