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Inflação de janeiro tem alta de 0,33%, impulsionada por combustíveis e alimentos, aponta CNA
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em janeiro de 2026, repetindo o mesmo resultado observado em dezembro de 2025, segundo levantamento técnico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,44%, ficando ligeiramente abaixo do teto da meta de 4,5% para o ano.
Alimentação desacelera, mas ainda pressiona o IPCA
O grupo Alimentação e Bebidas apresentou leve desaceleração, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro, com impacto de 0,05 ponto percentual no IPCA do mês.
O subgrupo Alimentação no domicílio registrou alta de apenas 0,10%, influenciado pela queda nos preços do leite longa vida (-5,59%), ovos (-4,48%), óleo de soja (-3,32%), arroz (-1,55%) e frango em pedaços (-1,41%).
Entre os produtos em alta, destacaram-se tomate (20,52%), cenoura (9,94%), maçã (3,94%), pescados (2,77%) e carnes (0,84%). Já a alimentação fora do domicílio avançou 0,55%, mantendo impacto relevante sobre o índice geral.
Combustíveis e transportes lideram as altas do mês
O grupo Transportes apresentou o maior impacto individual no IPCA, com alta de 0,60% e contribuição de 0,12 ponto percentual. O resultado foi impulsionado pelo aumento nos preços dos combustíveis: etanol (3,54%), gasolina (2,06%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também teve alta expressiva de 0,70%, representando o segundo maior impacto mensal (0,10 p.p.). Já Comunicação avançou 0,82%, embora com impacto limitado no índice geral.
Energia elétrica e vestuário amenizam inflação
Os grupos Habitação e Vestuário foram os únicos a registrar queda em janeiro. A energia elétrica residencial recuou 2,73%, refletindo a aplicação da bandeira tarifária verde, que elimina cobrança extra nas contas. Em dezembro, vigorava a bandeira amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O grupo de Vestuário também apresentou leve retração, com impacto negativo de 0,01 ponto percentual no IPCA.
Impacto da inflação para o produtor rural
De acordo com a CNA, a variação do IPCA traz efeitos distintos sobre o agronegócio. A queda na energia reduz custos de atividades intensivas em eletricidade — como irrigação, resfriamento e bombeamento de água. Por outro lado, a alta dos combustíveis eleva despesas logísticas e operacionais dentro e fora da porteira.
A CNA também destacou que, apesar da expectativa de novo corte na taxa Selic pelo Banco Central do Brasil em março, a inflação acima do esperado pode levar a uma redução menor que o desejado na taxa básica de juros.
Mercado internacional de alimentos apresenta leve queda
O Índice de Preços de Alimentos da FAO (IPFA), que mede o comportamento internacional dos alimentos, registrou média de 123,9 pontos em janeiro, leve recuo de 0,4% frente a dezembro. Houve quedas nos preços de laticínios (-5,0%), carnes (-0,4%) e açúcar (-1,0%), compensadas pelas altas de óleos vegetais (+2,1%) e cereais (+0,2%).
A CNA aponta que a valorização dos óleos de palma, soja e girassol foi impulsionada pela menor produção no Sudeste Asiático e pela demanda global aquecida, enquanto o preço do açúcar recuou diante da perspectiva de maior oferta mundial.
Destaques de queda e alta nos produtos alimentares
Maiores quedas em janeiro:
- Leite longa vida: -5,59%, com preço ao produtor em média de R$ 1,99/litro, queda mensal de 5,4%;
- Ovos: -4,48%, impactados por consumo interno reduzido;
- Óleo de soja: -3,32%, reflexo da colheita recorde e da competitividade internacional;
- Arroz: -1,55%, ainda pressionado pela ampla oferta;
- Frango em pedaços: -1,41%, influenciado por demanda doméstica mais fraca.
Maiores altas em janeiro:
- Tomate: +20,52%, devido à menor oferta após chuvas em áreas produtoras;
- Cenoura: +9,94%, pressionada por perdas de produtividade em Minas Gerais;
- Maçã: +3,94%, com tendência de estabilidade conforme avança a colheita;
- Pescados: +2,77%, com valorização da tilápia e do salmão;
- Carnes: +0,84%, impulsionadas pela menor oferta de bovinos prontos para abate.
