MATO GROSSO
PM prende dois homens por tentativa de latrocínio contra motorista de aplicativo
MATO GROSSO
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens, na noite desta sexta-feira (27.12), suspeitos por tentativa de latrocínio contra uma motorista de aplicativo em Sorriso.
A vítima, de 31 anos, ficou ferida com golpe de faca, após entrar em luta corporal com um dos suspeitos durante o trajeto.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher relatou que atendeu a uma chamada para um dos suspeitos com destino a Rua Alencar Bortolanza. Durante o trajeto, ele pediu para que a motorista desviasse o caminho pela Rua Luiz de Bona.
Nesse momento, o homem pegou uma faca que estava no console do veículo da vítima e a puxou pelo cabelo, anunciando o roubo em seguida. O suspeito exigiu que a motorista passasse o dinheiro e realizasse transferências bancárias via Pix.
A mulher entrou em luta corporal com o suspeito, sofreu um corte na mão e conseguiu sair do veículo. A vítima correu até a rodoviária e pediu ajuda para outros motoristas de aplicativos.
A condutora retornou até o seu veículo, mas o suspeito já havia corrido para uma região de mata. Após a denúncia, policiais militares da Rotam intensificaram o policiamento na região e se deslocaram até a casa de um homem que teria solicitado a corrida para o suspeito.
No local, o denunciado alegou que ambos passaram o dia ingerindo bebidas alcoólicas e alegou que não sabia o que teria acontecido, após o suspeito embarcar no veículo. O homem foi encaminhado à delegacia.
Em seguida, os policiais militares receberam informações de que o suspeito estava em um bar, na Avenida Tangará. O suspeito foi localizado, identificado e detido em seguida. Ele confessou à PM a participação no crime e foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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