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Aprosoja Brasil critica decreto do governo sobre crimes ambientais e restrição ao crédito rural

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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) criticou o decreto 12.189/2024, que aumenta as penas para crimes ambientais, afirmando que a medida penaliza o setor agropecuário de forma injusta.

Em nota, a entidade alertou que a combinação do decreto com a resolução 5.081/2023, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que restringe o crédito rural para propriedades com embargo ambiental, pode gerar sérios prejuízos econômicos em regiões agrícolas, sem oferecer soluções práticas para a prevenção de incêndios.

A associação ressalta que as novas regras são pouco eficazes tanto no aspecto preventivo quanto no educacional. Segundo o entendimento da entidade, o decreto abre margem para que fazendas atingidas por incêndios sejam embargadas, mesmo que o fogo não tenha sido provocado de forma ilegal pelo produtor rural. Com isso, os proprietários rurais prejudicados pelo fogo ainda poderiam ser excluídos das linhas de crédito rural devido às restrições da resolução do CMN.

A Aprosoja também aponta que há uma distorção no uso do conceito de embargo. Na visão da entidade, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda tem demonstrado uma postura ideológica contrária ao setor agropecuário, o que estaria comprometendo o desempenho do crédito rural.
Punição a crimes ambientais deve ser técnica, diz Aprosoja

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A associação ressalta que o setor de produção de soja não se opõe à punição de quem comete crimes ambientais, mas defende que essas penalidades sejam aplicadas com critérios técnicos, sem se tornarem uma perseguição a quem trabalha na produção de alimentos e combustíveis renováveis.

A entidade também espera que as penalidades sejam mais severas contra aqueles que provocam incêndios criminosos, mas salienta que as novas medidas não terão impacto real na redução dos incêndios e acabam punindo principalmente os produtores prejudicados.

Em uma nota técnica divulgada no dia 26 de setembro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criticou o decreto, afirmando que ele trouxe uma “inovação” ao ampliar o alcance dos embargos de áreas queimadas, afetando inclusive áreas produtivas fora da vegetação nativa. Segundo a CNA, o decreto permite embargos coletivos, sem a necessidade de vínculo direto a autos de infração, o que ignora a necessidade de prova do crime ambiental.

A CNA também destacou que as novas regras aumentam as restrições de direitos, como suspensão de licenças e financiamentos por até 10 anos, além de introduzir novos tipos de multas, o que, segundo a confederação, violaria a legislação existente.

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Por sua vez, uma fonte do governo esclareceu que a resolução 5.081/2023 trata exclusivamente de embargos relacionados ao desmatamento ilegal e não ao uso do fogo. A restrição ao crédito rural, portanto, só se aplicaria aos casos em que o fogo fosse considerado parte de um desmatamento ilegal. Caso contrário, as restrições de crédito não seriam aplicáveis.

Fonte: Pensar Agro

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ADM moderniza logística em Rondonópolis (MT) e dobra produtividade com nova frota de caminhões

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RONDONÓPOLIS (MT) – LOGÍSTICA DO AGRONEGÓCIO

A ADM, uma das líderes globais no processamento e comercialização de grãos, insumos e nutrição humana e animal, está promovendo uma ampla modernização de sua operação logística em Rondonópolis (MT). A iniciativa envolve a renovação da frota de caminhões que atende a unidade e já resulta em ganhos expressivos de produtividade, eficiência operacional e segurança no transporte.

O projeto integra a estratégia da companhia para otimizar o escoamento de farelo de soja até o terminal ferroviário da região, localizado a cerca de 20 quilômetros da planta industrial, de onde o produto segue até o Porto de Santos (SP).

FROTA MAIS MODERNA E OPERAÇÃO MAIS EFICIENTE

A transformação logística prevê a substituição gradual de aproximadamente 70 caminhões por uma frota menor, porém mais moderna e eficiente. Ainda em 2026, 31 novos veículos passam a operar na rota, com previsão de expansão para 41 caminhões até 2027.

O novo modelo também inclui mudanças na gestão operacional, com adoção de contratos com transportadoras parceiras responsáveis pela execução do serviço.

Segundo a ADM, a reestruturação permitirá dobrar a produtividade da operação, mesmo com uma frota reduzida, mantendo níveis de desempenho próximos de 100%.

“Estamos estruturando um novo modelo operacional, com foco total em eficiência e confiabilidade. A modernização da frota vem acompanhada de inteligência no agendamento de carga e descarga, além de uma operação 24 horas, com caminhões reserva e motoristas substitutos para assegurar a continuidade das atividades”, afirma Vitor Vinuesa, diretor de Logística da ADM para a América Latina.

PARCERIAS FORTALECEM NOVO MODELO LOGÍSTICO

As transportadoras parceiras também destacam os impactos positivos da modernização na operação regional.

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Para a Bandeira Transportes, a mudança representa um avanço significativo na qualidade operacional e nas condições de trabalho.

“Essa nova etapa representa um avanço importante em eficiência e qualidade da operação, trazendo mais segurança para o transporte e melhores condições para o trabalho dos motoristas”, afirma Guilherme Bandeira, sócio-proprietário da empresa.

Já a Bortolli Transportes ressalta os ganhos diretos na produtividade e na agilidade dos processos.

“As novas composições trazem melhorias importantes para a produtividade, especialmente com processos mais eficientes de carga e descarga, que reduzem o tempo e aumentam o rendimento dos veículos no dia a dia”, destaca Ricardo Bortolli, proprietário da empresa.

TECNOLOGIA, SEGURANÇA E REDUÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS

Os novos caminhões incorporam soluções tecnológicas voltadas à segurança, ergonomia e eficiência operacional. Entre os principais diferenciais estão o sistema de caçamba única, que elimina impactos durante o descarregamento, e o acionamento remoto do basculante, reduzindo a exposição dos motoristas a riscos.

Outro destaque é a adoção de manta deslizante antiaderente, que reduziu o tempo de descarga de mais de 20 minutos para cerca de 6 minutos por operação, gerando impacto direto na produtividade logística.

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Além disso, os veículos são até cinco toneladas mais leves, o que contribui para a redução do consumo de combustível e melhora a eficiência energética da operação.

COMPROMISSO COM SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

A modernização da frota também reforça o compromisso da ADM com práticas mais sustentáveis na cadeia do agronegócio. A redução do peso dos veículos e a otimização das operações contribuem para a diminuição da pegada de carbono, sem comprometer o volume transportado.

“Esse projeto em Rondonópolis mostra, na prática, como ajustes no modelo operacional e o uso de novas tecnologias podem trazer ganhos relevantes de eficiência, mantendo a segurança e a confiabilidade da operação”, completa Vinuesa.

RONDONÓPOLIS COMO REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA NO AGRONEGÓCIO

Com a nova estrutura, a unidade de Rondonópolis se consolida como uma operação estratégica e pioneira dentro da ADM no Brasil. A iniciativa fortalece o papel da região no escoamento da produção agrícola nacional, apoiando a cadeia de grãos com soluções logísticas mais modernas, seguras e eficientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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