Expectativas e perspectivas
Com o IPCA acumulado em 4,44% em 12 meses, o resultado se mantém abaixo do teto da meta, mas acima da meta central de 3% definida para 2026. Segundo o Boletim Focus, a expectativa para a inflação deste ano é de 3,95%.
A CNA reforça que o comportamento dos preços agropecuários e de energia será decisivo para o ritmo da inflação nos próximos meses, com impactos diretos nos custos e na rentabilidade do produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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GERAR Leite da Zoetis eleva taxa de prenhez em vacas leiteiras de 36,7% para 39,4% no Brasil
O programa GERAR Leite, iniciativa da Zoetis voltada ao aprimoramento da reprodução bovina, registrou avanço significativo nos índices reprodutivos da pecuária leiteira brasileira em 2025. A taxa média de prenhez em vacas leiteiras passou de 36,7% para 39,4%, segundo levantamento com mais de 450 mil dados coletados em fazendas do país.
Os resultados foram apresentados durante encontros realizados em Uberlândia (MG) e Chapecó (SC), que reuniram cerca de 180 profissionais entre médicos-veterinários, pesquisadores, consultores e técnicos do setor.
Programa GERAR consolida duas décadas de evolução na reprodução bovina
Criado em 2006, o GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) nasceu com foco na pecuária de corte e, em 2014, passou a incluir a pecuária leiteira. A iniciativa reúne academia, indústria e profissionais de campo para promover a troca de conhecimento técnico e impulsionar resultados produtivos nas fazendas.
Segundo a Zoetis, o programa se consolidou como uma das principais redes de geração e aplicação de conhecimento em reprodução bovina no Brasil, com foco em eficiência e produtividade.
Levantamento com 450 mil dados aponta avanço da eficiência reprodutiva
O estudo mais recente do GERAR Leite analisou mais de 450 mil registros reprodutivos em propriedades leiteiras brasileiras — o maior volume já coletado pelo programa.
Os dados indicam evolução nos principais indicadores:
- Vacas primíparas e multíparas: taxa de prenhez subiu de 36,7% para 39,4%
- Novilhas: aumento de 42% para 43,9%
Os resultados refletem a maior adoção de boas práticas de manejo, melhorias genéticas e estratégias para redução dos impactos do estresse térmico.
Inseminação Artificial em Tempo Fixo impulsiona ganhos produtivos
A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) segue como uma das principais tecnologias utilizadas para elevar a eficiência reprodutiva nos rebanhos leiteiros.
De acordo com especialistas do programa, a técnica tem contribuído para maior previsibilidade dos resultados e aumento dos índices de prenhez em vacas.
Para Verônica Schvartzaid, gerente de Produto da linha de Reprodução de Ruminantes da Zoetis Brasil e responsável pelo GERAR, o avanço é resultado direto da adoção consistente de tecnologias e recomendações técnicas.
“A adoção consistente de boas práticas e tecnologias reprodutivas gera ganhos concretos para os produtores”, destacou.
Novilhas ainda representam oportunidade de avanço na pecuária leiteira
Durante os encontros do GERAR Leite 2026, especialistas destacaram que a adoção da IATF em novilhas ainda é menor do que em vacas leiteiras, o que representa uma oportunidade de melhoria na eficiência dos sistemas produtivos.
O uso mais amplo da tecnologia pode antecipar a idade ao primeiro parto, reduzir o intervalo produtivo e aumentar o desempenho econômico das propriedades.
Segundo Francisco Lopes, gerente técnico de Reprodução da Zoetis, cada ganho de tempo no ciclo reprodutivo impacta diretamente os resultados da fazenda.
“Quando falamos de eficiência reprodutiva, cada dia ganho faz diferença para o resultado da fazenda”, afirmou.
Integração entre ciência e campo fortalece pecuária leiteira
Ao completar duas décadas, o GERAR reforça seu papel como ponte entre pesquisa científica, inovação tecnológica e aplicação prática no campo.
A iniciativa busca ampliar a eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros brasileiros, promovendo capacitação técnica e disseminação de boas práticas em reprodução bovina.
Com os resultados mais recentes, o programa evidencia a evolução contínua da pecuária leiteira nacional, sustentada por tecnologia, gestão e conhecimento aplicado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


